Portanto seres pensantes questionam e muito! Como os nossos irmãos de Beréia. Seria isso apavorante? Não, nem um pouco. Penso...logo existo! Para Descartes pensar é sinal de existência, no evangelho de hoje, quem pensa não consegue subsistir. "Penso, logo existo" (Descartes) "Não pense, faça o que eu digo" (Alto Clero Evangélico)

domingo, 9 de dezembro de 2012

A PROFECIA DAS SETENTA SEMANAS

Introdução

A definição escritural de fé é composta de duas partes, e ambas são fundamentais para que nossa fé seja íntegra, completa. 
A primeira definição é "a certeza de coisas que se esperam".
A segunda, não menos importante, é "a convicção de fatos que se não vêem".
Muitas pessoas vivem uma fé pela metade, porque embora convictas de fatos que se não vêem, não têm certeza de coisas que se esperam, até porque não sabem de antemão o que devem esperar para poder crer e ter essa certeza. 
Assim, nesse estudo, nos dedicaremos inicialmente a demonstrar, por meio da profecia das setenta semanas, que o Ungido YAOHUSHUA já veio e já morreu pelos nossos pecados. Isso nos produz "convicção de fatos que não vimos". 
Em seguida então, falaremos sobre as coisas que as escrituras nos mostram que ocorrerão, de modo que tenhamos certeza do que esperar, e a nossa fé então seja completa pela "certeza de coisas que se esperam". 
Apresentaremos YAOHUSHUA como o Ungido de YAOHUH UL e como uma realidade consumada de nossa salvação, e para isso, nada mais justo do que usarmos as próprias escrituras para demonstrar com clareza que a vinda de YAOHUSHUA é uma realidade, se não histórica, certamente escritural, que é o que realmente importa.
Na parte inicial desse estudo, utilizaremos tão somente o Tanakh (Antigo Testamento), o qual é suficiente para evidenciar todas essas coisas, não havendo referências à Ha-Brit Ha-Khadashah (Novo Testamento), que só passará a ser citada na sequência, já abordando outros aspectos.

O Criador tem um Filho inimaginavelmente valioso

Somente uma total cegueira espiritual poderá bloquear a visão de tão clara revelação escritural acerca do Criador e do Seu Filho, o Qual é valiosíssimo ao Criador, o Qual O gerou com um propósito claro e definido nas escrituras: 

Salmo 2
Por que se enfurecem os goym (gentios) e os povos imaginam coisas vãs?
Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra YAOHUH e contra o Seu Ungido, dizendo:
Rompamos os Seus laços e sacudamos de nós as Suas algemas.
Ri-Se Aquele que habita nos céus; YAOHUH zomba deles.
Na Sua ira, a Seu tempo, lhes há de falar e no Seu furor os confundirá.
Eu, porém, constituí o Meu Rei sobre o Meu santo monte Tzyon.
Proclamarei o decreto de YAOHUH: Ele Me disse: Tu és Meu Filho, Eu, hoje, Te gerei.
Pede-Me, e Eu Te darei as nações por herança e as extremidades da terra por Tua possessão.
Com vara de ferro as regerás e as despedaçarás como um vaso de oleiro.
Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos advertir, juízes da terra.
Servi a YAOHUH com temor e alegrai-vos nEle com tremor.
Beijai o Filho para que não Se irrite, e não pereçais no caminho; porque dentro em pouco se Lhe inflamará a ira.
Bem-aventurados todos os que nEle se refugiam.

O Criador YAOHUH UL não "criou" um Filho, mas sim GEROU um Filho. Não vejo forma mais fácil da mente humana compreender tal fato senão a simples extração de dentro de Si mesmo, de um outro Ser Espiritual, em tudo semelhante a Ele, ao Qual Ele Se refere como Seu Filho. Esse Filho, chamado de Seu Ungido, sempre esteve em YAOHUH e sempre existiu nEle, e que agora é revelado como um Ser Espiritual individual, de mesma natureza e atributos de Seu Pai. Sobre isso já expusemos em maiores detalhes no estudo "Sua Criação".

É impossível, senão por total e completa cegueira espiritual e mental, que as teorias unicistas rabínicas e não rabínicas possam sobreviver a esse texto do Tanakh. Infelizmente, muitos rejeitam Aquele ao qual o Criador YAOHUH UL ordena que BEIJEM para que Ele não Se irrite! YAOHUH UL ordena que Seu Filho YAOHUSHUA seja BEIJADO para que Ele não Se irrite! Obviamente, aqui o ato de beijar tem o sentido muito claro de amar com ternura, com devoção, com respeito, com honra, de agradá-lO, de cultuá-lO, e principalmente, de obedece-lO.

É possível, contudo, ainda que improvável por suas visões unicistas, que alguns aceitem que o Criador tem um Filho, embora rejeitem que esse Filho já tenha vindo e cumprido totalmente Sua missão. Ha-Brit ha-Khadashah (A Nova Aliança, Novo Testamento) nos fala muitíssimo acerca da vinda do Filho do Criador, mas como ha-Brit ha-Khadashah não é considerada por esses que rejeitaram o Filho, então teremos de utilizar primeiramente o Tanakh (Antigo Testamento), como foi nossa proposta inicial. 

A profecia das setenta semanas
Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos. Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Yaohushuaoleym, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos. Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim da guerra desolações são determinadas. Ele confirmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre asa de abominações ele fará desolação, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele.

A primeira importante consideração a ser feita aqui é que a profecia fala sobre um tempo de setenta semanas sobre o povo de Dayanul, ou seja, os yaohudim (judaicos), quando diz: "sobre o teu povo". Não há aqui nenhuma inclusão ou contagem de tempo em relação aos goym (gentios), sobre o que falaremos mais adiante. Essas setenta semanas, na realidade, são "setes" segundo o hebraico, e os "setes" se referem a anos, e não a dias como em todas as semanas. Como sabemos que são "setes" de anos? Porque Yaohushuaoleym levou exatos 49 anos para ser reconstruída, o que corresponde ao primeiro período de sete "setes" mencionado na profecia. (7 vezes 7 = 49 anos). Toda a profecia se refere ao povo de Dayanul, ou seja, ao povo judaico, e temos sempre de ter isso em mente para analisarmos o texto profético.

De fato, a profecia divide os setenta "setes" em três períodos distintos:

- O primeiro período com sete semanas (49 anos),
- O segundo período com sessenta e duas semanas (434 anos),
- O terceiro período com uma semana (7 anos).

A profecia também faz referência a três fatos, cada um deles relativo a um desses períodos:

- A reconstrução de Yaohushuaoleym no primeiro período de sete "setes", ou seja, 49 anos.
- A chegada do Ungido ao completar o segundo período de sessenta e dois "setes", ou seja, mais 434 anos.
- A aliança de "um príncipe que há de vir", com muitos, durante uma semana, ou seja, 7 anos.

Acontecimentos entre períodos - Lacuna profética

É muito importante notar, para o claro entendimento da profecia, que há fatos relatados que não fazem parte de nenhuma das setenta semanas, mas servem perfeitamente para nos dar entendimento. Que fatos são esses? 

- O primeiro fato é que o Messias YAOHUSHUA, o Ungido, morreu APÓS o final da 69a semana, pois a profecia diz claramente que "depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido, e já não estará". A profecia não diz que o Ungido seria morto ao final da 69a semana, mas sim DEPOIS da 69a semana. As 69 primeiras semanas se referem a vinda e apresentação do Ungido, porque a profecia diz: "até ao Ungido, ao Príncipe". Isso significa que as 69 semanas iniciais terminam com a apresentação e revelação do Ungido como Príncipe, o que ocorre em Sua entrada triunfal em Yaohushuaoleym. Contudo, em relação à morte do Ungido YAOHUSHUA, a profecia diz claramente "DEPOIS" das sessenta e duas semanas. Em suma, a morte do Ungido é um fato posterior ao tempo contado de 69 semanas.
- O segundo fato, de grande relevância, é que a profecia afirma que "o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário". Ora, a destruição da cidade e do santuário ocorreu no ano 70 de nossa era, aproximadamente 38 anos após a morte do Ungido. Como a morte do Ungido é relatada fora do período das 69 semanas iniciais, alguns poderiam até mesmo interpretar como já sendo dentro da última semana; contudo, esse raciocínio é errôneo, uma vez que a profecia também descreve a destruição da cidade e do santuário, o que ocorreu 38 anos após a morte do Ungido. Esse perído que vai da apresentação e revelação do Ungido, momento em que se completou a 69a semana, passando pela Sua morte e chegando até a destruição da cidade e do santuário, simplesmente não cabe dentro de uma semana (7 anos), pois se passaram 38 anos até que a cidade e o santuário fossem destruídos. Torna-se muito óbvio que há uma lacuna profética entre o final da 69a semana e o início da 70a semana.
- A narrativa da profecia passa por esses fatos "pós-sessenta e nove semanas", mas somente depois de relata-los é que ela passa a mencionar a 70a semana, quando então diz que "ele confirmará aliança com muitos por uma semana". Só aqui a última das 70 semanas é então mencionada.

Nenhuma teoria de continuidade das 70 semanas encontra respaldo nas palavras escritas na própria profecia, porque ela além de falar sobre as 70 semanas em si, também relata fatos que não se enquadram em nenhuma das 70 semanas da profecia, o que mostra e evidencia uma lacuna profética. A chave do entendimento está no fato de que o Ungido morreu DEPOIS das 69 semanas iniciais, mas não durante a última semana, porque senão teríamos de considerar a destruição da cidade e do santuário como eventos dentro da última semana, o que simplesmente não caberia em 7 anos, visto ter levado 38 anos após a morte do Ungido para que a cidade e o santuário fossem destruídos.
Além disso, há o fato muito relevante de que a profecia diz que "setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade", e ela fala especificamente sobre os três períodos nos quais as setenta semanas se dividem. Ela fala sobre sete semanas, fala sobre sessenta e duas semanas, e também fala sobre uma semana; contudo, quando fala sobre essa última semana, ela o faz APÓS a morte do Ungido e a destruição da cidade e do santuário, não incluindo esses fatos dentro dessa última semana.
Os fatos mencionados especificamente dentro da última semana, ou com relação a ela, são: "Ele confirmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre asa de abominações ele fará desolação, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele", referindo-se ao "príncipe que há de vir".
Esses fatos, relativos a esse "príncipe que há de vir", esses sim se enquadram exatamente dentro da 70a semana da profecia, pois essa última semana é citada, do mesmo modo que as anteriores também foram, com a descrição do que ocorrerá nela, visto que ela se encontra no futuro, aguardando cumprimento. 

