Portanto seres pensantes questionam e muito! Como os nossos irmãos de Beréia. Seria isso apavorante? Não, nem um pouco. Penso...logo existo! Para Descartes pensar é sinal de existência, no evangelho de hoje, quem pensa não consegue subsistir. "Penso, logo existo" (Descartes) "Não pense, faça o que eu digo" (Alto Clero Evangélico)

terça-feira, 2 de julho de 2013

A controvertida prática do jejum


Por Hermes C. Fernandes

A palavra chave do cristianismo é “comunhão” (grego: koinonia). O pecado causou uma ruptura entre o Criador e a criatura. Mas o amor divino exigiu que esta comunhão fosse reatada, sem que a Sua justiça fosse abrandada. Através do sacrifício de Jesus, o pecado humano foi devidamente castigado, e o acesso do homem a Deus foi finalmente restaurado, possibilitando assim a comunhão entre eles. Esta comunhão, porém, deve ser vertical e horizontal.

A propósito, o que é comunhão? O termo grego koinonia significa “compartilhar o que se tem”. Deus Se dispõe a compartilhar o que possui com o homem, inclusive a Sua própria Vida, e deseja que o homem compartilhe tudo o que possui com o seu próximo. “O que vimos e ouvimos” escreve João, “isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco. E a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo (...) se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros” (1 Jo.1:3,7).

Eis a diferença entre as religiões humanas, e a proposta do cristianismo original. Enquanto a palavra chave do cristianismo é comunhão, a palavra chave das religiões é privação.  Desde o hinduísmo  o islamismo, o budismo, até o catolicismo, atribui-se valor especial à privação espontânea de bens materiais. Faz-se voto de pobreza, pratica-se abstinência de alimentos, e ainda por cima, em alguns casos, estimula-se o autoflagelo, como se o sofrimento auto-impingido tivesse algum valor expiatório.  À luz das Escrituras Sagradas, não há qualquer valor intrínseco na abstinência do que quer que seja. Deixar de comer, de possuir bens no mundo, de casar, ou coisa parecida, não acrescenta nada em nossa comunhão com Deus. Aliás, o Apóstolo Paulo chama isso de “doutrinas de demônios”. Paulo denuncia tal prática, atribuindo sua inspiração a espíritos enganadores, que se aproveitam da “hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; proibindo o casamento, e ordenando a abstinência dos alimentos que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças; pois tudo que Deus criou é bom, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças”(1 Tm.4:2-4).

Enquanto a religião valoriza o ascetismo, a privação, o cristianismo valoriza a partilha, a comunhão. A virtude não está em privar-se de um bem, e sim o abrir mão de parte dele em favor do próximo. Tomemos por exemplo o jejum. A maioria das religiões do mundo o adota como parte dos seus ritos. Para uns, trata-se de um método que tem como finalidade promover o sacrifício dos apetites carnais, enfraquecendo assim a natureza pecaminosa residente no ser humano. Para outros, como os judeus, a prática do jejum está relacionada ao luto. Além desses conceitos clássicos, há também uma ideia que predomina nos círculos evangélicos de hoje. Pra muitos cristãos sinceros, o jejum não passaria de um meio de chamar a atenção de Deus para as suas necessidades, sensibilizando-O e pressionando-O a satisfazê-las. 

Não queremos aqui questionar a prática do jejum em si, e sim as motivações pelas quais muitos o têm praticado. Veremos um pouco adiante, que há boas motivações pelas quais o crente pode jejuar. Infelizmente, transformaram o jejum em moeda corrente no Reino de Deus. Se alguém deseja alcançar alguma dádiva, basta ficar algumas horas sem comer, e Deus será obrigado a atendê-lo. Isso é um absurdo!   Isso não é jejum, e sim, greve de fome! Somando a isso o fato das pessoas reivindicarem seus direitos perante Deus, parece-nos que estão mantendo uma espécie de relação sindical com o Criador. Desta maneira, Ele passa a ser visto como patrão em vez de Pai, e nós, como empregados sindicalizados em vez de filhos.

A questão que desejamos levantar é: De que adianta jejuarmos, ou praticarmos qualquer outro rito religioso, se não atentarmos para as necessidades e os direitos dos nossos semelhantes? O jejum que Deus prescreve é “que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo, e que deixes livres os quebrantados, e despedaces todo jugo”, e mais: “que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desterrados”, e ainda: “vendo o nu, o cubras, e não te escondas do teu próximo” (Is.58:6-7). É este o jejum que temos praticado? À luz deste texto, aquilo que os crentes têm praticado hoje em dia não tem nada a ver com o jejum prescrito por Deus em Sua Palavra.

O que Deus espera não é que a pessoa se prive de alimento por algumas horas, sabendo que o mesmo alimento está guardado na geladeira ou na dispensa para ser consumido depois do tempo predeterminado. Em vez de privar-nos por algumas horas (geralmente, da hora em que acordamos ao meio-dia) do nosso pão, que tal se o repartíssemos com o que nada tem para comer?  Não estaríamos nos privando de todo o pão por um pouco de tempo, e sim, de parte dele para sempre em favor de quem está faminto.

Quando Cristo vier julgar o mundo, Ele vai perguntar o que fizemos com o nosso pão. Ele quer saber se o guardamos para consumi-lo um pouco mais tarde, ou se o repartimos com o faminto. “Tive fome, e não me deste o que comer” dirá Jesus.“Apartai-vos de mim!” será a sentença (Mt.25:41-42). 

