Portanto seres pensantes questionam e muito! Como os nossos irmãos de Beréia. Seria isso apavorante? Não, nem um pouco. Penso...logo existo! Para Descartes pensar é sinal de existência, no evangelho de hoje, quem pensa não consegue subsistir. "Penso, logo existo" (Descartes) "Não pense, faça o que eu digo" (Alto Clero Evangélico)
terça-feira, 17 de maio de 2011
A alma Católica dos Evangélicos no Brasil
Os evangélicos no Brasil nunca conseguiram se livrar totalmente da influência do Catolicismo Romano. Por séculos, o Catolicismo formou a mentalidade brasileira, a sua maneira de ver o mundo ("cosmovisão"). O crescimento do número de evangélicos no Brasil é cada vez maior – segundo o IBGE, seremos 40 milhões esse ano de 2006 – mas há várias evidências de que boa parte dos evangélicos não tem conseguido se livrar da herança católica.
É um fato que conversão verdadeira (arrependimento e fé) implica numa mudança espiritual e moral, mas não significa necessariamente uma mudança na maneira como a pessoa vê o mundo. Alguém pode ter sido regenerado pelo Espírito e ainda continuar, por um tempo, a enxergar as coisas com os pressupostos antigos. É o caso dos crentes de Corinto, por exemplo. Alguns deles haviam sido impuros, idólatras, adúlteros, efeminados, sodomitas, ladrões, avarentos, bêbados, maldizentes e roubadores. Todavia, haviam sido lavados, santificados e justificados "em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus" (1Co 6.9-11) sem que isso significasse que uma mudança completa de mentalidade houvesse ocorrido com eles. Na primeira carta que lhes escreve, Paulo revela duas áreas em que eles continuavam a agir como pagãos: na maneira grega dicotômica de ver o mundo dividido em matéria e espírito (que dificultava a aceitação entre eles das relações sexuais no casamento e a ressurreição física dos mortos – capítulos 7 e 15) e o culto à personalidade mantido para com os filósofos gregos (que logo os levou à formar partidos na igreja em torno de Paulo, Pedro, Apolo e mesmo o próprio Cristo – capítulos 1 a 4). Eles eram cristãos, mas com a alma grega pagã.
Da mesma forma, creio que grande parte dos evangélicos no Brasil tem a alma católica. Antes de passar às argumentações, preciso esclarecer um ponto. Todas as tendências que eu identifico entre os evangélicos como sendo herança católica, no fundo, antes de serem católicas, são realmente tendências da nossa natureza humana decaída, corrompida e manchada pelo pecado, que se manifestam em todos os lugares, em todos os sistemas e não somente no Catolicismo. Como disse o reformado R. Hooykas, famoso historiador da ciência, “no fundo, somos todos romanos” (Philosophia Liberta, 1957). Todavia, alguns sistemas são mais vulneráveis a essas tendências e as absorveram mais que outros, como penso que é o caso com o Catolicismo no Brasil. E que tendências são essas?
1) O gosto por bispos e apóstolos – Na Igreja Católica, o sistema papal impõe a autoridade de um único homem sobre todo o povo. A distinção entre clérigos (padres, bispos, cardeais e o papa) e leigos (o povo comum) coloca os sacerdotes católicos em um nível acima das pessoas normais, como se fossem revestidos de uma autoridade, um carisma, uma espiritualidade inacessível, que provoca a admiração e o espanto da gente comum, infundindo respeito e veneração. Há um gosto na alma brasileira por bispos, catedrais, pompas, rituais. Só assim consigo entender a aceitação generalizada por parte dos próprios evangélicos de bispos e apóstolos auto-nomeados, mesmo após Lutero ter rasgado a bula papal que o excomungava e queimá-la na fogueira. A doutrina reformada do sacerdócio universal dos crentes e a abolição da distinção entre clérigos e leigos ainda não permearam a cosmovisão dos evangélicos no Brasil, com poucas exceções.
2) A idéia que pastores são mediadores entre Deus e os homens – No Catolicismo, a Igreja é mediadora entre Deus e os homens e transmite a graça divina mediante os sacramentos, as indulgências, as orações. Os sacerdotes católicos são vistos como aqueles através de quem essa graça é concedida, pois são eles que, com as suas palavras, transformam, na Missa, o pão e o vinho no corpo e no sangue de Cristo; que aplicam a água benta no batismo para remissão de pecados; que ouvem a confissão do povo e pronunciam o perdão de pecados. Essa mentalidade de mediação humana passou para os evangélicos, com algumas poucas mudanças. Até nas igrejas chamadas históricas os crentes brasileiros agem como se a oração do pastor fosse mais poderosa do que a deles, e que os pastores funcionam como mediadores entre eles e os favores divinos. Esse ranço do Catolicismo vem sendo cada vez mais explorado por setores neopentecostais do evangelicalismo, a julgar por práticas já assimiladas como “a oração dos 318 homens de Deus”, “a prece poderosa do bispo tal”, “a oração da irmã fulana, que é profetisa”, etc.