Algumas conclusões e comentários relevantes já nos são possíveis tecer aqui: 

1) Da ordem para reconstrução de Yaohushuaoleym até o Ungido ser revelado como Príncipe, na entrada triunfal em Yaohushuaoleym, se passaram 483 anos, que são as primeiras 69 semanas (434+49).
2) Nós estamos hoje, no momento em que escrevo essas palavras, no ano de 2011.
3) Embora muitos procurem datas exatas, com precisão até de dias para determinar na história a data exata da reconstrução de Yaohushuaoleym, é certo que esses 483 anos já se passaram há muito tempo, e é certo, obviamente, QUE O UNGIDO JÁ VEIO E JÁ MORREU, embora só para os que enxergam e conhecem um mínimo de matemática.
4) Para esses que dedicam seu tempo a estudar a história buscando datas exatas, está bem definido que a partir do final da reconstrução de Yaohushuaoleym, contadas as sessenta e duas semanas de anos que se seguiram (434 anos), o resultado aponta para o ano 27 da nossa era, que corrigida a diferença de seis anos do calendário juliano e cálculos incorretos feitos por Dionísio, o astrônomo contratado pelo Papa, apontaria para o ano 32 de nossa era, ano da revelação do Ungido YAOHUSHUA como Príncipe, em Sua entrada triunfal. Deixo claro que, se foi no ano 27, no ano 30 ou no ano 33, isso não faz qualquer diferença em termos espirituais para a nossa vida, e são detalhes apenas para os historiadores, mas não para os que procuram somente o que é relevante espiritualmente. Não é bom perder tempo com aspectos espiritualmente irrelevantes. O que é relevante aqui é o fato de que YAOHUSHUA já veio, já morreu, e já ressuscitou. Esse é o fato dos fatos!
5) Apesar de conhecedores de tal profecia, apresentando exatidão de tempo em relação aos acontecimentos, a maioria do povo judaico não soube reconhecer o dia da sua visitação. Desprezaram a oportunidade da sua visitação, embora não todos. Note que na época em que o Ungido veio e morreu, não havia qualquer dúvida sobre o tempo decorrido, pois os yaohudim sempre registraram os tempos e as épocas com grande exatidão, principalmente considerando os aspectos legais que envolviam tempos e épocas.
6) O Ungido morreu DEPOIS das 69 semanas, e não durante.
7) A cidade e o santuário foram destruidos 38 anos após a morte do Ungido, período esse que não cabe em 7 anos.
8) Fica evidenciado, com clareza, um intervalo de tempo entre a 69a semana e a 70a semana, não sendo essas duas semanas consecutivas, obviamente.
Vamos observar a figura abaixo para podermos compreender cada momento que aqui nos referiremos, até porque uma imagem fala mais que mil palavras:




Devemos sempre ter em vista que a profecia das setenta semanas, ou setenta "setes", se refere totalmente ao povo yaohudi (judaico), e não aos goym (gentios), visto que foi dito que as setenta semanas estavam determinadas "sobre o teu povo", ou seja, sobre o povo de Dayanul (Dani-l). 
Como, pela rejeição dos yaohudim (judaicos), os goym (gentios) foram inseridos na salvação, o tempo que passou a ser contado a partir da revelaçao do Ungido como Príncipe é o tempo dos gentios, até sua plenitude, e não o tempo dos yaohudim (judaicos). O tempo dos yaohudim (judaicos) termina no final da 69a semana, e reiniciará a contagem das setenta semanas ao final da plenitude dos gentios, ou seja, terá início a última semana (sete anos), quando YAOHUH UL voltará a tratar com os yaohudim (judaicos), porém em tempos de grande tribulação. Embora haja muitos que queiram interpretar as setenta semanas como um período contínuo, a separação temporal da última semana é inevitável, visto que a profecia prediz coisas que ainda não se cumpriram, e portanto, estão no futuro, o que separa a última semana da sequência anterior contínua de 69 semanas. Abaixo estão os fatos que ainda não se cumpriram, e que mostram, portanto, que a última semana ainda não ocorreu, estando no futuro:

- Extinguir a transgressão.

     Romanos 4:15 diz: "porque a lei suscita a ira; mas onde não há lei, também não há transgressão". Ora, para os que ainda vivem na lei, a transgressão não está extinta. Como é impossível ao homem cumprir a lei, e como ao transgredir um só item da lei se transgride a lei inteira, é certo que a transgressão não está ainda extinta, até que todos estejam mortos para a lei, e vivos para YAOHUSHUA somente. Nos dias atuais, não somente os yaohudim como também diversos Yaohushuakhim (os que crêem em YAOHUSHUA) que não morreram para a lei, estarão transgredindo todas as vezes que um só dos ítens da lei for desobedecido. É fato que nós estamos mortos para a lei, conforme o emissário Shaul nos ensina, mas fomos nós que morremos para a lei, e não a lei que morreu. A lei é eterna e só não tem poder sobre nós que estamos em YAOHUSHUA, mas para os que ainda vivem sob a lei, certamente amontoam transgressões. Extinção significa "deixar de existir", o que ainda não é fato. 

- Dar fim aos pecados.

     Yaohukhánan nos escreve, após muitos anos de sua vida renascida em YAOHUSHUA, o seguinte: "Filhinhos, essas coisas escrevo para que não pequeis, mas se alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai". Em outras palavras, Yaohukhánan admite a possibilidade de mesmo os convertidos ainda pecarem, com a conclusão imediata de que ainda não foi dado fim aos pecados. Todos os convertidos a YAOHUSHUA têm um espírito remido, mas ainda habitam uma carne de pecado, porque a redenção do nosso espírito já foi providenciada por YAOHUSHUA a todos os que crêem, mas a redenção do nosso corpo é ainda futura, e dessa forma, há possibilidade de mesmo os convertidos pecarem. Portanto, essa parte da profecia ainda não se cumpriu, visto que ainda não foi dado fim aos pecados. É preciso deixar claro que YAOHUSHUA nos propiciou o perdão de nossos pecados, passados, presentes e futuros, por meio de Seu sacrifício redentor, mas não deu fim a eles, porque eles ainda ocorrem. É um entendimento errôneo pensarmos que YAOHUSHUA deu fim aos pecados. Ele PROPICIOU o perdão aos que se arrependem e pedem perdão, mas não fez com que eles não mais existissem.

- Expiar a iniquidade.

     Manyaohu 24:12 diz: "E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos". Estas são palavras de YAOHUSHUA acerca dos tempos finais. Se são acerca dos tempos finais, é claro que a iniquidade não foi expiada, mas sim se multiplicará ainda mais até a manifestação do iníquo. YAOHUSHUA providenciou a expiação de pecados e de iniquidades ao Se oferecer em sacrifício por aqueles que creram, crêem e crerão nEle, contudo a iniquidade continua presente em muitos, o que culminará com a vinda do próprio iníquo, ao qual YAOHUSHUA matará com o sopro de Sua boca. Mais uma vez aqui vemos a diferença entre proporcionar solução para a nossas iniquidades, ou acabar com elas. YAOHUSHUA fez expiação pelas iniquidades dos que crêem, mas não por todas as iniquidades. Pelo dicionário, expiar significa:
a) Remir (culpas ou delitos) pelo cumprimento de pena ou penitência.
b) Sofrer as consequências de.
c) Purificar.
d) Cumprir (a pena que reabilita).
Sem dúvida alguma YAOHUSHUA proporcionou essa expiação com o seu sacrifício no madeiro, mas não acabou com a iniquidade e nem Sua expiação foi genérica para todos. Os iníquos têm remissão de pecados em YAOHUSHUA, se houver arrependimento e perdão, mas a expiação que YAOHUSHUA proporcionou pertence apenas a aqueles que buscam essa expiação, com humildade e com arrependimento. Não é algo genérico para todos, e como não é para todos, a iniquidade foi expiada para alguns que se arrependeram e lançaram mão do que YAOHUSHUA proporcionou gratuitamente, mas não a todos os que ainda permanecem na iniquidade. Conforme a própria definição do dicionário, muitos ainda terão suas iniquidades expiadas, mas não pela penalidade que YAOHUSHUA pagou pelos que crêem, e sim pelo cumprimento de suas próprias penalidades, e pelo sofrimento de suas próprias consequências. Ainda resta muita iniquidade a ser expiada, ou seja, muita penalidade a ser cumprida pelos iníquos incrédulos e muitas consequências a serem aplicadas a esses.


- Trazer a justiça eterna.

     YAOHUSHUA se tornou justiça para todo aquele que nEle crê, mas esse processo está ainda em andamento, pois a cada nova conversão o convertido é tornado justo diante de YAOHUH UL, o que não era ainda na sua condição de incredulidade. A justiça eterna vem sendo trazida a cada novo convertido, mas é algo em andamento, e não a justiça eterna final. A justiça eterna estará cumprida no momento em que toda e qualquer injustiça já não mais existir e não mais for praticada, eternamente. Infelizmente, nos dias atuais, a injustiça transborda, e não se pode afirmar que mesmo os eleitos não pratiquem injustiça algumas vezes. As escrituras ensinam que a justiça é segundo a fé, e é claro não pode haver justiça eterna enquanto houver incredulidade. Tudo que era preciso proporcionar para que haja justiça eterna já foi providenciado por YAOHUSHUA, mas isso não significa que a justiça eterna já está presente, enquanto houver injustiça de qualquer forma sobre a terra. 

- Selar a visão e a profecia.

     1 Cor 12:10 diz: "a outro, operações de milagres; a outro, profecia". No livro de Yaoul (Joel) está escrito: "E acontecerá, depois, que derramarei o Meu RUKHA sobre toda carne, vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão e vossos jovens terão visões; até sobre os Meus servos e minhas servas derramarei o Meu RUKHA naqueles dias". Fica claro que tanto a visão quanto a profecia ainda não foram seladas. Profetizar é "falar em Nome de YAOHUH UL". Somente quando YAOHUSHUA Se revelar ao mundo e falar diretamente ao mundo, as visões e as profecias serão seladas. Enquanto homens e mulheres santas falarem por profecias e tiverem visões, é certo que ambas ainda não foram seladas. Selar significa fechar, acabar, trancar, não mais existir. Enquanto houver profecia e visões entre os convertidos, é óbvio que a profecia e a visão não estão seladas.

- Ungir o Santo dos Santos.

     Sabemos que os sacerdotes entravam no templo para oferecer os sacrifícios, e somente eles podiam faze-lo. As escrituras ensinam que YAOHUSHUA, na qualidade de Sumo Sacerdote, figuradamente entrou no Santo dos Santos para oferecer o sacrifício de Si mesmo. Contudo, isso não significa "Ungir o Santo dos Santos", o que nos remete a um acontecimento futuro, ainda indefinido na sua essência, mas que provavelmente ocorrerá após a reconstrução prevista do tempo e do retorno aos sacrifícios.

O tempo até a plenitude dos gentios, que hoje vivemos, é indeterminado. Nada foi profetizado acerca de períodos exatos de tempo como foi a vinda do Ungido YAOHUSHUA. As escrituras nos mostram muitas evidências acerca de sinais a serem considerados durante esse período de tempo indefinido; contudo, como estão na ha-Brit ha-Khadashah, ainda não os mencionamos aqui, uma vez que o nosso objetivo inicial foi demonstrar, somente pelo Tanakh, que o Ungido YAOHUSHUA JÁ VEIO E JÁ MORREU POR NÓS.
Infelizmente, faz parte de uma enorme cegueira negar que YAOHUSHUA tenha existido, que tenha vindo em carne, e que já tenha cumprido integralmente Sua missão redentora entre os homens. É ignorância espiritual e, no mínimo, ignorância de matemática básica do primeiro grau, uma vez que é suficiente somar 434 anos ao final da reconstrução de Yaohushuaoleym para se chegar à data exata da revelação do Ungido YAOHUSHUA como Príncipe na Sua entrada triunfal em Yaohushuaoleym, o que pôs fim à 69a semana de anos.

Uma vez demonstrado, somente com o uso do Tanakh (Antigo Testamento), que o Ungido YAOHUSHUA já veio e já cumpriu Sua obra redentora, podemos então passar a utilizar os textos da ha-Brit ha-Khadashah (A Nova Aliança, Novo Testamento), os quais jamais rejeitamos, pela riqueza de informações e inspiração ali contida.

O tempo indeterminado dos goym (gentios)

Para melhor entendimento do prosseguimento desse estudo, é recomendável a leitura do estudo "Judaicos e Gentios", clicando aqui.

Vamos conferir os textos que nos mostram o chamado dos gentios e o início do tempo indeterminado que durará até a plenitude dos gentios:
Atos 9:15 - Mas YAOHUSHUA lhe disse: Vai, porque este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Yaoshorul (Israel);

Atos 10:45 - E os fiéis que eram da circuncisão, que vieram com Káfos, admiraram-se, porque também sobre os gentios foi derramado o dom do RUKHA ULHIM;

Atos 11:1 - Chegou ao conhecimento dos emissários e dos irmãos que estavam na Judéia que também os gentios haviam recebido a palavra de YAOHUH UL.

Atos 11:18 - E, ouvindo eles estas coisas, apaziguaram-se e exaltaram a YAOHUH, dizendo: Logo, também aos gentios foi por YAOHUH concedido o arrependimento para vida.