O melhor jejum é o da partilha, e não o da privação momentânea por interesses particulares. Quando nos propomos a partilhar o pão, não somente o material, mas, sobretudo o espiritual, que é o Evangelho, a sua luz começa a romper e a dissipar as trevas. Confira se não é esta a promessa contida em Isaías 58:

"Então romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante da tua face, e a glória do Senhor será a tua retaguarda. Então clamarás, e o Senhor te responderá: gritarás, e ele dirá: Eis-me aqui. Se tirares do meio de ti o jugo, o estender do dedo, e o falar iniquamente, e se abrires a tua alma ao faminto, e fartares a alma aflita, então a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia”. Isaías 58:8-10.
 O alvorecer do Dia do Senhor está chegando!  Deus está despertando o Seu povo em todo o mundo para a prática da verdadeira religião (Tg.1:27) e do jejum da partilha! Nossa luz vai se romper, e a nova aurora vai surgir, quando tirarmos do meio de nós o jugo, o estender do dedo, e o falar iniquamente. Creio que o jugo que precisa ser tirado do meio de nós é o jugo dos homens, das tradições legalistas, das doutrinas e preceitos humanos. Onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade (2 Co.3:17)!  Ninguém aguenta mais tanto jugo!  “Não pode isto, não pode aquilo outro...” Paulo nos aconselha a termos cuidado, para que ninguém nos faça presa sua, usando de sutilezas, de acordo com a tradição dos homens. Se estamos mortos com Cristo, arrazoa Paulo, então, por que temos de nos sujeitar a ordenanças do tipo: não toques, não proves, não manuseies? De acordo com o apóstolo, tais regras até possuem a aparência de sabedoria, de culto voluntário, mas não passa de humildade fingida, e “não tem valor algum contra a satisfação da carne” (Col.2:8,20-23).

Além de nos livrarmos de todo jugo, precisamos abrir nossa alma ao faminto.Enquanto o mundo ao redor está faminto do Pão da Vida, nós o temos armazenado em grande quantidade. Isso é a maior prova de nosso egoísmo. Os crentes precisam aprender a compartilhar do Pão da Vida com aqueles que nada têm.

Jesus só multiplicou os pães quando alguém se prontificou a compartilhar o seu próprio pão. Se ninguém se dispusesse a partilhar seu pão, o milagre da multiplicação não aconteceria. Afinal, zero vezes zero é zero. Talvez isso explique a escassez de revelação da Palavra de Deus que predomina nos círculos cristãos de hoje em dia. O conhecimento só se multiplica, quando nos dispomos a compartilhá-lo com os que estão famintos da Palavra de Deus. Aí, sim, a revelação flui. É sobre isso que o livro de Daniel fala em seu último capítulo. Ali se diz que “os que forem sábios RESPLANDECERÃO como o fulgor do firmamento, e os que a muitos ENSINAM a justiça refulgirão como as estrelas sempre e eternamente (...) Muitos CORRERÃO de uma parte para outra, e o CONHECIMENTO SE MULTIPLICARÁ” (Dn.12:3,4b). Repare bem na ordem: A Igreja vai trazer o resplendor do Novo Dia, quando ela se dispuser a ENSINAR a justiça. E Deus tem pressa! Cabe a Igreja correr de uma parte para outra, a fim de que o conhecimento se multiplique. Eis o segredo: O que recebemos do Senhor será multiplicado na medida em que o compartilharmos com o maior número de pessoas.

Vai ser dessa maneira que vai se cumprir a profecia de Habacuque que diz: “Pois a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar”(2:14). Mas para que isso aconteça, a ordem de Deus a Habacuque era que a visão fosse escrita de forma bem legível, para que aquele que a lesse, corresse com ela (v.2). Não há tempo a perder!  Nosso pão precisa ser partilhado com quem está faminto. Precisamos correr! Pregar a tempo e fora de tempo (2 Tm.4:2). Vale aqui a famosa frase do sociólogo Betinho: Quem tem fome tem pressa.

Quando Neemias e Esdras reuniram o povo de Jerusalém para a leitura da Lei, todos começaram a chorar e a lamentar, convencidos do fato de que haviam sido cativos por setenta anos, devido aos seus pecados. Foi realmente uma grande demonstração de arrependimento. Mas diante daquele quadro, Neemias, Esdras e os levitas disseram ao povo penitente: “Este dia é consagrado ao Senhor vosso Deus, pelo que não vos lamenteis, nem choreis. Pois todo povo chorava, ouvindo as palavras da lei. Disse-lhes mais: Ide, comei as gorduras, e bebei as doçuras, e ENVIAI PORÇÕES AOS QUE NÃO TEM NADA PREPARADO PARA SI. Este dia é consagrado ao nosso Senhor. Não vos entristeçais, pois a alegria do Senhor é a vossa força (...) Então todo o povo se foi a comer, a beber, a enviar porções e a celebrar com grande alegria, porque AGORA entendiam as palavras que lhes foram comunicadas” (Ne.8:9b-10,12).

Um povo triste, faminto, não pode expressar a alegria do Senhor. Aquela gente havia trabalhado na restauração de Jerusalém, e agora, após tê-la concluída, estava deprimida diante das palavras da Lei. De fato, eles ainda não compreendiam o que lhes estava sendo comunicado.  Aquele era um dia consagrado ao Senhor, razão suficiente para que eles não se entregassem à tristeza. Aquele dia era apenas uma figura do Dia do Senhor no qual vivemos hoje. É neste santo dia, iniciado na manhã da ressurreição, que adentramos o Reino de Deus, e encontramos o nosso Sabath. Lembremo-nos de que o Reino de Deus é alegria!  Sem alegria, sem entusiasmo, ninguém pode mover uma palha. Se almejamos cooperar com Deus na reconstrução deste mundo, precisamos aprender o sentido da alegria.

Em vez de privar-se de comida, a ordem do dia era enviar porções aos que nada tinham para si. Este é o espírito do jejum da partilha!  Em vez de privar-me do todo, por algum tempo, privo-me de uma parte, a fim de que outro tenha o que comer também. Era este o espírito que imperava na igreja primitiva. Lucas testifica disso em Atos. Ele diz que os crentes primitivos “perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações (...) Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo a necessidade de cada um. Perseverando unânimes todos os dias no templo, e PARTINDO O PÃO em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração” (At.2:42,44-46). “Isso é utopia!”, alguém pode objetar. Mas se foi possível nos dias de Neemias, e nos dias da igreja primitiva, por quê não, hoje? Este é o caminho da restauração. Será deste modo, e não de outro, que vamos trazer o alvorecer do novo aión. Porém, isso não pode ser feito através de coação. Lucas diz que isso acontecia na igreja primitiva porque “era um o coração e alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns (...) em todos eles havia abundante graça”(At.4:32,33b). Não se tratava de ascetismo, mas de comunhão.