3) O misticismo supersticioso no apego a objetos sagrados – O Catolicismo no Brasil, por sua vez influenciado pelas religiões afro-brasileiras, semeou misticismo e superstição durante séculos na alma brasileira: milagres de santos, uso de relíquias, aparições de Cristo e de Maria, objetos ungidos e santificados, água benta, entre outros. Hoje, há um crescimento espantoso entre setores evangélicos do uso de copo d’água, rosa ungida, sal grosso, pulseiras abençoadas, pentes santos do kit de beleza da rainha Ester, peças de roupa de entes queridos, oração no monte, no vale; óleos de oliveiras de Jerusalém, água do Jordão, sal do Vale do Sal, trombetas de Gideão (distribuídas em profusão), o cajado de Moisés... é infindável e sem limites a imaginação dos líderes e a credulidade do povo. Esse fenômeno só pode se explicado, ao meu ver, por um gosto intrínseco pelo misticismo impresso na alma católica dos evangélicos.
4) A separação entre sagrado e profano – No centro do pensamento católico existe a distinção entre natureza e graça idealizada e defendida por Tomás de Aquino, um dos mais importantes teólogos da Igreja Católica. Na prática, isso significou a aceitação de duas realidades co-existentes, antagônicas e freqüentemente irreconciliáveis: o sagrado, substanciado na Santa Igreja, e o profano, que é tudo o mais no mundo lá fora. Os brasileiros aprenderam durante séculos a não misturar as coisas: sagrado é aquilo que a gente vai fazer na Igreja: assistir Missa e se confessar. O profano – meu trabalho, meus estudos, as ciências – permanece intocado pelos pressupostos cristãos, separado de forma estanque. É a mesma atitude dos evangélicos. Falta-nos uma mentalidade que integre a fé às demais áreas da vida, conforme a visão bíblica de que tudo é sagrado. Por exemplo, na área da educação, temos por séculos deixado que a mentalidade humanista secularizada, permeada de pressupostos anticristãos, eduque os nossos filhos, do ensino fundamental até o superior, com algumas exceções. Em outros países os evangélicos têm tido mais sucesso em manter instituições de ensino que além de serem tão competentes como as outras, oferecem uma visão de mundo, de ciência, de tecnologia e da história oriunda de pressupostos cristãos. Numa cultura permeada pela idéia de que o sagrado e profano, a religião e o mundo, são dois reinos distintos e frequentemente antagônicos, não há como uma visão integral surgir e prevalecer a não ser por uma profunda reforma de mentalidade entre os evangélicos.
5) Somente pecados sexuais são realmente graves – A distinção entre pecados mortais e veniais feita pelo romanismo católico vem permeando a ética brasileira há séculos. Segundo essa distinção, pecados considerados mortais privam a alma da graça salvadora e condenam ao inferno, enquanto que os veniais, como o nome já indica, são mais leves e merecem somente castigos temporais. A nossa cultura se encarregou de preencher as listas dos mortais e dos veniais. Dessa forma, enquanto se pode aceitar a “mentirinha”, o jeitinho, o tirar vantagem, a maledicência, etc., o adultério se tornou imperdoável. Lula foi reeleito cercado de acusações de corrupção. Mas, se tivesse ocorrido uma denúncia de escândalo sexual, tenho dúvidas de que teria sido reeleito, ou que teria sido reeleito por uma margem tão grande. Nas igrejas evangélicas – onde se sabe pela Bíblia que todo pecado é odioso e que quem guarda toda a lei de Deus e quebra um só mandamento é culpado de todos – é raro que alguém seja disciplinado, corrigido, admoestado, destituído ou despojado por pecados como mentira, preguiça, orgulho, vaidade, maledicência, entre outros. As disciplinas eclesiásticas acontecem via de regra por pecados de natureza sexual, como adultério, prostituição, fornicação, adição à pornografia, homossexualismo, etc., embora até mesmo esses estão sendo cada vez mais aceitáveis aos olhos evangélicos. Mais um resquício de catolicismo na alma dos evangélicos?
O que é mais surpreendente é que os evangélicos no Brasil estão entre os mais anti-católicos do mundo. Só para ilustrar (e sem entrar no mérito dessa polêmica) o Brasil é um dos poucos países onde convertidos do catolicismo são rebatizados nas igrejas evangélicas. O anti-catolicismo brasileiro, todavia, se concentrou apenas na questão das imagens e de Maria, e em questões éticas como não fumar, não beber e não dançar. Não foi e não é profundo o suficiente para fazer uma crítica mais completa de outros pontos que, por anos, vêm moldando a mentalidade do brasileiro, como mencionei acima. Além de uma conversão dos ídolos e de Maria a Cristo, os brasileiros evangélicos precisam de conversão na mentalidade, na maneira de ver o mundo. Temos de trazer cativo a Cristo todo pensamento e não somente os nossos pecados. Nossa cosmovisão precisa também de conversão (2Coríntios 10.4-5).