Atos 13:46 - Então, Shaul e Bar-Nave', falando ousadamente, disseram: Cumpria que a vós outros, em primeiro lugar, fosse pregada a palavra de YAOHUH; mas, posto que a rejeitais e a vós mesmos vos julgais indignos da vida eterna, eis aí que nos volvemos para os gentios.

Atos 13:47 - Porque YAOHUSHUA assim no-lo determinou: Eu te constituí para luz dos gentios, a fim de que sejas para salvação até aos confins da terra.

Atos 13:48 - Os gentios, ouvindo isto, regozijavam-se e exaltavam a palavra de YAOHUH UL, e creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna.

Atos 14:27 - Ali chegados, reunida a Oholyao, relataram quantas coisas fizera YAOHUH UL com eles e como abrira aos gentios a porta da fé.

Atos 15:3 - Enviados, pois, e até certo ponto acompanhados pela Oholyao, atravessaram as províncias da Fenícia e Samaria e, narrando a conversão dos gentios, causaram grande alegria a todos os irmãos.

Atos 15:7 - Havendo grande debate, Káfos tomou a palavra e lhes disse: Irmãos, vós sabeis que, desde há muito, YAOHUH me escolheu dentre vós para que, por meu intermédio, ouvissem os gentios a palavra das Boas Novas e cressem.

Atos 15:12 - E toda a multidão silenciou, passando a ouvir a Bar-Nave' (Barnabé) e a Shaul, que contavam quantos sinais e prodígios YAOHUH fizera por meio deles entre os gentios.

Atos 15:14 - expôs Simon como YAOHUH, primeiramente, visitou os gentios, a fim de constituir dentre eles um povo para o Seu Nome.

Atos 15:17 - Para que os demais homens busquem YAOHUH UL, e também todos os gentios sobre os quais tem sido invocado o Meu Nome

Atos 15:19 - Pelo que, julgo eu, não devemos perturbar aqueles que, dentre os gentios, se convertem a YAOHUH UL

Atos 18:6 - Opondo-se eles e blasfemando, sacudiu Shaul as vestes e disse-lhes: Sobre a vossa cabeça, o vosso sangue! Eu dele estou limpo e, desde agora, vou para os gentios.

Atos 21:19 - E, tendo-os saudado, contou minuciosamente o que YAOHUH fizera entre os gentios por seu ministério.

Atos 22:21 - Mas ele me disse: Vai, porque eu te enviarei para longe, aos gentios.

Atos 26:23 - isto é, que o Ungido devia padecer e, sendo o primeiro da ressurreição dos mortos, anunciaria a luz ao povo e aos gentios.

Atos 28:28 - Tomai, pois, conhecimento de que esta salvação de YAOHUH foi enviada aos gentios. E eles a ouvirão.

Romanos 1:5 - por intermédio de quem viemos a receber misericórdia e apostolado por amor do Seu Nome, para a obediência por fé, entre todos os gentios

Romanos 3:29 - É, porventura, YAOHUH somente dos yaohudim (judaicos)? Não o é também dos gentios? Sim, também dos gentios,

Romanos 9:24 - os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os yaohudim (judaicos), mas também dentre os gentios?

Romanos 9:30 - Que diremos, pois? Que os gentios, que não buscavam a justificação, vieram a alcançá-la, todavia, a que decorre da fé;

Romanos 11:13 - Dirijo-me a vós outros, que sois gentios! Visto, pois, que eu sou apóstolo dos gentios, exalto o meu ministério,

Romanos 11:25 - Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério: que veio endurecimento em parte a Yaoshorul (Israel), até que haja entrado a plenitude dos gentios.

Romanos 15:9 - e para que os gentios exaltem a YAOHUH UL por causa da sua misericórdia, como está escrito: Por isso, eu te exaltarei entre os gentios e cantarei louvores ao Teu Nome.

Romanos 15:10 - E também diz: Alegrai-vos, ó gentios, com o seu povo.

Romanos 15:11 - E ainda: Louvai a YAOHUH, vós todos os gentios, e todos os povos o louvem.

Romanos 15:12 - Também Yaoshuayaohu (Isaías) diz: Haverá a raiz de Yishay, aquele que se levanta para governar os gentios; nele os gentios esperarão.

Romanos 15:16 - para que eu seja ministro de YAOHUSHUA, o Ungido, entre os gentios, no sagrado encargo de anunciar as Boas Novas de YAOHUSHUA, de modo que a oferta deles seja aceitável, uma vez santificada pelo RUKHA ULHIM.

Romanos 15:18 - Porque não ousarei discorrer sobre coisa alguma, senão sobre aquelas que YAOHUSHUA fez por meu intermédio, para conduzir os gentios à obediência, por palavra e por obras.

Romanos 11:25 - "Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério: que veio endurecimento em parte a Yaoshorul (Israel), até que haja entrado a plenitude dos gentios".

A partir da morte do Ungido, pela rejeição dos yaohudim (judaicos), embora não todos, a salvação foi aberta aos gentios, que eram todos os povos à exceção de Yaoshorul (Israel). 
Essa abertura da salvação aos gentios se posiciona no tempo dentro da lacuna profética das setenta semanas, uma vez que as setenta semanas referem-se ao povo yaohudi somente, e não aos gentios. Somente ao final do período de tempo indeterminado em que os gentios estão sendo chamados e recebidos no Corpo de YAOHUSHUA, então terá início a última semana da profecia, ou seja, os últimos sete anos.
O tempo indeterminado terminará quando YAOHUH UL assim determinar, e não há data, hora e nem previsão alguma, senão apenas sinais a serem observados.
Quais são os sinais? E o que acontecerá ao final desse período indeterminado?

Terrível surpresa para muitos, momento tão aguardado por poucos.

É muito importante que cada um de nós esteja sempre muito bem posicionado e localizado em relação aos tempos e às épocas conforme ensinado nas escrituras, para que saibamos com clareza qual é o tempo presente, e o que está para acontecer como próximo grande evento segundo os planos de YAOHUH UL. 
YAOHUSHUA nos ensinou por meio de parábolas a estar sempre vigilantes, porque aquele dia chegará como ladrão, ou seja, sem aviso e sem data ou hora marcadas.
Lucas 12:39-46 - Sabei, porém, isto: se o pai de família soubesse a que hora havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria arrombar a sua casa. Ficai também vós apercebidos, porque, à hora em que não cuidais, ha-Ben-Adam (o Filho do Homem) virá. Então, Káfos perguntou: Maor, proferes esta parábola para nós ou também para todos? Disse YAOHUSHUA: Quem é, pois, o mordomo fiel e prudente, a quem o amo confiará os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo? Bem-aventurado aquele servo a quem seu amo, quando vier, achar fazendo assim. Verdadeiramente, vos digo que lhe confiará todos os seus bens. Mas, se aquele servo disser consigo mesmo: Meu amo tarda em vir, e passar a espancar os criados e as criadas, a comer, a beber e a embriagar-se, virá o amo daquele servo, em dia em que não o espera e em hora que não sabe, e castigá-lo-á, lançando-lhe a sorte com os infiéis.

1 Ts 5:1-6 - Irmãos, relativamente aos tempos e às épocas, não há necessidade de que eu vos escreva; pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o dia de YAOHUSHUA vem como ladrão de noite. Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão. Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse dia como ladrão vos apanhe de surpresa; porquanto vós todos sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite, nem das trevas. Assim, pois, não durmamos como os demais; pelo contrário, vigiemos e sejamos sóbrios.

2 Káfos 3:7-14 - Ora, os céus que agora existem e a terra, pela mesma palavra, têm sido entesourados para o fogo, estando reservados para o dia do juízo e destruição dos homens ímpios. Há, todavia, uma coisa, amados, que não deveis esquecer: que, para YAOHUH UL, um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia. Não retarda YAOHUH UL a Sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento. Virá, entretanto, como ladrão, o dia de YAOHUSHUA, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas. Visto que todas essas coisas hão de ser assim desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade, esperando e apressando a vinda do dia de YAOHUSHUA, por causa do qual os céus, incendiados, serão desfeitos, e os elementos abrasados se derreterão. Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça. Por essa razão, pois, amados, esperando estas coisas, empenhai-vos por serdes achados por Ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis.

Apocalipse 3:3 - Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, guarda-o e arrepende-te. Porquanto, se não vigiares, virei como ladrão, e não conhecerás de modo algum em que hora virei contra ti.

As imediatas conclusões a que chegamos com base nessas informações escriturais é que o final do período até a plenitude dos gentios chegará repentinamente, de súbito, sem aviso. YAOHUH UL não deseja para nós, e para ninguém, uma santidade de momento, um arrependimento de última hora, uma atitude religiosa de se preparar apenas para um determinado momento. Por não nos dar a conhecer esse momento, é muito claro que YAOHUH UL não deseja que vivamos de "momentos", ou de "arrependimentos de última hora", mas sim que tenhamos uma vida com Ele, e diante dEle, continuamente, todos os dias. Se assim vivermos, certamente aquela hora não nos pegará desprevenidos, mas será sim um momento de enorme alegria e exultação. Contudo, mesmo não nos dando a conhecer o momento exato, YAOHUH UL é benevolente e longânimo, não desejando que ninguém se perca, senão que todos cheguem ao arrependimento. Por isso, em Sua longanimidade, Ele nos informou sobre os sinais que indicam a proximidade daquele momento, e o fez pelas palavras de Seu Filho, YAOHUSHUA.

Os Sinais do Final do Período dos Gentios

Alguns sinais nos foram deixados por YAOHUSHUA (IAORRÚSHUA), sinais esses que precederão esse dia:
Lucas 21:10-11 - Então, lhes disse: Levantar-se-á nação contra nação, e reino contra reino; haverá grandes terremotos, epidemias e fome em vários lugares, coisas espantosas e também grandes sinais do céu.

Manyaohu 24:6 - E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim.

Manyaohu 24:7-8 - Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares, porém tudo isso é o princípio das dores.

Manyaohu 24:9 - Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações por causa do meu Nome.

Manyaohu 24:10 - Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros.

Manyaohu 24:11 - Levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos.

Manyaohu 24:12 - E por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos.

Manyaohu 24:14 - E será pregada essa Preciosa Mensagem do Reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim.

Guerras e rumores de guerras é algo que faz parte hoje do nosso dia a dia em todos os noticiários que se assista. Guerras convencionais, guerras não convencionais, terrorismo, guerras anti-terrorismo, guerras civis, guerras chamadas de "santas", guerras étnicas, guerras urbanas e muitas outras sempre com boas desculpas para uma grande matança. 

Fomes e terremotos são hoje igualmente noticiados, sendo que os terremotos cresceram exponencialmente no último século, como nunca houve em todos os séculos passados. 

O esfriamento do amor de quase todos é notório, quando a competição por valores terrenos ocupa cada vez mais espaço nos corações, e as disputas por posições, ganhos e lucros tornam-se o alvo principal de incontáveis vidas. 

A iniquidade se multiplica também em todos os fatores morais da sociedade. Nudez, pornografia, pedofilia, homossexualidade, bissexualidade, casamentos entre pessoas do mesmo sexo, vulgarização do sexo, apelo sexual em tudo que se expõe na midia. Desde os programas, filmes e games, "teoricamente" produzidos para crianças, lá já estão presentes os apelos sexuais e apelos à violência generalizada, preparando os futuros adultos para todas as aberrações e degradação moral. Hoje se tenta aprovar na câmara e no senado uma lei que proibe o que eles passaram a chamar de "homofobia", o que proibiria qualquer um de rejeitar o comportamento homossexual. Entendemos que não podemos e nem devemos rejeitar alguém pelo seu comportamento homossexual, contudo, temos total liberdade para nos expressar contrários a tal comportamento. Creio que todos os homossexuais têm o direito de proceder como bem entenderem, desde que dentro da lei, do mesmo modo que nós temos o direito de nos manifestar contrários ao homossexualismo por meio de ensino bíblico. Nossa posição contrária ao homossexualismo não representa uma posição contrária aos homossexuais como pessoas, mas sim contra um comportamento. Eu compararia o caso considerando pessoas obesas. Não creio que ninguém deva ser rejeitado ou menos amado por causa de ser gordo. Contudo, nada nos impede de recomendar a elas que abandonem a glutonaria, uma vez que aquilo será muito prejudicial a elas. As escrituras condenam a glutonaria, e temos total liberdade para falar contra ela sem sermos taxados (até agora) de "gordofóbicos", "lipidofóbicos" ou que palavra queiram inventar. A obesidade de alguém não prejudica a nossa saúde, senão a do próprio obeso, do mesmo modo que o homossexualismo não prejudica a nós que não o praticamos, mas certamente prejudica a eles próprios, e mais prejudicará no dia do juízo. Aquele que rejeita a pessoa do gordo ou a pessoa do homossexual não conta com o nosso apoio ou aprovação, contudo a nossa rejeição ao comportamento glutão ou homossexual não é uma rejeição à pessoa, pelo contrário, é uma manifestação em favor dela, para o bem dela. 