Tal disposição só era possível, porque “havia abundante graça”. Somente a Graça pode produzir em nós essa disposição. A Graça nos faz uma unidade em Cristo Jesus. Jamais o Evangelho sugeriu que o cristão deveria viver como um asceta. Quando Cristo confrontou o jovem rico que se ufanava de cumprir toda a Lei, não ordenou que ele lançasse sua fortuna no fundo do mar, mas que a dividisse com os pobres. De acordo com o Evangelho, os ricos deste mundo têm um papel social fundamental a cumprir no Reino de Deus. Em vez de abrir mão de sua riqueza, e tornar-se um eremita, o rico deve dispor-se a usar de sua riqueza em benefício daqueles que nada possuem. Paulo escreve a Timóteo: “Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos; que façam o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir”(1 Tm.6:17-18). Isto é comunhão e não abstinência. Este é o espírito da verdadeira religião.

Temos que estar dispostos a partilhar tanto os bens espirituais, quanto os materiais (1 Co.9:11). Tiago encarou este problema com muita propriedade. Ele havia encabeçado a igreja em Jerusalém durante um período de muita carestia. Ele escreve em sua epístola: “Se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento cotidiano, e algum de vós lhe disser: Ide em paz; aquentai-vos e fartai-vos, mas não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito há nisso?” (Tg.2:15-16). Em outras palavras: de nada adianta dizer “Deus te abençoe” se não nos oferecermos para sermos bênção para o nosso próximo. Versos como este são uma punhalada na teologia da prosperidade tão em voga em nossos dias. De acordo com os seus expoentes, quando um irmão está atravessando dificuldades financeiras, deve-se provavelmente à sua falta de fé, ou à sua infidelidade a Deus. Que paranoia!  No pensar de Tiago, a necessidade de um irmão nada mais era do que a oportunidade que a Igreja tinha de manifestar seu amor, não apenas em palavras, mas também em obras. Tiago não diz que se deveria quebrar qualquer tipo de maldição que houvesse sobre ele, ou submetê-lo a uma sessão de exorcismo, ou mesmo profetizar meia dúzia de palavras positivas sobre ele. Em vez disso, a Igreja deveria acolher e buscar suprir as suas necessidades. Tiago não era um apóstolo legalista como afirmam alguns. O que ele pregava não era uma salvação pelas obras, e sim, uma salvação pela fé, mas uma fé operante. Ele foi capaz de confrontar os ricos do seu tempo, por não estarem andando em conformidade com o Evangelho. O problema não era o fato de serem ricos, mas de não se disporem a jejuar com os que nada tinham, e ainda explorarem os trabalhadores, dando-lhes um salário indigno. Repare em sua veemência:

"Agora, vós, ricos, chorai, e pranteai, por causa das misérias que sobre vós hão de vir. As vossas riquezas estão apodrecidas, e as vossas vestes estão comidas de traça. O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram. A sua ferrugem dará testemunho contra vós, e devorará a vossa carne como fogo. Entesourastes nos últimos dias. Vede! O salário dos trabalhadores que ceifaram os vossos campos, e que por vós foi retido com fraude, está clamando. Os clamores dos ceifeiros chegaram aos ouvidos do Senhor Todo-Poderoso”. Tiago 5:1-4.

Pessoas que agem desta maneira não ficarão impunes nas mãos do Juiz de toda a terra (Ver Lv.19:13; Dt.24:15; Jr.22:13; Ml.3:5; Cl.4:1). Não importa o valor de suas contribuições na igreja, se não se dispuserem a agir com equidade para com os seus subordinados. Talvez alguém diga que o que sugerimos é uma reforma social que comece pela Igreja, e que, por fim, abranja todos os seguimentos da sociedade. Bem, a meu ver, esta é a proposta do Evangelho. Trata-se de um Evangelho que abrange o homem em sua integralidade, corpo e alma. O Evangelho, como temos entendido, não se preocupa apenas com questões espirituais do ser humano, como por exemplo, onde ele passará a eternidade. O Evangelho compreende o homem integral, incluindo os aspectos sociais, morais, culturais, e etc. Qualquer coisa menos que isso, não deveria ser chamado de Evangelho. Quando a Igreja experimentar esta reforma integral, tirando do seu seio todo jugo, e praticando o jejum da partilha, terá chegado a aurora do Novo Aión inaugurado por Cristo na Terra. Para que isso aconteça, há que se levantar pessoas dispostas a darem a sua quota de participação rumo às mudanças que urgem. Não podemos nos aquietar, e aceitar passivamente o que temos visto em nosso meio. Infelizmente, a igreja adequou-se ao espírito do mundo. Ninguém se incomoda mais com o que está errado. Somos uma geração apática, que não ousa sonhar, e que se nega a manifestar-se contrária ao comodismo que impera nas igrejas. Precisamos experimentar a inquietação que Isaías viveu em seu tempo: “Por amor de Sião não me calarei, e por amor de Jerusalém não me aquietarei, até que brilhe a sua retidão como a aurora, e a sua salvação como uma tocha acesa. As nações verão a tua retidão, e todos os reis a tua glória; chamar-te-ão por um nome novo, que a boca do Senhor nomeará. Serás uma coroa de glória na mão do Senhor, e u diadema real na mão do teu Deus (...) Passai, passai pelas portas! Preparai o caminho ao povo. Aplanai, aplanai a estrada! Limpai-a das pedras. Arvorai a bandeira aos povos” (Is.62:1-4,10). Quando a Igreja levantar-se como a Nação Santa, onde as relações sociais se desenvolvem com equidade, ela se tornará o paradigma para as nações da Terra. Precisamos aplanar o caminho para que as nações venham a Sião, e busquem ali a Lei do Senhor. Aplanar o caminho, tirar as pedras, expressam a necessidade que temos de avaliarmos a nossa situação enquanto Igreja de Deus. Durante o primeiro século da era cristã, a Igreja era conhecida como a seita do Caminho. As pedras que precisam ser removidas são os desajustes, as contendas, e tudo aquilo que nos faz parecer mais com o mundo do que com Cristo.
            
Mahatma Ghandi, o grande líder indiano, afirmou ser um admirador da mensagem de Cristo, porém, segundo ele, o que o decepcionava no cristianismo era a maneira como os cristãos vivem.
            