Quando vejo o retorno de grandes massas ditas evangélicas às práticas medievais católicas de usar no culto a Deus objetos ungidos e consagrados, procurando para si bispos e apóstolos, imersas em práticas supersticiosas, me pergunto se, ao final das contas, o neopentecostalismo brasileiro não é, na verdade, um filho da Igreja Católica medieval, uma forma de neo-catolicismo tardio que surge e cresce em nosso país onde até os evangélicos têm alma católica.
Autor: Dr. Augustus Nicodemus
Fonte: http://tempora-mores.blogspot.com/2006/11/alma-catlica-dos-evanglicos-no-brasil.html
É um fato que conversão verdadeira (arrependimento e fé) implica numa mudança espiritual e moral, mas não significa necessariamente uma mudança na maneira como a pessoa vê o mundo. Alguém pode ter sido regenerado pelo Espírito e ainda continuar, por um tempo, a enxergar as coisas com os pressupostos antigos. É o caso dos crentes de Corinto, por exemplo. Alguns deles haviam sido impuros, idólatras, adúlteros, efeminados, sodomitas, ladrões, avarentos, bêbados, maldizentes e roubadores. Todavia, haviam sido lavados, santificados e justificados "em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus" (1Co 6.9-11) sem que isso significasse que uma mudança completa de mentalidade houvesse ocorrido com eles. Na primeira carta que lhes escreve, Paulo revela duas áreas em que eles continuavam a agir como pagãos: na maneira grega dicotômica de ver o mundo dividido em matéria e espírito (que dificultava a aceitação entre eles das relações sexuais no casamento e a ressurreição física dos mortos – capítulos 7 e 15) e o culto à personalidade mantido para com os filósofos gregos (que logo os levou à formar partidos na igreja em torno de Paulo, Pedro, Apolo e mesmo o próprio Cristo – capítulos 1 a 4). Eles eram cristãos, mas com a alma grega pagã.
Da mesma forma, creio que grande parte dos evangélicos no Brasil tem a alma católica. Antes de passar às argumentações, preciso esclarecer um ponto. Todas as tendências que eu identifico entre os evangélicos como sendo herança católica, no fundo, antes de serem católicas, são realmente tendências da nossa natureza humana decaída, corrompida e manchada pelo pecado, que se manifestam em todos os lugares, em todos os sistemas e não somente no Catolicismo. Como disse o reformado R. Hooykas, famoso historiador da ciência, “no fundo, somos todos romanos” (Philosophia Liberta, 1957). Todavia, alguns sistemas são mais vulneráveis a essas tendências e as absorveram mais que outros, como penso que é o caso com o Catolicismo no Brasil. E que tendências são essas?
1) O gosto por bispos e apóstolos – Na Igreja Católica, o sistema papal impõe a autoridade de um único homem sobre todo o povo. A distinção entre clérigos (padres, bispos, cardeais e o papa) e leigos (o povo comum) coloca os sacerdotes católicos em um nível acima das pessoas normais, como se fossem revestidos de uma autoridade, um carisma, uma espiritualidade inacessível, que provoca a admiração e o espanto da gente comum, infundindo respeito e veneração. Há um gosto na alma brasileira por bispos, catedrais, pompas, rituais. Só assim consigo entender a aceitação generalizada por parte dos próprios evangélicos de bispos e apóstolos auto-nomeados, mesmo após Lutero ter rasgado a bula papal que o excomungava e queimá-la na fogueira. A doutrina reformada do sacerdócio universal dos crentes e a abolição da distinção entre clérigos e leigos ainda não permearam a cosmovisão dos evangélicos no Brasil, com poucas exceções.
2) A idéia que pastores são mediadores entre Deus e os homens – No Catolicismo, a Igreja é mediadora entre Deus e os homens e transmite a graça divina mediante os sacramentos, as indulgências, as orações. Os sacerdotes católicos são vistos como aqueles através de quem essa graça é concedida, pois são eles que, com as suas palavras, transformam, na Missa, o pão e o vinho no corpo e no sangue de Cristo; que aplicam a água benta no batismo para remissão de pecados; que ouvem a confissão do povo e pronunciam o perdão de pecados. Essa mentalidade de mediação humana passou para os evangélicos, com algumas poucas mudanças. Até nas igrejas chamadas históricas os crentes brasileiros agem como se a oração do pastor fosse mais poderosa do que a deles, e que os pastores funcionam como mediadores entre eles e os favores divinos. Esse ranço do Catolicismo vem sendo cada vez mais explorado por setores neopentecostais do evangelicalismo, a julgar por práticas já assimiladas como “a oração dos 318 homens de Deus”, “a prece poderosa do bispo tal”, “a oração da irmã fulana, que é profetisa”, etc.
3) O misticismo supersticioso no apego a objetos sagrados – O Catolicismo no Brasil, por sua vez influenciado pelas religiões afro-brasileiras, semeou misticismo e superstição durante séculos na alma brasileira: milagres de santos, uso de relíquias, aparições de Cristo e de Maria, objetos ungidos e santificados, água benta, entre outros. Hoje, há um crescimento espantoso entre setores evangélicos do uso de copo d’água, rosa ungida, sal grosso, pulseiras abençoadas, pentes santos do kit de beleza da rainha Ester, peças de roupa de entes queridos, oração no monte, no vale; óleos de oliveiras de Jerusalém, água do Jordão, sal do Vale do Sal, trombetas de Gideão (distribuídas em profusão), o cajado de Moisés... é infindável e sem limites a imaginação dos líderes e a credulidade do povo. Esse fenômeno só pode se explicado, ao meu ver, por um gosto intrínseco pelo misticismo impresso na alma católica dos evangélicos.