No final do século XX, quando por muitas vezes eu imaginava como seria possível pregar a Preciosa Mensagem do Reino a todo mundo, para testemunho a todas as nações, surge a internet, tanto com seu lado negativo como com seu lado positivo. Se pelo lado negativo a internet invadiu milhões de lares em todo o mundo, inclusive em países de políticas mais fechadas, para levar toda espécie de lixo sexual, violento, com recrutamento de terroristas e divulgação de pedofilia e pornografia em geral, por outro lado, está permitindo que a verdade seja também levada até aqueles que amam a verdade, e que não teriam acesso a ela de outra forma. Nós mesmos ficamos jubilosos e impressionados com a quantidade de acessos a esse site provenientes dos mais diversos países do mundo todo, até os mais longíquos. Embora não possamos identificar as pessoas que acessam, e nem tenhamos interesse nisso, os registros mostram que incontáveis pessoas no mundo todo salvam as páginas do site em seus discos rígidos para posterior leitura. O que eu passava tempo pensando como seria possível, hoje se mostra sendo realizado, que é levar a Preciosa Mensagem do Reino a todas as nações da terra.

Com relação ao que YAOHUSHUA mencionou como "coisas espantosas" e "grandes sinais do céu", em Lucas 21:11, recomendo a leitura completa do estudo específico sobre o FIRMAMENTO, clicando aqui.

O que acontecerá no final do período dos gentios? O próximo grande evento! 
1 Ts 4:13-18 - Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Pois, se cremos que YAOHUSHUA morreu e ressuscitou, assim também YAOHUH UL, mediante YAOHUSHUA, trará, em Sua companhia, os que dormem. Ora, ainda vos declaramos, por palavra de YAOHUSHUA, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda de YAOHUSHUA, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto YAOHUSHUA mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de YAOHUH UL, descerá dos céus, e os mortos em YAOHUSHUA ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro de YAOHUSHUA nos ares, e, assim, estaremos para sempre com YAOHUSHUA. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras.

1 Cor 15:50-57 - Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o Reino de YAOHUH UL, nem a corrupção herdar a incorrupção. Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num piscar de olhos, ao final do som da trombeta, pois a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Gratidão a YAOHUH UL, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Rei YAOHUSHUA o Ungido.

O arrebatamento dos salvos é o próximo grande evento no plano de YAOHUH UL

YAOHUH UL sempre livrou os Seus dos juízos que lançou sobre a terra, e livrará também dos flagelos que virão na última semana. Ele livrou Nokha e sua família do dilúvio, livrou os yaohudim de serem mortos pelos egípcios à beira do mar, livrou Lot de ser consumido em Sadom e Amorra, retirando-o antes que o fogo descesse.
Esse arrebatamento se dará em duas etapas imediatas: a ressurreição daqueles que morreram em YAOHUSHUA e a transformação daqueles que ainda estiverem vivos, mas crendo em YAOHUSHUA e aguardando Sua vinda. Uma vez cumpridas essas duas etapas, que são imediatas, todos subiremos juntos, entre nuvens, ao encontro de YAOHUSHUA nos ares para estar eternamente com Ele. Nesse evento, YAOHUSHUA não Se apresentará ao mundo e nem sequer pisará na terra, senão somente nos encontraremos com Ele nos ares, longe da visão de qualquer um sobre a terra.

Esse arrebatamento dará início à última semana da profecia de Dayanul, onde YAOHUH UL voltará a tratar com os yaohudim (judaicos), só que em tempos de grande tribulação. 
Se voltarmos à profecia, veremos que "o povo de um principe que há de vir" destruirá a cidade e o santuário, e seu fim será num dilúvio. Como todos sabemos, a cidade e seu santuário foram destruídos no ano 70, ainda na mesma geração que estava presente ao sacrifício do Ungido, sendo tal a matança dos yaohudim (judaicos) que se tornou um verdadeiro dilúvio, mas de sangue derramado. 

A profecia se refere a dois príncipes: um deles é o Ungido, o Príncipe, e o outro é "um príncipe que há de vir".
A maioria das interpretações que já pude observar consideram esse "príncipe" como um homem, e como tal, limitado a uma geração, porque homens são mortais e não vivem mais de 2000 anos. Contudo, o "príncipe que há de vir" não deve ser interpretado como uma figura humana, senão como uma figura espiritual que faz uso de seres humanos para seus propósitos.
Vê-se o povo desse "príncipe" atuando logo após a morte do Ungido, quando Yaohushuaoleym foi destruída e houve um enorme morticínio, bem no início do tempo dos gentios, mas vê-se também o mesmo "príncipe" atuando na última semana (sete anos), durante a qual ele fará aliança com muitos. Na metade da semana (3 anos e meio) ele quebrará a aliança e fará desolação, que durará até o final dessa última semana de sete anos, até que a destruição que está determinada se derrame sobre ele.
Assim, percebemos que a Oholyao, o Corpo de YAOHUSHUA, estará ausente da terra durante a última semana da profecia, já estando presente com YAOHUSHUA, nos shua-olmayao (salvação eterna). Logo, esse último período de sete anos será um tratamento de juízo de YAOHUH UL contra todos, yaohudim (judaicos) ou goym (gentios), que rejeitaram a salvação em YAOHUSHUA.
É importante notar que a atuação desse "príncipe que há de vir", no ano 70 foi através dos romanos, seus serviçais da época, embora o próprio "príncipe" não tenha se manifestado ao mundo na ocasião. Apenas o povo guiado por ele foi quem atuou contra os yaohudim no ano 70 quando Yaohushuaoleym foi destruída.
No início da última semana, a septuagésima da profecia, esse príncipe (o mesmo principado espiritual de trevas) se manifestará ao mundo visivelmente e pessoalmente irá dominar sobre as nações pelo período de 7 anos até que YAOHUSHUA venha e o derrote ao final dos 7 anos.
O arrebatamento dos salvos precederá a manifestação desse "príncipe" maligno e sua dominação mundial.
Ainda voltaremos a falar sobre esse "príncipe", mais adiante. 

Há algumas linhas de interpretação quanto ao momento do arrebatamento dos salvos, mas queremos deixar clara a nossa visão escritural sobre o assunto.
Há pelo menos três linhas diferentes de pensamento: 

a) Os pós-tribulacionistas, que posicionam o arrebatamento após a última semana da profecia, o período chamado de "grande tribulação", e que com isso os salvos passariam pela grande tribulação. 
b) Os médio-tribulacionistas, que posicionam o arrebatamento durante a última semana, sem determinar exatamente em que momento, e que com isso os salvos passariam somente em parte pela última semana, ainda na terra.
c) Os pré-tribulacionistas, que posicionam o arrebatamento imediatamente antes do início da 70a semana (a última), e que com isso os salvos não passariam pela última semana na terra, e consequentemente, não passariam pela grande tribulação.

Nós temos esse terceiro entendimento, pré-tribulacionista, por diversas razões:

a) YAOHUH UL sempre livrou o Seu povo ANTES que as catástrofes ocorressem.

b) A última semana é específica para tratamento com os yaohudim não convertidos, pois a profecia é inteiramente para o povo yaohudi, e não para os gentios.

c) YAOHUSHUA deixou bem claro que a Sua vinda será do mesmo modo que os ladrões vêm, ou seja, de surpresa, sem aviso algum. Me parece claro que, se o arrebatamento ocorresse ao final da última semana, todos saberiam exatamente o momento da vinda de YAOHUSHUA, porque Ele virá após sete anos do início do governo mundial do antimessias, que seria reconhecido por todos. Dessa forma, todos saberiam exatamente o momento de YAOHUSHUA vir, o que é contrário à própria palavra de YAOHUSHUA que afirmou que virá de surpresa. É oportuno lembrar que o início da última semana coincide com o início do governo mundial do iníquo, o antimessias, e esse momento será claramente observado e conhecido por todos, motivo pelo qual também não há sentido em crer que o arrebatamento se dê em meio à última semana, pois dessa forma, do mesmo jeito, a vinda de YAOHUSHUA estaria prevista e não seria de surpresa como Ele afirmou.

d) O livro de Ranodgalut (Apocalipse) mostra com absoluta clareza que YAOHUSHUA virá aniquilar o antimessias imediatamente após as "Bodas do Cordeiro". As Bodas do Cordeiro são o casamento espiritual, união eterna, entre YAOHUSHUA e Sua noiva, a Oholyao. Ora, tal casamento se dará nos céus, e não na terra, e é óbvio que estaremos nos céus com Ele, porque nós, os que cremos, somos a própria noiva, a Oholyao. Apoc. 19:7 diz: "São chegadas as Bodas do Cordeiro" (visão no céu), e Apoc. 19:11-16 mostra que YAOHUSHUA desce seguido pelo exército do céu para destruir o iníquo.

e) O texto que lemos anteriormente, acima, diz: "Porquanto YAOHUSHUA mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de YAOHUH UL, descerá dos céus, e os mortos em YAOHUSHUA ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro de YAOHUSHUA nos ares, e, assim, estaremos para sempre com YAOHUSHUA". Essa expressão "nos ares", provém do grego "epouranios" que significa "sobre o céu" ou "acima do céu", e que seria muito melhor traduzido como "... ao encontro de YAOHUSHUA sobre o firmamento ...". Para maiores esclarecimentos, recomendo a leitura completa do estudo específico sobre o FIRMAMENTO, que é de fundamental importância para o seu entendimento, clicando aqui. E esse é mais um forte argumento pré-tribulacionista, porque YAOHUSHUA vindo reinar sobre a terra no final da última semana, se nós estivermos ainda aqui, o nosso encontro não se dará "acima do firmamento", mas sim, abaixo do firmamento, aqui na terra mesmo. Contudo, as escrituras afirmam que nos encontraremos com YAOHUSHUA acima do firmamento (mal traduzido como "nos ares"), e não aqui na terra.

A Última Semana

A última semana da profecia de Dayanul representa um período de sete anos, após o arrebatamento da Oholyao, e que precede o retorno de YAOHUSHUA para estabelecer o Seu Reino sobre a terra, e aí sim, Se revelar ao mundo e pisar na terra, estabelecendo o Seu Reino. É importante observar que na ocasião do arrebatamento, YAOHUSHUA não descerá à terra, mas nosso encontro com Ele será sobre o firmamento, e não aqui na terra. Há quem considere duas vindas de YAOHUSHUA por considerar o arrebatamento como uma primeira vinda, contudo não interpretamos dessa forma, uma vez que YAOHUSHUA não Se manifestará ao mundo na ocasião do arrebatamento, senão apenas Se manifestará aos salvos que serão arrebatados. Quando nos referimos ao "retorno" de YAOHUSHUA, estamos falando de um único retorno que representa Sua manifestação ao mundo todo, e será quando Ele destruirá o antimessias e pisará na terra para reinar, estando já acompanhado de Sua Noiva, a Oholyao, que somos todos os que nEle cremos. 
Nesse último período de sete anos (a última semana da profecia de Dayanul), embora muitos tenham interesse em saber o que se passará nele, na verdade os que crêem em YAOHUSHUA não estarão aqui nessa semana, pois já estarão com YAOHUSHUA nos "shua-olmayao" ou "shua-leolam (salvação eterna). O que se passará nesse período é de particular interresse aos que ainda não creram, porque se aqui ficarem certamente terão de passar por todos os acontecimentos relatados e profetizados nas escrituras para esse período. Portanto, o relato escritural desse período que aqui apresentamos não tem a finalidade de nos dirigirmos aos que já crêem, mas de produzir um temor naqueles que não crêem para que reflitam e se abriguem sob as asas de YAOHUSHUA, que é nossa única Salvação. 