Muita gente tem dificuldade em aceitar o cristianismo por causa da maneira como os cristãos vivem. Isto é uma vergonha para nós. Nós mesmos estamos dificultando o acesso das pessoas à Cidade de Deus.
           
Lembre-se de que somos nós, a Igreja, que traremos a aurora do Novo Dia. É através de nós que Cristo será admirado pelas nações. Ele mesmo diz que somos uma Cidade edificada no Monte, e que não pode ser escondida, e assim como uma lâmpada deve ser colocada em lugar alto para que todos sejam por ela iluminados,“assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt.5:14-16). Cristo voltará quando Ele for o Desejado das Nações (Ag.2:7). Compete-nos, na força do Espírito Santo, fazer com que todos os povos da terra O desejem. E será através de nossa vida que nós O faremos desejável a todas as nações. É a Igreja, que através do seu testemunho, diz aos povos: “Ele é totalmente desejável” (Ct.5:16). Enquanto a Igreja dá testemunho de Cristo, é Ele Quem dela dá testemunho. Ele diz:

"Quem é esta que aparece como a alva do dia, formosa como a lua, brilhante como o sol, imponente como um exército com bandeiras?” Cantares 6:10.

O propósito de Deus para a Igreja é que ela seja uma bênção para todas as nações (Zc.8:13). Mas para isso, diz o Senhor, “são estas coisas que deveis fazer: Falai a verdade cada um com o seu próximo, e executai juízo de verdade e de paz nas vossas portas; nenhum de vós pense mal no seu coração contra o seu próximo, nem ame o juramento falso. Eu aborreço a todas estas coisas, diz o Senhor (...) O jejum do quarto mês, e o jejum do quinto, e o jejum do sétimo, e o jejum do décimo mês será para a casa de Judá (a Igreja), gozo, e alegria, e festas alegres. Portanto, amai a verdade e a paz” (Zc.8:16-17,19). Neste texto profético, Deus mostra que na Nova Aliança e no Novo Aión, o jejum já não seria com saco, cinza e lamentação, e sim um jejum de alegria e grande gozo. O jejum do Novo Aión não implica em calar-se, mas em falar a verdade cada um com o seu próximo; não implica em enclausurar-se, e sim em uma vida comunitária. Em vez de cinzas, uma coroa; em vez de tristeza, óleo de alegria; em vez de espírito angustiado e pano de saco, vestes de louvor (Is.61:3)! Somente quando incorporarmos isto é que estaremos prontos a reedificar as ruínas antigas, e restaurar os lugares devastados (v.4).


No próximo post, falaremos sobre a prática do jejum no Novo Testamento. É verdade que há demônios que só saem mediante privação de alimento? Não perca e ajude-nos a divulgar.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

MANIFESTAÇÃO DE AMOR


Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. João 13.34

CHEGA DE IMPUNIDADE! CHEGA DE CORRUPÇÃO! CHEGA DE UMA DITADURA DISFARÇADA DE DEMOCRACIA! ESTE É O GRITO QUE ESTA COMEÇANDO A ECOAR SOBRE ESTA NAÇÃO, EU COLOCO A MINHA VOZ TAMBÉM PARA FORTALECER ESTE CORO. MAIS GRITO TAMBÉM PARA ESTA NAÇÃO: AS MANIFESTAÇÕES QUE ESTÃO ACONTECENDO NÃO PODEM TRAZER VIOLÊNCIA E MORTE E DERRAMAMENTO DE SANGUE INOCENTE OU DE PESSOAS QUE ACHAMOS CULPADAS. POREM ESTAS MANIFESTAÇÕES TEM QUE SE ESTABELECER, NÃO EM POLITICAS HUMANAS MAS EM ALGO MUITO MAIS DIVINO QUE ESTA ESQUECIDO DENTRO DE NÓS. O AMOR! 
É POR ISSO QUE HA DESIGUALDADE E CORRUPÇÃO NESTA NAÇÃO, QUEM ESTA NO PODER NÃO ESTA AMANDO AS SEU PRÓXIMO, AMA SEUS NEGÓCIOS E POR ISSO SE CORROMPERAM, ATE PORQUE QUEM ESTA NO GOVERNO HOJE, SE MANIFESTOU E GRITOU POR LIBERDADE E JUSTIÇA SOCIAL NO PASSADO, O QUE HOUVE COM ESTAS PESSOAS QUE MUDARAM TANTO? O AMOR SE ESFRIOU E O DINHEIRO É MAIS IMPORTANTE QUE AS PESSOAS!
Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males;...antes, segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão. I Timóteo 6:10,11 

E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. Mateus 24.12

CHEGOU A HORA DE OS FILHOS DESTA NAÇÃO SE MANIFESTAREM EM AMOR PARA UM BRASIL MAIS JUSTO!

No amor não existe medo, antes o perfeito amor lança fora todo medo. 1 João 4.18

NÃO SUJE A SUA MÃO COM SANGUE, MAS ESTENDA A SUA MÃO EM AMOR!
POIS SÓ O AMOR TRAZ MUDANÇAS VERDADEIRAS E REAIS, QUE SE ESTABELECEM E PERMANECEM. UMA MANIFESTAÇÃO SEM AMOR, NÃO ESTABELECE NADA DE BOM, MAS SÓ TRAZ MAIS SOFRIMENTO E TRISTEZAS E MORTES!

...E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca falha;...Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor. 1 Coríntios 13:3-8 e 13

ATE PORQUE AS PESSOAS QUE ESTÃO NOS GOVERNOS NÃO AMAM NINGUÉM, A NÃO SER, SEUS INTERESSES CORRUPTOS. E SE QUEREMOS VERDADEIRAS MUDANÇAS NÃO PODEMOS SER IGUAIS A ELES MAS VAMOS MOSTRAR QUE NESTA NAÇÃO INDEPENDENTE DE TUDO: CREDOS RELIGIOSOS, POLÍTICAS DE ESQUERDA OU DIREITA, OPÇÕES SEXUAIS, TIMES DE FUTEBOL E ETC... EXISTE NESTA NAÇÃO FILHOS QUE VERDADEIRAMENTE QUEREM MUDANÇAS, QUE EM UM FUTURO PRÓXIMO SEJAM VISTAS IGUALDADES SOCIAIS REAIS E COM ISSO NÃO VAMOS NOS ORGULHAR DE SER APENAS O PAÍS DO FUTEBOL MAIS O PAÍS QUE HOUVE UMA MANIFESTAÇÃO QUE O AMOR SE ESTABELECEU E FEZ QUE TODOS FOSSEM IGUAIS! QUE HAJA UMA METANÓIA EM NOSSA MANEIRA DE PENSAR! 