4) A separação entre sagrado e profano – No centro do pensamento católico existe a distinção entre natureza e graça idealizada e defendida por Tomás de Aquino, um dos mais importantes teólogos da Igreja Católica. Na prática, isso significou a aceitação de duas realidades co-existentes, antagônicas e freqüentemente irreconciliáveis: o sagrado, substanciado na Santa Igreja, e o profano, que é tudo o mais no mundo lá fora. Os brasileiros aprenderam durante séculos a não misturar as coisas: sagrado é aquilo que a gente vai fazer na Igreja: assistir Missa e se confessar. O profano – meu trabalho, meus estudos, as ciências – permanece intocado pelos pressupostos cristãos, separado de forma estanque. É a mesma atitude dos evangélicos. Falta-nos uma mentalidade que integre a fé às demais áreas da vida, conforme a visão bíblica de que tudo é sagrado. Por exemplo, na área da educação, temos por séculos deixado que a mentalidade humanista secularizada, permeada de pressupostos anticristãos, eduque os nossos filhos, do ensino fundamental até o superior, com algumas exceções. Em outros países os evangélicos têm tido mais sucesso em manter instituições de ensino que além de serem tão competentes como as outras, oferecem uma visão de mundo, de ciência, de tecnologia e da história oriunda de pressupostos cristãos. Numa cultura permeada pela idéia de que o sagrado e profano, a religião e o mundo, são dois reinos distintos e frequentemente antagônicos, não há como uma visão integral surgir e prevalecer a não ser por uma profunda reforma de mentalidade entre os evangélicos.
5) Somente pecados sexuais são realmente graves – A distinção entre pecados mortais e veniais feita pelo romanismo católico vem permeando a ética brasileira há séculos. Segundo essa distinção, pecados considerados mortais privam a alma da graça salvadora e condenam ao inferno, enquanto que os veniais, como o nome já indica, são mais leves e merecem somente castigos temporais. A nossa cultura se encarregou de preencher as listas dos mortais e dos veniais. Dessa forma, enquanto se pode aceitar a “mentirinha”, o jeitinho, o tirar vantagem, a maledicência, etc., o adultério se tornou imperdoável. Lula foi reeleito cercado de acusações de corrupção. Mas, se tivesse ocorrido uma denúncia de escândalo sexual, tenho dúvidas de que teria sido reeleito, ou que teria sido reeleito por uma margem tão grande. Nas igrejas evangélicas – onde se sabe pela Bíblia que todo pecado é odioso e que quem guarda toda a lei de Deus e quebra um só mandamento é culpado de todos – é raro que alguém seja disciplinado, corrigido, admoestado, destituído ou despojado por pecados como mentira, preguiça, orgulho, vaidade, maledicência, entre outros. As disciplinas eclesiásticas acontecem via de regra por pecados de natureza sexual, como adultério, prostituição, fornicação, adição à pornografia, homossexualismo, etc., embora até mesmo esses estão sendo cada vez mais aceitáveis aos olhos evangélicos. Mais um resquício de catolicismo na alma dos evangélicos?
O que é mais surpreendente é que os evangélicos no Brasil estão entre os mais anti-católicos do mundo. Só para ilustrar (e sem entrar no mérito dessa polêmica) o Brasil é um dos poucos países onde convertidos do catolicismo são rebatizados nas igrejas evangélicas. O anti-catolicismo brasileiro, todavia, se concentrou apenas na questão das imagens e de Maria, e em questões éticas como não fumar, não beber e não dançar. Não foi e não é profundo o suficiente para fazer uma crítica mais completa de outros pontos que, por anos, vêm moldando a mentalidade do brasileiro, como mencionei acima. Além de uma conversão dos ídolos e de Maria a Cristo, os brasileiros evangélicos precisam de conversão na mentalidade, na maneira de ver o mundo. Temos de trazer cativo a Cristo todo pensamento e não somente os nossos pecados. Nossa cosmovisão precisa também de conversão (2Coríntios 10.4-5).
Quando vejo o retorno de grandes massas ditas evangélicas às práticas medievais católicas de usar no culto a Deus objetos ungidos e consagrados, procurando para si bispos e apóstolos, imersas em práticas supersticiosas, me pergunto se, ao final das contas, o neopentecostalismo brasileiro não é, na verdade, um filho da Igreja Católica medieval, uma forma de neo-catolicismo tardio que surge e cresce em nosso país onde até os evangélicos têm alma católica.
Autor: Dr. Augustus Nicodemus
Fonte: http://tempora-mores.blogspot.com/2006/11/alma-catlica-dos-evanglicos-no-brasil.html
Ultimos dias!