Um príncipe que há de vir

Em Dayanul (Dani-l) 9:26-27 se encontra o final da profecia, que pretendemos analisar aqui, antes de mesclarmos o entendimento com as revelações de Ranodgalut acerca do mesmo período. Vejamos o que diz o texto: 
Verso 26 - Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim da guerra desolações são determinadas.

Verso 27 - Ele confirmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre asa de abominações ele fará desolação, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele.

Para compreendermos essa profecia, em primeiro lugar precisamos entender que o príncipe que há de vir, nela referido, não se trata de um homem carnal, mas de um principado maligno espiritual. Notamos que o verso 26 nos fala "o povo de um príncipe que há de vir", e precisamos entender que, do mesmo modo que YAOHUH UL tem o Seu povo, que são os eleitos salvos em YAOHUSHUA, o maligno ha-satan e seus principados também possuem homens controlados e dirigidos por eles, os quais são "o povo de um príncipe que há de vir". 
É importante observarmos que, na apresentação de YAOHUSHUA, já se completam 69 semanas, restando apenas uma semana de anos (sete anos) a ser cumprida na profecia.
É importante notarmos também que a profecia fala acerca da destruição de Yaohushuaoleym pelo povo desse príncipe, o que ocorreu por volta do ano 70 após o Ungido, e o massacre causou um verdadeiro dilúvio de sangue pelo morticínio causado pelos romanos.

É interessante notar que esse mesmo "príncipe" fará aliança com muitos durante uma semana, que é a última semana da profecia, e que ainda nem sequer teve início.
É natural que muitos não compreendam essa profecia por entenderem que o "príncipe que há de vir" seja humano, e nenhum humano vive mais de 2000 anos como já temos decorrido desde a morte do Ungido. Certamente é necessário compreender que o mesmo "príncipe que há de vir" que atuou no ano 70, é o mesmo que atuará num futuro próximo ao iniciar-se a última semana da profecia, pois esse mesmo confirmará aliança com muitos por uma semana. Assim, se pensarmos num ser humano, não compreenderemos a profecia, porque nenhum ser humano poderia estar vivo no ano 70 e ainda permanecer vivo no tempo atual que precede o início da última semana. Certamente, o "príncipe que há de vir" é um principado espiritual maligno que atuou, por meio de seu povo, há quase 2000 anos atrás na destruição de Yaohushuaoleym, continuou atuando ao longo dos séculos, e voltará a atuar a partir do início da última semana, que ainda está no futuro. Desde muitos anos atrás, Yaohukhanan já afirmava que ele já estava no mundo, operando, embora a sua manifestação ainda não tenha sido liberada por Aquele que o detém.
Sem nenhuma dúvida, o verso 26 faz referência também à guerra, no singular, pela qual o povo de Yaoshorul tem passado, e desolações, igualmente orquestradas por esse mesmo príncipe maligno que, fazendo uso de pessoas humanas, lança toda a sua fúria contra Yaoshorul.

Observamos a palavra "milkhamah" (guerra) no singular, pois se refere a uma única guerra, contínua, embora com muitas batalhas ao longo da história, mas uma única guerra, até a batalha final que será travada no Har-Maggedom (corrompido como Armagedom e traduzido como "Monte Megido"). Essa será a última batalha. Embora muitos se refiram à "guerra do Armagedom", o correto seria "batalha no Har-Maggedom", pois a guerra (no singular) é uma só desde o ano 70, e seu final será no Har-Maggedom.
Podemos destacar, na história, o holocausto pelo qual o povo yaohudi passou nas mãos dos nazistas, que sem dúvida foi orquestrado e dirigido por esse mesmo "príncipe", ainda como parte da guerra (no singular), além das muitas batalhas que Yaoshorul tem travado nos tempos atuais e que são noticiadas frequentemente.
Assim, ninguém pense se tratar de um ser humano, pois nenhum ser humano vive durante tanto tempo, mas sim de um ser espiritual maligno, um principado, que usa seres humanos, os quais não fazem parte do Corpo de YAOHUSHUA, ao longo da história, cuidando da manutenção dessa guerra (no singular), uma vez que a profecia das setenta semanas é exclusiva do povo yaohudi e somente referente a ele.

É muito interessante observarmos o emissário Yaohukhanan (João) afirmando: "... e todo espírito que não confessa a YAOHUSHUA não procede de YAOHUH UL; pelo contrário, este é o espírito do antimessias, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo". Na época em que Yaohukhanan escreveu sua primeira epístola, ele já afirmou que o espírito do antimessias já estava no mundo, ou em palavras mais claras, o "príncipe que há de vir" já tinha vindo e estava atuando desde aquela época, passando por todos os séculos até os nossos dias, e até o final da última semana da profecia de Dayanul. Não é possível entendermos esse "príncipe" como um ser humano, de forma alguma, mas compreendemos bem a profecia se entendermos que o "príncipe" é um ser espiritual maligno, um principado maligno, o qual já veio há milênios, e continua presente, e fará aliança com muitos durante a última semana, até que seja vencido por YAOHUSHUA ao final da última semana. Observe também que Yaohukhanan menciona que os destinatários de sua epístola já tinham conhecimento que o "príncipe" viria, pois tinham conhecimento da profecia de Dayanul e viram tudo se cumprindo conforme a profecia afirmou. 

Primeira e segunda metades da última semana

A profecia de Dayanul divide a última semana em duas partes iguais. Ela menciona que na metade da semana, ou seja, após três anos e meio, esse príncipe fará cessar o sacrifício e a oblação, o que nos evidencia que, a esse tempo, Yaoshorul já terá retomado seus antigos sacrifícios e oblações. É esperado, portanto, um retorno de Yaoshorul aos antigos sacrifícios de animais e as ofertas de manjares, o que requer a reconstrução do templo. Essa retomada dos sacrifícios poderá ocorrer mesmo antes do início da última semana, mas também poderá ocorrer na primeira metade da última semana. O fato é que, na metade da semana, o "príncipe" fará cessar o sacrifício e a oblação, quando então haverá larga proliferação de abominações, e produzirá desolação, o que durará mais três anos e meio, até o final da última semana.

Importante Alerta

Filadélfia e Laodicéia - Embora muitos interpretem as sete congregações mencionadas em Ranodgalut como apenas locais e temporais, localizadas fisicamente e temporalmente, certamente que o entendimento espiritual vai muito além disso. Minha visão dessas congregações são temporais no sentido de "ao longo do tempo", a não no sentido de "naquele tempo". Na visão e interpretação de "ao longo do tempo", podemos ver claramente duas congregações finais que chegarão à última semana, sendo uma delas levada no arrebatamento, e a outra deixada para disciplina. 

Acerca de Filadélfia, não há repreensão alguma, senão apenas alertas para cuidarmos do que temos, e promessa de que seremos guardados da hora da provação que virá sobre o mundo inteiro. Isso significa que seremos arrebatados no início da última semana, e seremos guardados da hora da provação.
Contudo, acerca de Laodicéia, a palavra é dura, e se refere a muitos que não têm se arrependido. Pessoas que não são frias e nem quentes, mas que apenas se contentam com sua vidinha religiosa medíocre, achando-se muito bem, rico, abastado, e que não precisa de coisa alguma. São esses os que não conseguem perceber sua própria infelicidade, sua condição miserável, sua pobreza, sua cegueira e sua nudez espiritual. Esses são os que acolhem YAOHUSHUA e crêem, mas não sentem e nem carregam nenhuma carga de responsabilidade sobre tão precioso conhecimento e revelação. Tratam o conhecimento de YAOHUSHUA como algo superficial e sem visão da enorme relevância que isso representa. Para esses foi escrito: "Aparte-se de toda injustiça aquele que professa o Nome YAOHUH". 

Ao longo dos anos tenho visto e percebido pessoas de ambas as congregações convivendo nos tempos atuais. Umas com um caráter transformado e centrado em YAOHUSHUA e na Sua vontade, e outros buscando ainda pequenas vitórias materiais e emocionais, envolvidos com o mundo e com as coisas que há no mundo, ainda com raízes muito arraigadas nessa vida. Vejo alguns barganhando com a verdade, procurando adapta-la aos seus velhos conceitos, vejo outros construindo seus "reinos próprios" e tentando fazer proselitismo, outros ainda colocando os seus próprios interesses acima dos interesses do Reino de YAOHUH UL, contrariando frontalmente o que YAOHUSHUA recomendou: "Buscai em primeiro lugar o Reino de YAOHUH UL e a Sua justiça, e tudo mais vos será acrescentado". Esses, infelizmente procuram acrescentar o tudo mais, para um dia buscarem o Reino de YAOHUH UL e a Sua justiça. São esses os que não buscam colírio para enxergarem, e em sua cegueira permanecem em suas religiosidades e coisas inúteis aos olhos de YAOHUH UL. Continuam ligados a rituais, lei, guarda de sábado, celebração de festas judaicas, uso de véu, e isso sem falar nos que recebem YAOHUSHUA, mas assim mesmo permanecem em suas igrejas evangélicas, como se tudo fosse a mesma coisa. Misturam o doce com o salgado, tornando-se abominação aos olhos de YAOHUH UL. Não é sem uma boa razão que YAOHUSHUA afirma que eles não são frios (porque crêem em YAOHUSHUA), mas também não são quentes, porque a verdade não ocupou todo o espaço do coração desses, pois há muito espaço ocupado com o mundo, com as coisas velhas, com a religiosidade, com os rituais, com a lei, com os aspectos judaizantes, com antigos conceitos, com antigos hábitos, enfim, sem um verdadeiro novo nascimento. 

As consequências de serem deixados, e terem de passar pela última semana, certamente será uma duríssima disciplina para esses, mas sempre na medida exata, porque YAOHUH UL assim determinou, e YAOHUSHUA proferiu essas palavras reveladas a Yaohukhanan em Ranodgalut (Apocalipse). Assim, você que ainda não está nem em Laodicéia e nem em Filadélfia, pois ainda não creu em YAOHUSHUA, o momento é esse, e o tempo é agora, e de entrar diretamente em Filadélfia, com o coração vazio do velho homem, para ser cheio da nova criatura em YAOHUSHUA. E você que percebe estar em Laodicéia, o momento também é esse, e o tempo é agora, de passar a Filadélfia por meio do despojar de tudo que é velho e que não comunga com a verdade em YAOHUSHUA, despojar-se de conceitos velhos, de religiosidade, de soberba, de hábitos, de rituais, de leis, de legalismo, de vestes, de shophar, de talit, de práticas passadas, porque em YAOHUSHUA tudo se fez novo.

É importante notar que, como falamos desde o princípio, a profecia se refere aos yaohudim (judaicos), e não aos goym (gentios). Nós vivemos no tempo atual aguardando a plenitude dos goym (gentios), tempo esse em que todos os eleitos dentre os goym (gentios) conhecerão e crerão em YAOHUSHUA. Ao final da plenitude dos goym (gentios), onde goym (gentios) e yaohudim (judaicos) formarão um só povo de YAOHUH UL (e os que se converteram já formam hoje), então YAOHUH UL voltará a tratar com os yaohudim não convertidos, o que se dará na última semana, em situação de enorme tribulação e flagelos. Para um maior entendimento, leia o estudo Yaohudim e Goym.