E não sede conformados com este mundo, mas sede transformada pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. Romanos 12:2

E A MINHA ORAÇÃO PARA ESTA NAÇÃO E PARA SEUS FILHOS É:
QUE A BOA E AGRADÁVEL E PERFEITA VONTADE DO ETERNO PAI SE ESTABELEÇA EM AMOR SOBRE ESTA NAÇÃO! 

DUDA SABINO UM FILHO DO ETERNO PAI, PARA ESTA NAÇÃO.
PENSE NISSO! ESTABELEÇA UM REINO INABALÁVEL!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

MANIFESTE-SE!



Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus. Romanos 8:19
TODA VEZ QUE LEIO ESTE VERSÍCULO PENSO PORQUE OS FILHOS NÃO SE MANIFESTA?
HOJE VEJO A RESPOSTA, AS PAREDES QUE OS HOMENS CONSTRUÍRAM, NOS ESCRAVIZA EM UMA OBRA HUMANA E MESQUINHA EM QUE O HOMEM E O CENTRO DE TUDO E COBRA POR TUDO QUE FAZ DE CIMA DOS SEUS PÚLPITOS! VEJO QUE CHEGOU O TEMPO DE DERRUBARMOS ESTA PAREDE DE PRINCÍPIOS HUMANOS E ESTE SISTEMA RELIGIOSO EVANGÉLICO CORRUPTO, E NOS MANIFESTARMOS COMO VERDADEIROS FILHOS, COMO VERDADEIROS SAL E LUZ PARA ESTE MUNDO! 
Vocês são o sal da terra. Mas, se o sal perder o seu sabor, como restaurá-lo? Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens.Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte.E, também, ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha. Ao contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos Vocês os que estão na casa.Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus. MATEUS 5.13-16

LEMBRE-SE A UNÇÃO DO ETERNO ESTA DENTRO DE NÓS! E A UNÇÃO NÃO É PARA FICARMOS SAPATEANDO OU PULANDO OU FALADO QUE TUDO É PROFÉTICO OU QUE VAMOS CONQUISTAR TUDO. A UNÇÃO QUE ESTA DENTRO DE NÓS QUEBRA TODO JULGO! 
Isaías 10:27 E o jugo será despedaçado por causa da unção.

E NOS DEIXA LIVRES PARA NOS MANIFESTAR!

"Porque quem nos ungiu foi Deus, o qual também nos selou e nos deu o Penhor do Espírito em nossos corações". II Cor 1:21-22
ENTÃO VAMOS NOS MANIFESTAR!

SATANÁS Está LIDERANDO o MOTIM das NAÇÕES


O MOTIM DAS NAÇÕES
Satanás esta liderando o motim das nações contra nosso Deus. Por todos os cantos da terra, leis estão sendo decretadas para afrontar os princípios da Palavra. O pecado está sendo institucionalizado e se tornando regra obrigatória de valores da sociedade.
E milhões que se dizem “cristãos” perderam o caráter de peregrinos e passaram a agir como cidadãos do reino das trevas.
No Brasil a situação é a mesma. Pesando bem, pior. Satanás está ganhando terreno diante de um país cheio de cristãos medíocres e mundanos.
Uma verdadeira lástima.O estilo de vida satânico ganhou nomes diferentes para ser aceito. A maior parte do que se chama Igreja está atolada nos conceitos do inferno. 
Em Babel, os homens tomaram uma decisão de uma máxima rebelião contra Deus. O desenvolvimento de Babel resultou em Babilônia, que teve um rei chamado Nabucodonosor, que se proclamou grandioso e majestoso… Acima de Deus… Uma perfeita personificação do ideal de Satanás (Isaías 14:12-13).
Esta rebelião tomou um curso definido na história, a cada época ele avança de forma avassaladora sobre os homens em trevas.
Ninguém conseguirá impedir o curso do mundo, ele avançará para seu ápice, no reino do anticristo.
Jesus profetizou um esfriamento da fé nos últimos dias, por causa da multiplicação da iniquidade (Mat. 24: 12). Vemos o pecado por toda a parte e corremos o risco de não nos chocar mais com ele e aceitá-lo. Cada um deve tomar uma posição séria de rejeição ao sistema mundano ou não resistirá à força de sua carne alimentada pelo inferno.
Não entendo a fé, se é que existe uma fé real, de pretensos “irmãos” fãs da Rede Globo, Record, SBT ou de qualquer lixo “ao vivo” de Satanás. Que espírito habita neles, que os leva a saborearem as podridões infernais exibidas em suas TVs?
Não entendo a fé de “irmãos” que vivem nas locadoras de vídeo levando violência, pornografia (sim, qual o filme que não tem isto?), linguagem obscena e tantas outras coisas que são frutos da rebelião ao nosso Deus. Não entendo como esses “irmãos” não possuem prazer na lei no Senhor, para nela meditar de dia e de noite (Salm. 19). Precisam que os produtos de Satanás os divirtam.
Não entendo a fé de muitos “irmãos” fãs de músicas elaboradas por embaixadores do inferno.
Não dá para entender o sucesso da música dita gospel. Quando mercadores e marreteiros da fé ganham fortunas e fama, usando o nome de Jesus como mercadoria. Seus ritmos embaladores de alma são cantados em “cultos”, com animadores de platéia e toda uma parafernália de instrumentos barulhentos. As músicas de adoração, feitas por quem andou perto de Deus, são substituídas pelas que representam a tendência do momento. Ou seja, nada diferente do restante do mundo. Uma lástima. Inventaram até um ministério de louvor ou adoração (uma coisa esquisita e contra os princípios da Nova Aliança!!). Louvor e adoração passaram a ser frutos de talentos humanos e não de expressão de uma vida crucificada. Heresia.
Não entendo a fé de “irmãos” viciados em lixos na internet, coisas vãs e tempos perdidos em conversas tolas nas chamadas “redes sociais”. Consideram válido o tempo perdido em tolas conversas, quando poderiam gastar suas horas livres na Palavra e na oração. Mas, nisto eles não se sentem estimulados. E vivem de uma experiência rasa e duvidosa com Deus. Lembremos que os mornos serão vomitados da boca de Deus (Apoc. 3:16).
Não entendo a fé de “irmãos” ávidos por títulos, dinheiro, posições sociais e conhecimento. Eles não se enxergam assim. Falam de Deus… E fingem que seu Reino está em primeiro lugar em suas vidas. Buscam seu próprio reino e pensam que enganam a Deus com palavras vãs. No dia do juízo, a Palavra diz que Deus julgará os segredos do coração do homem (Rom. 2:16).
De fato, um monte de “cristãos” desfilando em “marchas para Jesus” deve fazer o inferno cair em gargalhadas e zombarias. Afinal Satanás controla a maioria dos que estão ali. Seus valores, entretenimentos e tempo são administrados pelos agentes do inferno.
Não há como entender a fé sendo pregada e recebida como instrumento de prosperidade material e intelectual. Como barganha do homem com Deus. Uma fé falsa e distante de Jesus (I Tim. 6:5-9), que diz ao homem que ele é o que nunca foi e que tem o que nunca teve. E como consequência o conduzirá à reprovação eterna.
Não há como entender como a maior parte da Igreja estranha todos aqueles que estão buscando seguir fielmente a Jesus. Só a apostasia descrita para os últimos dias pode explicar, quando os homens não suportariam mais a sã doutrina (II Tim. 4:3).
De fato, um monte de gente dizendo-se “evangélica”, mas cheia dos valores e costumes de Satanás, é uma piada sem graça, e resultará em dura condenação, segundo os princípios do sermão do monte (Mat. 7: 17-23).
E que ninguém se imagine pertencente a uma turma seleta. Laodicéia é caracterizada justamente por uma Igreja que pensa que é rica, mas é pobre, cega e cheia de vergonhas (Apoc. 3:17-18) . E que será rejeitada pelo Senhor. Conhecimento não valida nada diante de nosso Deus, mas uma completa morte na cruz.
Estamos vivendo dias em que o Salmo 2 tem sido encenado debaixo dos nossos olhos: 1 POR que se amotinam os gentios, e os povos imaginam coisas vãs?
2 Os reis da terra se levantam e os governos consultam juntamente contra o Senhor e contra o seu ungido, dizendo:
3 Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas.