Homem diz que é Jesus Cristo
Para completar, a mulher do cara vive como se fosse Maria Madalena
Um casal que mora no Cinturão Cristão de Queensland, na Austrália, diz ser a reencarnação de Jesus Cristo e Maria Madalena. Alan John Miller, 47 anos, e Mary Suzanne, 32, vivem em uma propriedade rural em Wilkesdale. "Meu nome é Jesus e estou falando sério", declarou Alan ao jornal Courier Mail.
"Jesus" comprou um terreno de 16 hectares em 2007 e, desde então, os seus seguidores compraram propriedades na vizinhança. Como vivem de doações, os religiosos da Verdade Divina arrecadam contribuições que chegam a R$ 690 mil e já adquiriram um terreno de 240 hectares, onde os cultos são realizados. Numa coincidência, o desmatamento do terreno acabou criando uma cruz gigante, mas os moradores dizem que não foi proposital.
Fonte:http://one.meiahora.com/noticias/homem-diz-que-e-jesus-cristo_2972.html
Falsos Cristos
Jesus preveniu-nos que nos últimos dias, haveríam falsos Cristos que se fariam passar por o Messias e pretender ser o salvador do mundo. A Bíblia diz em Mateus 24:4-5 “Respondeu-lhes Jesus: Acautelai-vos, que ninguém vos engane. Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; a muitos enganarão.”
Jesus preveniu-nos que um dos sinais que acontecería no final dos tempos, antes da sua Segunda Vinda, sería a aparência dos cristos falsos . A Bíblia diz em Mateus 24:23-26 “Se, pois, alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! ou: Ei-lo aí! não acrediteis; porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Eis que de antemão vo-lo tenho dito. Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto; não saiais; ou: Eis que ele está no interior da casa; não acrediteis.”
Paulo avisa aos Cristãos que tenham cuidado com os apóstolos falsos que pregam sobre um Jesus que não é o verdadeiro Jesus da Bíblia. A Bíblia diz em 2 Coríntios 11:3-4 “Mas temo que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos entendimentos e se apartem da simplicidade e da pureza que há em Cristo. Porque, se alguém vem e vos prega outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, de boa mente o suportais!”
A quem realmente estão servindo os seguidores do outro jesus? A Bíblia diz em 2 Coríntios 11:13-15 “Pois os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, disfarçando-se em apóstolos de Cristo. E não é de admirar, porquanto o próprio Satanás se disfarça em anjo de luz. Não é muito, pois, que também os seus ministros se disfarcem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras.”
Antes da Segunda Vinda de Jesus, um grande cristo falso aparacerá de uma forma visível na terra. A Bíblia diz em 2 Tessalonicenses 2:3-4 “Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição, aquele que se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, de sorte que se assenta no santuário de Deus, apresentando-se como Deus.”
Que acontecerá a este falso cristo, e como o reconheceremos? A Bíblia diz em 2 Tessalonicenses 2:8-10 “E então será revelado esse iníquo, a quem o Senhor Jesus matará como o sopro de sua boca e destruirá com a manifestação da sua vinda; a esse iníquo cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás com todo o poder e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para serem salvos.”
Trágicamente, os que seguem os cristos falsos pensam que são crentes genuinos activos no trabalho de Cristo. A Bíblia diz em Mateus 7:22-23 “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramemnte: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.”
Jesus preveniu-nos que um dos sinais que acontecería no final dos tempos, antes da sua Segunda Vinda, sería a aparência dos cristos falsos . A Bíblia diz em Mateus 24:23-26 “Se, pois, alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! ou: Ei-lo aí! não acrediteis; porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Eis que de antemão vo-lo tenho dito. Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto; não saiais; ou: Eis que ele está no interior da casa; não acrediteis.”
Paulo avisa aos Cristãos que tenham cuidado com os apóstolos falsos que pregam sobre um Jesus que não é o verdadeiro Jesus da Bíblia. A Bíblia diz em 2 Coríntios 11:3-4 “Mas temo que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos entendimentos e se apartem da simplicidade e da pureza que há em Cristo. Porque, se alguém vem e vos prega outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, de boa mente o suportais!”
A quem realmente estão servindo os seguidores do outro jesus? A Bíblia diz em 2 Coríntios 11:13-15 “Pois os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, disfarçando-se em apóstolos de Cristo. E não é de admirar, porquanto o próprio Satanás se disfarça em anjo de luz. Não é muito, pois, que também os seus ministros se disfarcem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras.”
Antes da Segunda Vinda de Jesus, um grande cristo falso aparacerá de uma forma visível na terra. A Bíblia diz em 2 Tessalonicenses 2:3-4 “Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição, aquele que se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, de sorte que se assenta no santuário de Deus, apresentando-se como Deus.”
Que acontecerá a este falso cristo, e como o reconheceremos? A Bíblia diz em 2 Tessalonicenses 2:8-10 “E então será revelado esse iníquo, a quem o Senhor Jesus matará como o sopro de sua boca e destruirá com a manifestação da sua vinda; a esse iníquo cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás com todo o poder e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para serem salvos.”