Ao observarmos o capítulo 12 do livro de Dayanul, lemos que: "...e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até aquele tempo; mas naquele tempo será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro". Aqui, novamente, a palavra se refere a "teu povo", ou seja, os yaohudim, o povo de Dayanul. Esse texto fala sobre um período de enorme tribulação como nunca houve antes, e afirma que todos os que forem achados inscritos no livro serão salvos. Essa é a redenção final de Yaoshorul, e como esse período de enorme tribulação começará com a quebra da aliança do "príncipe que há de vir", fazendo cessar o sacrifício e as ofertas de manjares, o que ocorrerá no meio da última semana; começará então essa enorme tribulação, com duração de três anos e meio, referido no verso 7 com as palavras: "...que isso seria depois de um tempo, dois tempos e metade de um tempo", facilmente compreensível como um ano, dois anos e metade de um ano, uma vez que se trata de um período de três anos e meio. 
No verso 11 é dito que: "depois do tempo em que o sacrifício diário for tirado, e posta a abominação desoladora, haverá ainda mil duzentos e noventa dias (três anos e meio finais). 

O que detém a manifestação do iníquo ?

Como diz a escritura: "Não vos recordais de que, ainda convosco, eu costumava dizer-vos estas coisas? E, agora, sabeis o que o detém, para que ele seja revelado somente em ocasião própria. Com efeito, a iniqüidade já opera, e aguarda somente que seja afastado Aquele que agora o detém; então, será, de fato, revelado o iníquo, a quem YAOHUSHUA matará com o sopro de Sua boca e o destruirá pela manifestação de Sua vinda. Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de ha-satan, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira, e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos" - 2Ts 2:5-10.
Ora, o que detém a manifestação do iníquo é o RUKHA ULHIM sobre a terra e em cada coração dos Yaohushuakhim. Ao sermos arrebatados, sendo esse arrebatamento operado pelo próprio RUKHA ULHIM, o Qual subirá conosco e nos entregará a YAOHUSHUA nos ares, tanto o RUKHA ULHIM como nós seremos ausentados desse mundo, abrindo então as portas para a manifestação do iníquo e da maior tribulação pela qual o mundo já passou. É nesse momento que tem início a septuagésima e última semana da profecia de Dayanul, onde por meio de enorme tribulação YAOHUH UL volta a tratar com Seu povo yaohudi não convertido. 

Resumo da sequência temporal da última semana e o que seguirá. Confira com a linha do tempo na figura apresentada anteriormente: 

- Yaohudim e Goym convertidos (mortos ressuscitados e os que estiverem vivos) são arrebatados por YAOHUSHUA para o encontro com Ele acima do firmamento, e permanência eterna com Ele.
- O RUKHA ULHIM, ha-Menaokhem, é quem operará nossa subida imediata ao encontro de YAOHUSHUA, se "ausentando", por assim dizer, da terra, como está hoje.
- A nossa partida, que será operada e acompanhada do RUKHA ULHIM, permitirá a manifestação do iníquo, o "príncipe que há de vir", que fará aliança com muitos por sete anos.
- Haverá paz na primeira metade da semana, quando todos dirão: Paz, Paz. - O príncipe que há de vir romperá o pacto no meio da última semana (três anos e meio).
- Enorme flagelo e desolação tomará conta do mundo. Iniciam-se os três anos e meio do período de grande tribulação.
- Muitos reconhecerão que foram deixados e ainda haverá conversões.
- YAOHUSHUA voltará junto com todos os salvos (a Sua Noiva, a Oholyao, que foi arrebatada e agora volta como esposa de YAOHUSHUA), e aniquilará o iníquo, estabelecendo o Seu Reino sobre a terra.
- Os que forem mortos decapitados por terem se convertido durante o governo do antimessias, ressuscitarão na vinda de YAOHUSHUA.
- YAOHUSHUA passa a reinar sobre a terra, com cetro de ferro, por um período de 1000 anos (milênio).
- Ainda haverá pessoas mortais sobre a terra, porque a terra jamais será destruída por completo, conforme promessa de YAOHUH UL na ocasião do dilúvio. - Ha-satan é solto para por à prova os que habitarem sobre a terra (mortais que não fazem parte dos salvos).
- Ha-satan é derrotado novamente e definitivamente.
- Ocorre a ressurreição dos ímpios, para ouvirem sentença condenatória no Juizo de YAOHUH UL. (Grande Trono Branco)
- Eternidade.

Comentários finais

- A prova de que haverá pessoas mortais sobre a terra, e que os tais não são parte dos salvos, mas apenas sobreviventes da grande tribulação, é que a escritura diz que YAOHUSHUA irá reinar com cetro de ferro, e obviamente os salvos não serão regidos com cetro de ferro, porque já estarão em tudo aperfeiçoados.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

PARA PENSAR!


Os homens tem dificuldade em acreditar que estamos vivendo nos últimos dias da história da Terra. A Bíblia diz em 2 Pedro 3:3-4 “Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores com zombaria andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação.” A vinda do anticristo é um sinal do fim. A Bíblia diz em 1 João 2:18 “Filhinhos, esta é a última hora; e, conforme ouvistes que vem o anticristo, já muitos anticristos se têm levantado; por onde conhecemos que é a última hora.” 
Que disse Jesus sobre quando o fim do mundo chegaría? A Bíblia diz em Mateus 24:14 “E este evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.” 
Nos últimos dias haverão homens fazendo-se passar por Jesus para nos enganar, A Bíblia diz em Mateus 24:23-24 “Se, pois, alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! ou: Ei-lo aí! não acrediteis; porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.” 
Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. A Bíblia diz em Mateus 24:29-30 “Logo depois da tribulação daqueles dias, escurecerá o sol, e a lua não dará a sua luz; as estrelas cairão do céu e os poderes dos céus serão abalados. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão vir o Filho do homem sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.” 
Em que condição moral estará a nossa sociedade nos últimos dias? A Bíblia diz em 2 Timóteo 3:1-5 “Sabe, porém, isto, que nos últimos dias sobrevirão tempos penosos; pois os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a seus pais, ingratos, ímpios, sem afeição natural, implacáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando-lhe o poder. Afasta- te também desses.” 
Um aumento em conhecimento e habilidade de viajar é um sinal dos últimos dias. A Bíblia diz em Daniel 12:4 “Tu, porém, Daniel, cerra as palavras e sela o livro, até o fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará.” 
Que outros sinais dos últimos dias menciona a Bíblia? A Bíblia diz em Lucas 21:25-26 “E haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; e sobre a terra haverá angústia das nações em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas. Os homens desfalecerão de terror, e pela expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto os poderes do céu serão abalados.” 
Conversaçôes sobre paz e segurança é outro sinal dos últimos dias. A Bíblia diz em 1 Tessalonicenses 5:2-3 “Porque vós mesmos sabeis perfeitamente que o dia do Senhor virá como vem o ladrão de noite; pois quando estiverem dizendo: Paz e segurança! então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão.” 
Que devem as pessoas fazer quando vêem estes sinais? A Bíblia diz em Mateus 24:42-44 “Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor; sabei, porém, isto: se o dono da casa soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa. Por isso ficai também vós apercebidos; porque numa hora em que não penseis, virá o Filho do homem.”

Pastor é preso por estuprar adolescente prometendo cura para câncer


O pastor da igreja Assembleia de Deus a Caminho do Céu Luciano Félix da Silva foi denunciado pelo Ministério Público estadual (MP) pelo estupro de uma adolescente. Ele consumou o fato prometendo a cura para um câncer inexistente. A igreja fica no município de Areal, na Região Serrana.
De acordo com a promotora de Justiça Maria de Lourdes Féo Polonio, a adolescente contou em depoimento que o pastor a abordou e disse que ela tinha um câncer e que isto havia sido revelado ao pastor por Deus. A cura, de acordo com Luciano, seria manter relações sexuais com ele. Ainda conforme a denúncia apresentada pelo MP, como a adolescente se negou a ter relações sexuais com o pastor, ele insistiu dizendo que a doença estava se agravando e se masturbou na frente dela, dizendo que a cura, entretanto, não seria completa. Em seguida, com a mão em cima de sua genitália, “orou” pela sua cura.
A promotoria do MP pediu a conversão da prisão de Luciano, detido desde segunda-feira, de temporária para preventiva e destacou que Luciano aproveitou a autoridade que exercia sobre a vítima, já que era pastor na igreja frequentada tanto pela menina como por sua família, para a prática do crime. Em caso de condenação, a pena pode chegar a 18 anos.



2 Timóteo 3:1-5 “Sabe, porém, isto, que nos últimos dias sobrevirão tempos penosos; pois os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a seus pais, ingratos, ímpios, sem afeição natural, implacáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando-lhe o poder. Afasta- te também desses.” 



domingo, 23 de setembro de 2012

É correto dizer que estamos debaixo da Cobertura Espiritual de outra pessoa?





Nestes últimos dias, os quais a Palavra de Deus nos alertou que seriam muito difíceis e que um de seus sinais é de que os homens seriam “egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem,traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder” (2 Tm 3:2-5), estamos vendo uma tremenda proliferação, sem precedentes, de denominações, facções e “tribos” no meio evangélico, cada uma andando em sua “visão” ou direção, algumas até declarando que são os portadores da única “visão” válida de Deus para os últimos dias.

Neste cenário aterrador e cheio de enganos e falsas doutrinas, soergueu-se uma expressão no meio cristão que é chamada de Cobertura Espiritual, a qual quer dizer, em termos bastante simplórios, que uma determinada pessoa ou ministério deve andar debaixo da “Cobertura”, ou proteção, ou direção espiritual de outra pessoa ou ministério. Muitos dos grandes “líderes” e ministérios que surgiram nos últimos vinte anos, têm se utilizado deste conceito de “Cobertura Espiritual”, o qual, como veremos no presente artigo, está sendo mal utilizado e, pior, tem servido apenas para que uns poucos homens dominem sobre muitos, dirigindo a vida das pessoas de forma até mesmo abusiva e fora da Palavra.

A primeira Palavra que nos utilizaremos, para embasar a presente tese, será o texto de Isaías 30, verso 1, vejamos: “Ai dos filhos rebeldes, diz o SENHOR, que tomaram conselho, mas não de mim! E que se cobriram com uma cobertura, mas não do meu Espírito, para acrescentarem pecado a pecado!”

Vejamos o conceito que está explícito no texto de Isaías, Deus considera como rebeldes os filhos que buscam uma cobertura diferente daquela que Ele gostaria de dar, através de Seu Espírito, diz de pessoas que buscaram conselho não do Senhor, mas de simples homens. Por isso, a Bíblia diz que eles acrescentaram pecado sobre pecado, ou seja, erro sobre erro. Quando buscamos simplesmente o conselho de outros homens, sem buscar o conselho supremo de Deus, através do Espírito Santo, acontece que os erros que existem na vida daquele homem, passam a ser os erros que vão pesar sobre a nossa vida. Quer um exemplo disso? Imagine um pastor que busque “cobertura espiritual” de outro pastor que seja adepto de uma doutrina ou direção que não é de acordo com a Palavra, os erros da sua “Cobertura” vão ser reproduzidos com “integridade” em seu ministério e na direção que ele vai passar para os seus liderados. Isto, acontece como um efeito cascata, onde as pessoas da ponta não têm o direito de questionar a “direção” de seu líder, tendo em vista que o conceito dominante é de que qualquer pessoa que não execute sem questionar é considerado imediatamente como rebelde e insubmisso. Por isso, ao buscarmos uma cobertura que não seja a do Espírito Santo, estamos apenas acrescentando pecado sobre pecado, ou erro sobre erro.

Por causa deste engano de procurar a cobertura espiritual de homens imperfeitos e impuros, passamos a temer muito mais estes homens, do que a Deus e incidimos no que está escrito no verso 13, do capítulo 29 de Isaías: “Porque o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim e, com a boca e com os lábios, me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim, e o seu temor para comigo consiste {só} em mandamentos de homens, em {ou que aprendeu de cor;} que foi instruído;” Daí, acabamos andando apenas de acordo com os mandamentos humanos e, embora pareça que estamos honrando ao Senhor com nossos lábios, na verdade estamos honrando e servindo muito mais à criatura do que ao Criador que é bendito eternamente, motivo pelo qual Deus nos entrega a um sentimento perverso e às paixões infames (Rm 1:25-26). Talvez seja por isso que estes homens da cobertura espiritual estejam tão preocupados em receber com tanta voracidade os dízimos e as primícias de seus comandados, para construírem seus castelos e viverem regaladamente com o dinheiro que deveria ser ministrado às viúvas, aos órfãos e aos pequeninos do Senhor.