Não é isto que vemos hoje? Os homens e os governos em peso têm se posicionado contra o Senhor e contra o Ungido do Senhor, Jesus. Têm zombado dos princípios do Senhor, têm rejeitado os valores do Senhor, têm retirado toda e qualquer influência da Palavra do Senhor de suas vidas. Leis e mais leis têm sido editadas com a finalidade de ‘romper as ataduras’ e se rebelar contra a autoridade do Senhor e de Sua Palavra. 
E nesse propósito estão unidos democratas, ditadores, conservadores, progressistas, ateus e, infelizmente, muitos com nome de cristãos (têm nome de vivos, mas estão mortos…). Se há algo em comum em todos os governos do mundo hoje é a rejeição à autoridade de Deus e de seus princípios.
Nesse quadro profético vemos Satanás recrutando nossas crianças através da “educação”, levando-as a serem ensinadas, desde cedo, a rejeitar a autoridade do Senhor, a tratar a Sua Santa Palavra como mito, a aborrecer a Deus.
Não é a toa que vemos tantos adolescentes e jovens criados em lares ditos cristãos, alguns, inclusive, de pais piedosos, mas que quando crescem se tornam inimigos do Senhor, voltam-se contra os princípios do Senhor e amam o mundo com todas as forças e entendimento. Isso é o resultado de uma semeadura. E nessa semeadura estão anos e anos sendo alimentados pelos excrementos do inferno ofertados pela educação de nossos dias, televisão, cinema etc.(e, as vezes na chamada família ‘cristã’, e ‘ambiente cristão’ modernos…). 
A Bíblia diz que ‘as más conversações corrompem os bons costumes’ (I Cor. 15:…), mas os cristãos não se preocupam muito com isso. Resultado? Uma geração de filhos de pais em “sono profundo” caminhando para uma eternidade sem Deus, uma eternidade no inferno.
Enquanto os pais cuidam de suas vidas, seus negócios, e até fazem a ‘obra de Deus’, seus filhos estão sendo catequizados pelo mundo. Mas, os pais não têm tempo, ou fé, ou coragem, ou disposição para colocá-los na “arca” e salvá-los dessa geração perversa. Filhos ocupados, entretidos não gastam o tempo dos pais. Quantos desses pais estão à vontade no mundo e tentando mandar seus filhos para a “arca”. Eles não irão.
E onde está Deus nisso tudo? O que Ele está fazendo?
RINDO deles, ZOMBANDO deles.
“4 Aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará deles.
5 Então lhes falará na sua ira, e no seu furor os turbará.
É inútil o esforço dos homens de banir a autoridade do Senhor. A soberania do Senhor é intocável. Mais, ai daqueles que têm tomado parte nesse motim contra o Senhor e contra seu Ungido. No tempo oportuno, o Senhor trará o juízo.