Trágicamente, os que seguem os cristos falsos pensam que são crentes genuinos activos no trabalho de Cristo. A Bíblia diz em Mateus 7:22-23 “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramemnte: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.”
segunda-feira, 16 de maio de 2011
quinta-feira, 12 de maio de 2011
quarta-feira, 11 de maio de 2011
A Indústria dos Dízimos e das Ofertas
Não acho que seja importante falar do dízimo judaico, ele era uma espécie de “imposto” ou tributo para aquele povo, tanto que eles tinham vários tipos de dízimos durante o ano e alguns de três em três anos e outros de sete em sete anos. Se quisermos seguir esse tipo de lei precisamos nos converter ao judaísmo.
Quero falar a partir daqui: Foi no século IV que a prática do dízimo se estabeleceu firmemente na tradição cristã, embora no segundo e terceiro séculos ela já estava presente na igreja. No século VI o dízimo tornou-se uma obrigação legal para os cristãos, sob pena de excomunhão e castigo. No século XIII o dízimo era quase universalmente praticado em toda a cristandade. A combinação de imposto da igreja e de imposto do estado, impôs enormes encargos econômicos sobre as pessoas.
A literatura do Novo Testamento não diz praticamente nada sobre o dízimo. As duas únicas referências que Jesus faz ao dízimo não é nada elogiosa; em vez disso soa como um alarme sobre o sistema do dízimo como um imposto pesado ao povo. Jesus não poderia falar contra o dízimo por ele ser um “imposto” da lei, e toda a comunidade religiosa da época “pagava” esse imposto.
Na falta de mais comentários de Jesus sobre o dízimo e do silêncio total do Apóstolo Paulo sobre o assunto, ambos se manifestaram de maneira marcante na ênfase ao dinheiro e as posses. Essas foram algumas das razões pela quais os reformadores protestantes criticaram o dízimo exigido pelas igrejas na época da reforma.
O próprio Jesus não era um dizimista. Ele não tinha nenhuma renda. Tanto que quando os coletores de imposto do templo vieram cobrá-lo, Jesus teve que mandar Pedro para obter
algum dinheiro, e esse dinheiro não veio de um tesouro da igreja, nem dos dízimos ou ofertas que as pessoas poderiam dar para Jesus, mas veio de um peixe - Mateus 17:27.
A única vez que Jesus disse algo sobre o dízimo foi quando ele argumentou que o dízimo não era suficiente: “Ai de vocês, fariseus, porque dão a Deus o dízimo da hortelã, da arruda e de toda a sorte de hortaliças, mas desprezam a justiça e o amor de Deus! Vocês deviam praticar estas coisas, sem deixar de fazer aquelas”. - Lucas 11:42.
Na verdade, Jesus nunca falou contra o dízimo, mas disse que ninguém deveria dar o dízimo antes de ser misericordioso com seu próximo. O que os fariseus faziam era simples: Eles entregavam o dízimo como um pagamento à Deus para se sentirem livres de amarem as pessoas e se preocuparem com a carência financeira dos outros. Viravam as costas para os necessitados, mas davam todos os dízimos. Jesus disse aos fariseus: “não há mal algum em vocês darem o dízimo, mas se preocupem com as pessoas em justiça e em amor de Deus por todos. Porque ai de vocês fariseus que dão a Deus o dízimo de tudo mas se esquecem dos seus irmãos.”
Em primeiro lugar, Deus não precisa do seu dinheiro, mas você não deve precisar mais do seu dinheiro do que de Deus.
Em segundo lugar, dando o dízimo você não deve pensar que está “devolvendo ou pagando” algo à Deus. Entregar o dízimo não é parte de sua caminhada diária com Deus, mas apenas demonstra para você, não para os outros ou para alguma instituição religiosa, que você não é apegado ao dinheiro.
Em terceiro lugar, o dízimo como uma disciplina espiritual pode realmente mover você para níveis mais profundos de fé e de consciência do cuidado de Deus pela sua vida.
Em quarto lugar, quem se torna dizimista por amor, não por obrigação ou por força da religião não desiste mais porque encontram nele uma forma de desapego ao dinheiro.
Em quinto lugar, jamais dê o dízimo entes de alcançar as necessidades financeiras dos seus irmãos. Ofertas e dízimos não devem vir antes do que pessoas. Lembre-se do que Jesus falou: “Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta” - Mateus 5:23-24.
Tanto Deus não quer a oferta e o dízimos de pessoas que têm pendências com seus irmãos, quanto não as quer quando você não consegue ver a necessidade do seu próximo antes de levar dinheiro para a igreja. É claro que muitas igrejas discordam disso, algumas congregações estão mais preocupadas em suprirem suas necessidades de aluguéis, folhas de pagamentos de funcionários do que alcançarem as necessidades dos membros das suas comunidades. Isso deve ser triste para Deus. Ver que as dívidas da igreja foram colocas na frente da fome dos seus membros.