Vejamos agora um fato sobre a história de Moisés, quando o mesmo estava sobrecarregado ministerialmente, no livro de Números, capítulo 11, vemos Moisés reclamar para Deus no verso 14: “eu sozinho não posso levar a todo este povo, porque muito pesado {é} para mim.”. Ao que diz o Senhor a ele nos versos 16 e 17: “E disse o SENHOR a Moisés: Ajunta-me setenta homens dos anciãos de Israel, de quem sabes que são anciãos do povo e seus oficiais; e os trarás perante a tenda da congregação, e ali se porão contigo. Então, eu descerei, e ali falarei contigo, e tirarei do Espírito que {está} sobre ti, e {o} porei sobre eles; e contigo levarão a carga do povo, para que tu sozinho {o} não leves.” É muito importante verificarmos o que está acontecendo nestes versos, pois Deus não disse a Moisés que constituísse os setenta anciãos e lhes desse cobertura espiritual, pelo contrário, Deus disse que iria TIRAR uma parte do Espírito Santo que estava sobre Moisés e Ele mesmo (Deus) o colocaria sobre os setenta, por causa disto, eles seriam também constituídos como ministros no meio do povo, para dividirem a carga de Moisés. Na seqüência deste episódio, o verso 25, demonstra bem esta questão: “Então, o SENHOR desceu na nuvem e lhe falou; e, tirando do Espírito que {estava} sobre ele, {o} pôs sobre aqueles setenta anciãos; e aconteceu que, quando o Espírito repousou sobre eles, profetizaram; mas, depois, nunca mais.”. Um fato interessante é o caso de dois homens haviam ficado no Arraial e que começaram a profetizar, ao ver isto, um moço do arraial foi dar notícia a Moisés, ao que Josué pediu para que este os proibisse de profetizar , vejamos a maravilhosa resposta dada a esta questão no verso 29: “Porém Moisés lhe disse: Tens tu ciúmes por mim? Tomara que todo o povo do SENHOR fosse profeta, que o SENHOR lhes desse o seu Espírito!”.

Um fato que devemos levar em consideração com relação a este episódio é de que naquele tempo o Espírito Santo ainda não havia sido derramado sobre toda a carne, como profetizado pelo profeta Joel, ainda era dado o Espírito sob medida, prova disso é o texto de João que fala a respeito de Jesus: “Porque aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus; pois não lhe dá Deus o Espírito por medida.” (Jo 3:34) E, ainda, o texto do livro de Atos dos Apóstolos: “Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, Os vossos jovens terão visões, E os vossos velhos terão sonhos; E também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e as minhas servas naqueles dias, e profetizarão;”

Tais textos bíblicos comprovam a uma, que o Espírito Santo seria derramado sobre toda carne, a duas, que todos (não só os cobertores espirituais) iram profetizar, ou seja, poder falar das coisas de Deus e compreender “O mistério que esteve oculto desde todos os séculos, e em todas as gerações, e que agora foi manifesto aos seus santos;” (Colossenses 1:26).

É possível que algum desses “apóstolos” ou “líderes” modernos poderiam argumentar em cima do texto de Números 12, versos 6 a 8, que Deus tinha um carinho especial com Moisés que falava com ele face a face, talvez algum desses líderes da “Cobertura Espiritual” tenham a pretensão de invocar este detalhe da história para dizerem que Deus fala com eles de modo especial e com seus “liderados” apenas em sonhos. Ora, para aqueles que têm tal pretensão de se acharem melhores do que os demais irmãos, basta lembrarmos aquele texto de Apocalipse segundo o qual todos aqueles que foram amados por Jesus e lavados por seu sangue, tiveram a honra de serem feitos “reis e sacerdotes para Deus e seu Pai; a ele glória e poder para todo o sempre. Amém.” (1:6) E, ainda, a profecia que se cumpriu em Cristo, descrita no livro de Hebreus 10:16: “Esta é a aliança que farei com eles Depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis em seus corações, E as escreverei em seus entendimentos; “.

Um outro exemplo do Antigo Testamento de que não devemos nos colocar debaixo da “cobertura espiritual” de um simples mortal é a história de Samuel. Quando este ainda era criança e estava debaixo da cobertura pastoral ou sob os cuidados do sacerdote Eli, ao qual Samuel servia no Templo, este ouviu a voz do Senhor no momento em que se preparava para dormir. O interessante é que Deus não falou com o “maioral” espiritual do Templo, falou com o pequenino Samuel, Eli apenas o orientou em como responder ao chamado de Deus e assim deveria ser a relação entre aqueles que estão na posição de pastores e seus liderados. O pior de tudo é que a Palavra de Deus revelada a Samuel era uma profecia contra a própria casa, ou autoridade, de Eli. Imaginem hoje em dia uma pequena ovelha chegando-se ao líder máximo de seu ministério dizendo que Deus lhe falou que sua casa está condenada. Se fosse um desses pastores modernos, com suas teorias sobre cobertura espiritual, com certeza ira querer dominar sobre a situação e iria dizer: “Isso não procede, Deus não falou comigo, você ainda é muito imaturo e não tem o discernimento que eu tenho para essas coisas.” Enfim, um desses grandes “líderes” da igreja moderna com certeza usaria de sua “autoridade” para calar a boca do pequeno profeta.

Talvez você esteja lendo este artigo e não esteja concordando com nada disso, mas peço que abra sua Bíblia no famoso Salmo 91, Deus me mostrou que este texto fala exatamente sobre cobertura espiritual quando afirma: “Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará. Direi do SENHOR: {Ele é} o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei. Porque ele te livrará do laço do passarinheiro {e} da peste perniciosa. Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas estarás seguro; a sua verdade é escudo e broquel.” Vejamos que a condição para sermos livres de todos os males descritos no mesmo Salmo é a de que estejamos não debaixo da “cobertura espiritual” de algum líder proeminente, nem que estejamos cobertos por pessoas especiais, mas que estejamos habitando dentro do esconderijo do Altíssimo e debaixo de sua sombra. Somente alguém que seja maior do que todo o universo é que pode cobrir nossas vidas, deixando-nos tranqüilos e protegidos. Alguém se lembra da expressão: sombra e água fresca? Fico maravilhado com o grand finale deste salmo: “Pois que tão encarecidamente me amou, também eu o livrarei; pô-lo-ei num alto retiro, porque conheceu o meu nome. Ele me invocará, e eu lhe responderei; {estarei} com ele na angústia; livrá-lo-ei e o glorificarei. Dar-lhe-ei abundância de dias e lhe mostrarei a minha salvação.”

Nós não precisamos conhecer e honrar o nome de pessoas comuns e tão pecadoras quanto nós mesmos, quanto precisamos aprender a conhecer e a glorificar o Nome que é sobre todo nome. Aliás, a nós ocidentais, falta este conceito tão sublime a respeito do Nome santo do Senhor. Um dos dez mandamentos é justamente que não devemos usar o Nome do Senhor em vão. Este nome em hebraico é IHVH (Jeová ou Javé). Aos judeus é mais fácil entender este conceito, pois eles são educados desde crianças a nem mesmo pronunciarem este nome, substituindo-o pelo termo Adonai, que significa Senhor. Algo como, na dúvida, não ultrapasse.

Diante de tais fatos e fundamentos, defendo veementemente que a expressão “cobertura espiritual” para definir o fato de uma pessoa estar debaixo da autoridade de outra pessoa que lhe seja mais proeminente, está absolutamente equivocada e tem produzido muitos males para o Corpo de Cristo. Talvez alguém defenda idéia diferente, dizendo que as pessoas devem estar debaixo da cobertura de outra pessoa bem sucedida ministerialmente, pois o “manto espiritual” que está sobre o líder, passaria automaticamente para o liderado. O grande problema disso é que também os erros e pecados do líder, acabam passando para o liderado, o qual apenas acumula pecado sobre pecado.

Deste modo, sugiro aos meus cooperadores que são líderes, pastores, bispos ou apóstolos que, ao invés de querer dominar sobre os outros, estabelecendo seu estilo e sua “visão” apostólica dos santos dos últimos dias, simplesmente passem a cuidar do pequeno rebanho do Senhor, pastoreando as ovelhinhas que andam por aí doentes, descaídas e sem ração. Mudemos esse termo “cobertura espiritual” para algo como “cobertura pastoral”, talvez ainda dê tempo de mudar toda essa loucura que entrou no coração dos homens que deveriam estar servindo na Casa do Senhor, ao invés de estarem viajando por todos os lados para estabelecerem suas bandeiras, doutrinas e denominações.

Quero encerrar este estudo lembrando as palavras do Apóstolo Paulo, em sua carta aos Coríntios: “Porque a respeito de vós, irmãos meus, me foi comunicado pelos da família de Cloe que há contendas entre vós. Quero dizer, com isso, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas, e eu, de Cristo. Está Cristo dividido? Foi Paulo crucificado por vós? Ou fostes vós batizados em nome de Paulo?” (I Co 1:11-13). Infelizmente este conceito é sempre esquecido por estes que querem dominar e mandar na vida de “seus discípulos”, e sempre escutamos aqui e ali, um dizendo eu sou de Paulo, o outro, eu de Apolo, e outros dizendo eu sou presbiteriano tradicional, outro renovado, outro assembleiano, batista, videirano, metodista etc. (são tantas divisões...) Melhor do que meramente pertencer a uma denominação e estar debaixo do jugo dos homens é ter a firme convicção de que fazemos parte do Corpo de Cristo e estamos debaixo da cobertura que só o Espírito Santo pode verdadeiramente nos dar. Acreditem, Ele ainda está no controle de seu verdadeiro Corpo.