6 Eu, porém, ungi o meu Rei sobre o meu santo monte de Sião.
7 Proclamarei o decreto: o Senhor me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei.
8 Pede-me, e eu te darei os gentios por herança, e os fins da terra por tua possessão.
9 Tu os esmigalharás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro.
Mas, como o Senhor sempre é rico em misericórdia e sempre dá tempo ao homem para que se arrependa de suas maldades…

10 Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos instruir, juízes da terra.
11 Servi ao Senhor com temor, e alegrai-vos com tremor. 
12 Beijai o Filho, para que se não ire, e pereçais no caminho, quando em breve se acender a sua ira; bem-aventurados todos aqueles que nele confiam.” 
Irmãos, não tenhamos nenhuma parte nesse motim. Não sejamos contados com os que se unem contra o Senhor e contra seu Ungido. Existe uma participação tácita e sorrateira. Aceitemos as ‘amarras’ do Senhor, amemos os seus princípios, vivamos os seus valores, obedeçamos a Sua Palavra. 
Tiremos de sobre nós e de nossas casas, sim, tudo o que não agrada ao Senhor, tudo que Ele não veria, não ouviria, não participaria, não falaria, não buscaria, não gastaria seu tempo, não aprovaria… ou seja, não faria em nossos lugar. “Em seus passos o que faria Jesus?” (livro precioso que todos deveriam ler).
A volta do Senhor está próxima… Resta pouco tempo para nós nessa Terra. Próximo está o tempo em que a pedra, cortada sem auxílio de mãos, esmagará todos os reinos da terra, para que seja estabelecido um Reino que jamais será abalado (Dan. 2: 43-45).
“Sê fiel até a morte e darte-ei a coroa da vida, a qual Deus tem preparado para aqueles que O amam.”   Apoc. 2:10
Site Rei Eterno (http://www.reieterno.com.br)

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Essa aberração chamada artista gospel

Eles desejam ser o cantor da moda. 

Pois é, outro dia eu ouvi um irmão em Cristo afirmando que muitos dos "artistas" gospel desejam ser o cantor da moda. Aliais, antes de qualquer coisa preciso afirmar que essa história de artista gospel é uma afronta a mensagem da Cruz. 

Caro leitor, desculpe o desabafo mas essa história de artista da música gospel é uma enorme aberração. Estou cansado da idolatria fabricada pela industria fonográfica evangélica. Estou enojado e profundamente entristecido  com o rumo do evangelicalismo brasileiro. Essa coisa de ser "gospel" virou febre neste tupiniquim país! A conseqüência disso é que em nome da espiritualidade a fé bíblica-cristã tem sido comercializada de modo escandaloso. Em nome de Deus, a música e a adoração, passaram a ser vendidas como um produto qualquer em nossos templos onde cantores, cantoras em nome do ministério, estipulam valores altíssimos, para adorar aquele que é digno de todo louvor.

Quero pedir uma favor aos cantores que me leem,  por gentileza não me peçam que os convide para cantar em minha igreja, não solicite que eu coloque os seus "clipes" em meu blog. De antemão, vos aviso que não o farei. Sim, não o farei simplesmente pelo fato de que não contribuirei com o mercantilismo desenfreado fomentado pelo movimento gospel. 

Eu estou cansado da venda de indulgências modernas, do comércio da fé, da fabricação de artistas, e da idolatria evangélica. Estou cansado da ignorância de alguns dos evangélicos que alimentam com suas esquisitices esse monstro denominado movimento gospel.

Ah, meu amigo, como inúmeras vezes tenho falado não aguento mais a efervescência da graça barata, o mercantilismo gospel, a banalização da fé. Não suporto mais, as loucuras cantadas e interpretadas pelos cantores evangélicos.

Chega! Basta! Quero viver e pregar o evangelho, Quero de volta a Mensagem da Cruz! Quero ver uma igreja, santa, ética, justa e profética, quero ver uma igreja, que não se corrompe diante loucuras dessa era, quero ver uma igreja reformada e reformando, quero ver uma igreja verdadeiramente PROTESTANTE!

Soli Deo Gloria

domingo, 16 de dezembro de 2012

Crente Esponja, Só Falta a Calça Quadrada




“Julgai todas as coisas, retende o que é bom”
(1ª Ts 5.21)
O discernimento é um dom proveniente de Deus, o que não significa dizer que o cristão, o converso não tenha que exercitá-lo como uma disciplina constantemente evolutiva em sua caminhada. Muito pelo contrário, o discernimento deve ser permanentemente desenvolvido, pois é por este dom que possuímos a capacidade de percepção dos elementos salutares e os nocivos que adentram na Igreja e nos edificam ou transtornam.
O discernimento funciona como um filtro por onde os germes infectos que circulam em torno procurando invadir a Igreja são identificados, sendo barrada sua entrada.
Porém, temos um problema!
O efeito esponja!
Pois a esponja vai absorvendo água ou qualquer líquido com sua sujeira e impureza, até chegar ao seu extremo de sua capacidade e no primeiro aperto espalhar seu excesso.
Este é um fenômeno muito comum em nosso universo evangélico onde as águas sujas e infectas das doutrinas exóticas e esdrúxulas encontram campo fértil e ardorosos defensores.
Sincretismos pagãos, contorcionismos teológicos, atos proféticos, “visões” vindas de fontes turvas e com propósitos duvidosos, movimentos evocativos de forças estranhas, línguas que manifestam distúrbios emocionais, doutrinas contrárias aos ensinos bíblicos sendo aplaudidas, multidões desesperadas em busca do reino deste mundo, mistura perigosa com o pior da política, mundanismo, idolatrias, etc.
E as súcias de crentes seguem empolgados os novos ídolos, ditos evangélicos, sem o menor pudor doutrinário.
Armada de textos descontextualizados (Não julgais – Mt 7.1; Quem não tiver pecados – Jo 8.7), os esponjas ameaçam aqueles que detectam os falsos ensinos e apologizam em favor das Sagradas Escrituras, mas não temem abraçar o “novo” e esdrúxulo caminho quilometricamente desviado da rota de Cristo.
Algumas velhas novidades que voltaram a ostentar  imensa popularidade em nosso tempo:
Negação da cruz;
Recusa ao estreito e espinhoso caminho;
Descrença na existência real do inferno;
Negação a soberania de Deus;
Relativismo para com a Bíblia;
Renovação do misticismo exacerbado;
Culto a personalidade;
Feudalismo religioso;
Anti-Bíblia em favor das visões enfatuadas;
Estrelismo estratosférico;
Adoração a Mamom.
Mas, tudo é permitido desde os sorrisos plastificados, os achaques ufanos, os arroubos performáticos e a ostentação cinematográfica das conquistas ou pseudos milagres estiverem sendo caudalosamente derramados nas mídias sem fim, projetando uma imagem do que nunca foi não é e jamais será Caminho de Cristo.
Mas quem se importa?
“Quem creu em nossa pregação”
Bradava o profeta Isaias sob inspiração divina, ante o espetáculo do Servo Sofredor (Is 53.1), contrariando as expectativas de um Messias beligerante e doador de benesses ao bel-prazer do seu povo.
Há alguém que se importa?
Está tudo tão legal!
Somos tantos, e podemos até pressionar governos. Temos até um dia instituído nacionalmente, e podemos angariar recursos públicos para financiar nossos shows.
- Não é ótimo! Crente Esponja!!!!
- É sim Crentik! Rê rê rê rê rê rê rê...
Mas, Aquele que tem na mão direita as sete estrelas, de cuja boca sai uma espada afiada de dois gumes, e o rosto, brilha como o sol em sua força, diz: Conheço as tuas obras (Ap 1.16; Ap 2.2,9, 13, 19; Ap 3.1,8,15).