Uma das atitudes primordiais que encontramos na igreja de Atos dos Apóstolos era que eles vendiam suas propriedades e repartiam entre si, não entre a instituição, mas entre as pessoas, de modo que não existiam necessitados entre eles. Não é admissível que uma igreja gaste dinheiro com tijolos e concreto e não com comida para as pessoas que têm fome entre eles “Todos os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum. Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade. Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do templo. Partiam o pão em suas casas, e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração, louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo. E o Senhor lhes acrescentava todos os dias os que iam sendo salvos” Atos 2:44-47. Veja que a igreja não tinha um templo próprio, ela se reunia no pátio do templo judaico e depois compartilhava na casa dos irmãos onde partiam o pão uns com os outros.
Sempre me perguntei como um pastor sente-se chegando na igreja com um carro que custa mais de 50 mil reais e encontra seus membros, irmãos dele, chegando de chinelo, suados, cheios de necessidades financeiras e ainda esse pastor tem coragem de incentivar seus pobres irmãos a darem ofertas e dízimos. Isso acontece quando o coração do pastor está nas regras da religião e não nas ovelhas, nosso coração precisa estar no rebanho, nas vidas, nas almas e não na arrecadação de recursos para comprar carros de luxo, tijolos, concretos, terrenos, jóias para as esposas e conforto para eles mesmos. Porque é isso que eles fazem com os dízimos e ofertas, usam para o seu prazer e não para encontrar a necessidade uns dos outros.
Contribua quando você encontrar uma comunidade que se importa com as pessoas, não com as construções materiais. Um grupo que cuida um dos outros, dos jovens, das crianças, das viúvas, dos idosos, daqueles que participam do pão de Cristo com eles e precisam de pão em suas mesas.
Contribua quando você perceber que no grupo que você participa não tenha enriquecimento da liderança, porque quem contribui com uma liderança corrupta não é a Deus que contribui, mas ao diabo que dá o seu dinheiro. “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo” - Tiago 1:27.
O dízimo hoje tem servido de alívio para muitos religiosos, é um dos frutos da arrogância humana, eles não querem ajudar uns aos outros, não se importam com seus irmãos e tão pouco amam uns aos outros. Questionados eles sempre argumentam: “Eu já dou o meu dízimo e minhas ofertas, já faço a minha parte” Isso é uma maneira hipócrita de comprar a salvação e tirar algum peso dos seus ombros. Trazer ofertas e dízimos para a igreja é uma maneira de dizer: “Vocês oram por mim e eu pago vocês” Mas não é isso que Deus quer, a instituição se mantém feliz com essa postura, porque muitas organizações são bancos, tratam o evangelho de Cristo como um instrumento monetário e não de amor.
O dinheiro não é a moeda do reino de Deus, mas sim no reino do mundo. As únicas pessoas para quem o dinheiro é popular são para os sonegadores, ladrões, traficantes, comerciantes e para as igrejas. Jesus ficaria contente com a maneira que estamos mantendo a igreja e esquecendo nossos irmãos necessitados?
A MORDOMIA
Muitos dizem que somos “mordomos de Deus”. A ideia de sermos guardiões da terra é outro sintoma da arrogância humana. Imagine-se com a tarefa de supervisionar seu corpo. Você se acha capaz de fazer os seus rins funcionarem? Você pode controlar a remoção de resíduos do seu corpo? Você está consciente do fluxo de sangue através das suas artérias? Você está controlando a perda de uma centena de milhares de células da sua pele neste minuto? Você sabe quantos fios de cabelos possui e tem o controle sobre eles? A idéia de que somos conscientes para cuidar de um sistema tão grande e misterioso é ridícula. Imaginem, não podemos controlar nosso corpo, porque achamos que podemos controlar as riquezas da terra em nome de Deus? Como se ele se importasse com essas riquezas, não é o corpo mais do que as roupas? Perguntou Jesus. No entanto, algum pastor que deve ser muito íntimo das riquezas, resolveu inventar um absurdo desses simplesmente para justificar o fato dele estar nadando em dinheiro de dízimos e ofertas.
Se alguém é chamado para ser “mordomo” de Deus, ele é chamado para administrar, para produzir os resultados mais benéficos para a comunidade e não para si mesmo, porque ninguém que lidera para Deus lidera para si, mas para servir aos outros. O primeiro exemplo de um líder levantando por Deus é uma vida íntegra e modesta, que glorifica a Deus e não ostenta as riquezas; aliás que ninguém enriqueça com o Evangelho de Cristo. O primeiro homem a ganhar dinheiro com Jesus foi Judas.
Os pastores comprometidos com o dinheiro me diriam: “Mas a igreja não é uma instituição filantrópica para ajudar os pobres” Eu por outro lado diria a eles: “Então se não é uma instituição de filantropia, porque a igreja não paga impostos ao governo?” Eles rebateriam: “A igreja tem uma missão de tirar as pessoas dos vícios, da morte e levá-las ao encontro de Jesus” Outra vez eu diria: “E quem encontra Jesus e fica sem comida, vocês chamam de irmãos, mas deixam seus irmãos passarem fome, dificuldades, miséria, e preferem comprar carros e casas de luxos para vocês” Eles diriam ainda mais: “Ofertas e dízimos são dadas para a manutenção dos templos” Eu continuaria a afronta: “Não são as pessoas o templo de Deus?”. Eles diriam ainda: “Não podemos ajudar a todos” Eu diria: “Então é justo um irmão passar necessidade enquanto pastores nadam no dinheiro? Que amor é esse que ama e não ajuda?” Eles dirão ainda: “Quem quiser deve ajudar aos necessitados, mas o dinheiro tem que vir para a igreja” Eu ainda digo: “Mas além dos pastores que enriquecem com as ofertas e dízimos, quem mais a igreja ajuda?” A discussão continuaria por horas; mas se existisse amor, o amor que Jesus nos ensinou, as regras das ofertas e dízimos não seriam colocadas na frente das necessidades das pessoas.