O PROBLEMA DO MERCADO GOSPEL


O assunto do mercado gospel (expressão criada com o advento da “aceitação condicionada” do cristianismo no meio secular) e como deve a pessoa que se diz cristã lidar com ele, tem implicações, no mínimo, ainda bastante confusas.
Se tomarmos a vivência cristã como a autêntica tentativa (mesmo que às vezes falha) de imitar o Cristo, chegaremos rapidamente a entraves éticos que, não sei por qual motivo, ainda não foram enfrentados pela maioria cristã que diz pensar a vida.
Considerando que a postura verdadeiramente cristã é, repito, imitar o Cristo, indago: até que ponto estar inserido no mercado gospel, por meio de qualquer que seja a manifestação artística, não será considerado uma autêntica venda do evangelho?
Sim, não fechemos os olhos. Em torno de um cd/dvd evangélico lançado existe toda aquela conjuntura mercadológica que conhecemos, entremeada de contratos, promessas, quantias vultuosas acordadas, bem como as respectivas quebras de contratos, dissabores, aborrecimentos e todos aqueles elementos capazes de travestir a religião de mero negócio. Sem olvidar, também, há aqueles que já estipulam determinado valor, nada abaixo daquele valor, para apresentarem o evangelho através do talento que sabem executar muito bem.
Assim, por um lado, numa análise supostamente correta frente à vida de Jesus, uma banda musical ou artista que cobrasse determinado valor, nada menos que aquele valor, para fazer uma apresentação, não estaria coadunado com a mensagem/vida de Jesus, porquanto descaradamente estaria tratando o evangelho como negócio, na finalidade tão combatida de se auferir renda por meio da religião. Não estaria sendo humilde o suficiente para aceitar a proposta de Jesus em não tornar a sua existência, nem sua vivência espiritual, algo dissociado da pessoalidade, porque, sabemos, negócio é negócio, não se trata de pessoas. Estaria vendendo aquilo que auferiu gratuitamente.
De outro lado, numa análise mais detida, não estaríamos sendo corretos ao negligenciar o fato tão corriqueiro de músicos que vivem apenas de sua arte e que, dessa forma, procuram dar o melhor para suas famílias, como nós, os que lemos este texto, também fazemos, mesmo que por outros meios. Eles têm contas a pagar, esposas, filhos, e todo o gasto financeiro que isso implica. Negar ou não concordar com pagamento em dinheiro a pessoas que vivem da música e com você contratam, é, no mínimo, desumano, e, por conseguinte, anti-cristão.
Desta forma, como se posicionar? Há um bom tempo tenciono aplainar minhas conclusões em raciocínios ponderados, que formem a ponte entre os pólos radicalmente postos num debate. Portanto, nesse ponto aqui discutido, apelo para a consciência, fator tão repetido nas palavras de Paulo ao escrever a segunda carta aos coríntios.
A consciência de cada um é que irá valer. Isso de maneira alguma é abrir as portas para qualquer posicionamento afastado de uma justificativa plausível. Entendo apenas que os julgamentos cegamente objetivos, que partem da observação externa, ao menos nesse assunto, podem estar eivadas de vícios. Músico que é músico merece ser respeitado como profissional que é, porém, deve também respeitar os ditames éticos de sua fé. Deve saber identificar bem e se autolimitar (algo difícil de se fazer) frente àquela linha tênue que separa a pura ganância do direito inviolável de ser pago para sustentar a si e sua família.
De mais a mais, combate-se os valores absurdos. Julgo ser essa questão plenamente contornável se o artista souber abdicar de querer mais e sempre mais. Deve contentar-se com o necessário.
Agora a pergunte exsurge: e o que é o “necessário”? Isso não pode variar para cada pessoa, acabando por tornar inócuo esse conselho? Evidente. Mas aí é hora de olharmos para Jesus e julgarmos se ele assim faria caso estivesse no seu lugar.
Por fim, uma triste verdade. Ninguém, absolutamente ninguém, escapa ileso caso algum dia se torne celebridade (conceito talhado pelo meio secular e tomado pelos cristãos, claro, com roupagem nova). As consequências virão. É necessário acuidade ao almejar a fama, porque junto dela virão, inarredavelmente, todos os elementos capazes de fazerem nascer os piores vícios de alma que o ser humano pode conceber.
Há um preço muito alto a ser pago quando se deseja ingressar no chamado mercado gospel. Há um sacrifício de alma absurdo em ser rico, reconhecido e admirado.
“Eu que já não sou assim
Muito de ganhar
Junto as mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
Só pra viver em paz…”
(Los Hermanos, O Vencedor)
***
Fonte: Icono Blog.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Se há céu, há inferno


Não há dúvida – muitas pessoas hoje em dia acreditam no céu. Com a mania atual de ser “cristãos que nasceram de novo” vem muita conversa e muitos hinos sobre esse lugar. No entanto, uma pessoa não pode acreditar verdadeiramente no céu sem aceitar algumas conseqüências. Uma crença sobre o céu precisa de tudo que acompanha o conceito. Exatamente quem são os que verdadeiramente acreditam no céu – como são e no que acreditam?

Aqueles que acreditam no céu são os que acreditam em Deus. Não duvidam da sua onipotência (Apocalipse 19:6), onisciência (Salmo 139:7-12) e natureza eterna (Êxodo 3:13-14). Esse Deus é justo e verdadeiro (Apocalipse 15:3) e, enquanto é bom e manso (Mateus 5:45), também é severo e deve ser temido (2 Coríntios 5:11; Hebreus 12:29).

Aqueles que acreditam no céu aprenderam o uso correto da fé e da razão. Aceitaram os assuntos sobre o céu pela fé. Eles podem não ter certeza, ou nem saber de nada, sobre muitas coisas a respeito mas perguntas não respondidas e perguntas que não tem respostas até mesmo na ciência demonstram que todos devem “andar pela fé” (2 Coríntios 5:7). O próprio conceito do céu é razoável para aqueles que acreditam. Seu Deus tem demonstrado no passado sua vontade de recompensar a fidelidade (Josué 21:43-45) e lhes dá a mesma esperança (Hebreus 4:1-13).

O verdadeiro povo de céu é “voltado para o céu”. Devido ao seu relacionamento com Cristo (Colossenses 3:1-3), eles mantêm sua visão naquela meta distante (2 Coríntios 4:16-18) e vivem como estrangeiros numa terra estranha (Hebreus 11:13-16) enquanto buscam “o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Filipenses 3:14).

Com suas mentes nas “coisas lá do alto” essas pessoas que buscam ir para o céu vivem vidas piedosas. Elas sabem que falar e cantar sobre o céu é completamente diferente de viver de uma maneira digna de ir para lá. Elas vivem pela vontade de Deus (Mateus 7:21), e assim manifestam o fruto do Espírito (Gálatas 5:22-23) e as qualidades de cristãos (2 Pedro 1:5-7). Em contraste, evitam as obras da carne (Gálatas 5:19-21) e se abstêm de toda forma de mal (1 Tessalonicenses 5:22).

Aqueles que acreditam no céu também sabem que algum dia haverá uma ressurreição (João 11:24) quando Deus separará o justo do injusto (Mateus 25:31-33) e julgará os homens de acordo com suas obras (2 Coríntios 5: 10). Eles também sabem o que é que vem depois e como é terrível.

Aqueles que acreditam no céu acreditam verdadeiramente no inferno. Seu Deus preocupa-se com a situação difícil dos santos (Apocalipse 6:9-10). Eles sabem que pela misericórdia alguns verão o céu e por causa da justiça alguns conhecerão o inferno (Apocalipse 11:16-18; 16:4-7).

Acreditar em um (Mateus 25:34-40) é acreditar no outro (Mateus 25: 41-46), ter esperança num (Colossenses 1:5) é temer o outro (Mateus 10:28).

“...Vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo...Considerai, pois, a bondade e a severidade de Deus.” (João 5:28-29; Romanos 11:22)

Profetas verdadeiros ou falsos?


Estamos ouvindo os verdadeiros profetas ou os Falsos?

“Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo. Vocês podem reconhecer o Espírito de Deus deste modo: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne procede de Deus; mas todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus. Esse é o espírito do anticristo, acerca do qual vocês ouviram que está vindo, e agora já está no mundo. Filhinhos, vocês são de Deus e os venceram, porque aquele que está em vocês é maior do que aquele que está no mundo. Eles vêm do mundo. Por isso o que falam procede do mundo, e o mundo os ouve. Nós viemos de Deus, e todo aquele que conhece a Deus nos ouve; mas quem não vem de Deus não nos ouve. Dessa forma reconhecemos o Espírito da verdade e o espírito do erro.” (1 João 4:1-6)

1. Todos os tipos de pessoas afirmam ter uma "palavra" do Senhor.

A. João sabia que os falsos profetas estavam em movimento no início da igreja.
B. Antoinette Franks - A policial que assassinou uma família.
C. Há um grande perigo para os crentes ingênuos.
D. Deus nos chama a diligência em nossa busca de sua verdade.

2. A Palavra julga todas as outras palavras.

A. João escreveu que Jesus é o padrão da verdade.
B. A melhor maneira de mostrar que um pau é torto não é discutir sobre ele ou passar o tempo denunciando-o, mas, colocar um pau reto ao lado dele.
C. Reivindicações de um profeta sobre Jesus revelam o espírito por trás de suas palavras.
D. Podemos conhecer quem é Jesus!

3. Nós não estamos sozinhos na luta para discernir a verdade.

A. João assegurou a seus leitores que eles não precisam ter medo desta luta.
B. O mundo fez o seu melhor para destruir Jesus - até mesmo ao ponto de matá-lo. Mas ele se levantou vitorioso, e prometeu estar com seu povo para sempre.
C. O povo de Deus não vai enfrentar derrota final nas mãos do Inimigo.
D. O poder do Espírito de Deus está aqui para nos guiar na busca da verdade.

4. O espírito de um profeta pode ser revelado por seu apelo.

A. João deu um contraste final entre o falso e o verdadeiro profeta, com base em sua apelação.
B. Palavras que apelam para o espírito deste mundo devem ser rejeitadas como falso.
C. Quando passamos a pensar sobre isso, que é uma verdade óbvia. Como pode um homem cujo lema é a concorrência começar a entender uma ética cujo lema é o serviço? Como pode um homem cujo objetivo é a exaltação de si mesmo e que defende que o mais fraco deve ir para a parede, começar a entender um ensino cujo princípio para a vida é o amor? Como pode um homem que acredita que este é o único mundo e que, portanto, as coisas materiais são as únicas que interessam, começar a compreender a vida vivida à luz da eternidade, onde as coisas invisíveis são os maiores valores?
D. Ao ouvirmos a Palavra de Deus, podemos encontrar a verdade para guiar nossas vidas.

Conclusão:

O falso profeta rouba a Graça de Deus, aprisiona seus seguidores. Ele quer devorá-los, escravizá-los pelos sinais, propostas de curas e bem estar terreno. Note, jamais um falso profeta se valerá do Sermão do Monte (Mt 5) e ensinará aos seus fieis as bem aventuranças; jamais pregará Cristo crucificado; jamais pregará que temos algo melhor na glória celestial.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

CAIXINHA DE PROMESSAS: AS “VERDADES” SOLTAS QUE GERAM INVERDADES ETERNAS



Vocês logo entenderão a razão dessa contraindicação que venho fazer a vocês desta vez. Trata-se da ‘caixinha de (heresias) promessas’.
Algo inusitado me aconteceu essas semanas na minha casa. E foi algo que aumentou ainda o meu repúdio por tal método de utilização da palavra do Senhor.
Encontrei na minha casa um caixinha de promessas que ganhamos não me lembro de quem nem quando. E brincando com a minha irmã sobre a credibilidade das ‘promessas’ isoladas da mesma, e tirando os versículos que ‘serviriam’ pro meu ego ser massageado tive uma triste surpresa.Nela encontrei o seguinte versículo:
“Diz em seu coração: Não serei abalado, porque nunca me verei na adversidade.” (Salmo 9:27)
Na mesma hora eu travei. E fui correr na bíblia pra ver o que isso aí queria dizer. Pois sei que o coração é enganoso e os seus caminhos não são bons em si. Logo, percebi que o capítulo 9 de Salmos só vai até o versículo 20 (susto).
Esse foi o primeiro impacto que tive diante de tal heresia.
Então fui pesquisar na internet pra ver se esse versículo estava em outro lugar na bíblia. E ENCONTREI. Trata-se a referência “Salmo 10:6″.
Porém o segundo e maior impacto. O contexto em que o versículo se encontrava. Percebam: “Por que estás ao longe, SENHOR? Por que te escondes nos tempos de angústia? Os ímpios na sua arrogância perseguem furiosamente o pobre; sejam apanhados nas ciladas que maquinaram. Porque o ímpio gloria-se do desejo da sua alma; bendiz ao avarento, e renuncia ao SENHOR. Pela altivez do seu rosto o ímpio não busca a Deus; todas as suas cogitações são que não há Deus.
Os seus caminhos atormentam sempre; os teus juízos estão longe da vista dele, em grande altura, e despreza aos seus inimigos. Diz em seu coração: Não serei abalado, porque nunca me verei na adversidade.”
Salmos 10:1-6
O contexto bíblico quebra totalmente a ideia que a caixinha de heresia nos passa. O versículo isolado poderia enredar infinitas pregações neo pentecostais, fumaças, vitória carnal, massagem de ego e engrandecimento humano.
Dessa mesma forma, o contexto bíblico derruba as heresias de hoje. Daqueles que declaram algumas coisas fora de nexo e que inflam e estufam o seu peito dos soberbos. Do mesmo jeito que satanás tentou Jesus. Usando a própria palavra de Deus para tentar iludir. E foi replicado pelo uso correto da Palavra.
Por esta grave razão, eu indico que os irmãos destruam, incinerem, enterrem, sumam com alguma coisa do tipo (risos).
Busquemos o conhecimento na palavra!
Suspeitemos daquilo que parece nos engrandecer!
Joguemos no lixo todo aquele tipo de ensinamento que esteja fora do contexto da palavra do nosso Deus!
Texto de Walisson Alves (Lalu)