N’Ele, o Cristo que nos dá o discernimento e não o estado esponjoso. 

SANCTUS DELIRIOUS


- Igrejas!! Igrejas!! Meu reino por uma Igreja!
- Igrejas!! Igrejas!! Uma Igreja do Reino!
Gritava o sujeito nas ruas com uma Bíblia mão. Apesar de toda algazarra pouca atenção atraia. Até que um passante, indiferente, mas querendo sossego, protestou:
- Pra quê tanta celeuma? As placas estão aí, escolhas uma e te conforma.
Suspiros profundos, mãos na cabeça:
- Não quero a igreja da placas, elas já não dizem nada, são nauseantes, repulsivas, muitas delas exalam a podridão mística das coberturas idolátricas dos fantoches de Mamon.
Eis que outro se aproximou, e com nítida irritação retruca:
- Cale-se! Acaso atentas contra os ungidos? Recolha-se em seu nada ou venha ao sacrifício.
Olhos fitos, semicerrados, mas de tal modo penetrante que fez seu interlocutor baixar a vista:
- Não sabia que eram ungidos, nem parecem! Pois seus modos, seus feitos, suas falas, seus “evangelhos” de tão idênticos aos senhores e as coisas da terra, embaçaram minha visão que nem vi unção, embora tenha visto bastantes cifrões.
- Eis aí mais um frustrado! Cachorro morto! Chutai-o longe para não atrapalhar o culto – ameaçou um grupo indignado.
Corpo e indicador em riste, olhar firme e sem medo, a ponto de fazer recuar os salientes agressores:
- O cheiro fétido da rapina de vossos cultos enfastia-me o olfato, o vômito de vossas crenças inúteis embrulha-me o digestivo, o putrefato de seus sacrifícios enoja-me o espírito, a ganância torpe de vossa fé escandaliza o meu Deus.
- Cala-te!
- Cala-te!
- Cala-te!
Gritavam as turbas, os montes, as cavernas, os “crentes”, descrentes, os paletós e as gravatas…
Levantando a Bíblia acima de sua cabeça bradou:
- Não sou eu quem grita. Não sou eu quem brada. A Palavra vos acusa. A Palavra vos condena. A Palavra vos expõe. Os céus são testemunhas e até as pedras falarão por mim. A voz que lhes cortam é a mesma que os séculos não calaram, pois divina, eterna e poderosa ela é. E corta… Espírito – alma, juntas e medulas…
Alguém passando apressadamente, sandália de dedos e compras na sacola, olha com desprezo e ironiza:
- Já não basta tanta igreja e este besta criando drama. Veja, há uma logo ali, outra aqui e aquela lá. Vai-te! Pois em qualquer caminho é “amém igreja!”.
Caem-lhe os joelhos ao chão. Ergue os braços aos céus:
- Não! Não quero a igreja – metas e seus matemáticos pastores, pois suas ovelhas são números e não gente. Não quero a igreja – propósitos e seus pragmáticos pastores, pois suas ovelhas são frutos do estresse planejado. Não quero a igreja – engessada e seus pastores nostálgicos, pois suas ovelhas cultuam o passado. Não quero a igreja – empresária e seus pastores executivos, pois suas ovelhas são produtos de marca e grife. Não quero a igreja – negócio e seus pastores comerciais, pois suas ovelhas são mercadoria negociável e peças de estoque. Não quero a igreja – mídia e seus pastores estrelas, pois suas ovelhas são marionetes não pensantes. Não quero a igreja – feudo e seus pastores senhores, pois suas ovelhas são vassalas exploradas pelo medo. Não quero a igreja – mística e seus bruxos pastores, pois suas ovelhas são cegas a caminho do abismo. Não quero a igreja – quadrilha e seus pastores bandidos, pois suas ovelhas vítimas incautas.
E continuou…
- Parem! Parem! PAREM!!! SOCORRO!!!
Juntando as mãos dobrando o corpo, as lágrimas rolaram na face.
- Eu quero uma Igreja. Uma Igrejinha. Igreja – gente. Igreja – Corpo. Igreja – Vida e viva. Igreja que não se venda, que não se dobre, que não minta, que não blasfeme, que não negocie. Eu quero Igreja – Deus e não igreja – homem, mas que sendo Igreja – Deus, também seja Igreja – Homem. Eu quero a Igreja! Meu reino pela Igreja! Eu quero a Igreja do Reino, lavada no sangue do Cordeiro. Eu quero a Igre…!
Zás!
Zás!
Pedras rolaram em meio aos cânticos. Chutes vieram em meio a “mistérios”. Socos surgiram como milagres. Tapas soaram como “visões”. Cuspes jorraram em transes e sonhos. Pauladas desceram em atos proféticos. Pancadas caíram junto a versículos. Paletós e gravatas puxaram-lhes os cabelos.
O corpo inerte estendido no asfalto.
- Amém! Glóoooooooooooooooooorias!!!! – a turba bradou. E, depois, um por um, seguiu para os cultos de peito lavado e missão cumprida.
Então, um ateu, crendo, orou a Deus e tentou reanimá-lo.
Um cético creu, e trouxe-lhe um copo d’água.
Um católico quis chamar a polícia, mas temeu a turba.
E os que não dobraram os joelhos (alguém contou sete mil) socorreram-lhe a vida.
Enquanto isso, dois transeuntes que observaram toda cena, caminhando tranqüilos comentaram:
- Que vem a ser tudo isto?
- É mais um dos delírios dos santos.
E lentamente seguiram para as catedrais humanas.
Em Cristo, na Fé e no Caminho.
***