Eu creio que os aspectos fundamentais para qualquer doação em igrejas, seja ela dízimo ou ofertas são estas:
- Que seja doado de coração e não por regras;
- Que seja feito em secreto;
- Que seja feito observando se as necessidades dos nossos irmãos e amigos foram alcançadas antes de se doar para a igreja;
- Que não haja impedimento de amor, alegria e comunhão entre as pessoas da mesma comunidade. Se houver, que antes seja resolvido e depois a oferta entregue;
- Quem ninguém que doa se ache “pagador” de nada, mas que tudo seja doado por gratidão e não por retribuição;
- Que ninguém na comunidade enriqueça com os dízimos e as ofertas, mas que sirva para o sustento das suas necessidades com humildade e respeito uns aos outros;
- Que as pessoas sejam alcançadas em suas necessidades, antes de templos e bens materiais serem adquiridos para a instituição;
- Que ninguém deixe de dar por apego ao dinheiro;
- Que ninguém se ache “mordomo” de Deus para cuidar dos bens financeiros dele;
- Que todos cuidem uns dos outros em amor, achando sempre os outros superiores a si mesmos e querendo para os outros, tudo aquilo que desejam para si.
Quero falar a partir daqui: Foi no século IV que a prática do dízimo se estabeleceu firmemente na tradição cristã, embora no segundo e terceiro séculos ela já estava presente na igreja. No século VI o dízimo tornou-se uma obrigação legal para os cristãos, sob pena de excomunhão e castigo. No século XIII o dízimo era quase universalmente praticado em toda a cristandade. A combinação de imposto da igreja e de imposto do estado, impôs enormes encargos econômicos sobre as pessoas.
A literatura do Novo Testamento não diz praticamente nada sobre o dízimo. As duas únicas referências que Jesus faz ao dízimo não é nada elogiosa; em vez disso soa como um alarme sobre o sistema do dízimo como um imposto pesado ao povo. Jesus não poderia falar contra o dízimo por ele ser um “imposto” da lei, e toda a comunidade religiosa da época “pagava” esse imposto.
Na falta de mais comentários de Jesus sobre o dízimo e do silêncio total do Apóstolo Paulo sobre o assunto, ambos se manifestaram de maneira marcante na ênfase ao dinheiro e as posses. Essas foram algumas das razões pela quais os reformadores protestantes criticaram o dízimo exigido pelas igrejas na época da reforma.
O próprio Jesus não era um dizimista. Ele não tinha nenhuma renda. Tanto que quando os coletores de imposto do templo vieram cobrá-lo, Jesus teve que mandar Pedro para obter
algum dinheiro, e esse dinheiro não veio de um tesouro da igreja, nem dos dízimos ou ofertas que as pessoas poderiam dar para Jesus, mas veio de um peixe - Mateus 17:27.
A única vez que Jesus disse algo sobre o dízimo foi quando ele argumentou que o dízimo não era suficiente: “Ai de vocês, fariseus, porque dão a Deus o dízimo da hortelã, da arruda e de toda a sorte de hortaliças, mas desprezam a justiça e o amor de Deus! Vocês deviam praticar estas coisas, sem deixar de fazer aquelas”. - Lucas 11:42.
Na verdade, Jesus nunca falou contra o dízimo, mas disse que ninguém deveria dar o dízimo antes de ser misericordioso com seu próximo. O que os fariseus faziam era simples: Eles entregavam o dízimo como um pagamento à Deus para se sentirem livres de amarem as pessoas e se preocuparem com a carência financeira dos outros. Viravam as costas para os necessitados, mas davam todos os dízimos. Jesus disse aos fariseus: “não há mal algum em vocês darem o dízimo, mas se preocupem com as pessoas em justiça e em amor de Deus por todos. Porque ai de vocês fariseus que dão a Deus o dízimo de tudo mas se esquecem dos seus irmãos.”
Em primeiro lugar, Deus não precisa do seu dinheiro, mas você não deve precisar mais do seu dinheiro do que de Deus.
Em segundo lugar, dando o dízimo você não deve pensar que está “devolvendo ou pagando” algo à Deus. Entregar o dízimo não é parte de sua caminhada diária com Deus, mas apenas demonstra para você, não para os outros ou para alguma instituição religiosa, que você não é apegado ao dinheiro.
Em terceiro lugar, o dízimo como uma disciplina espiritual pode realmente mover você para níveis mais profundos de fé e de consciência do cuidado de Deus pela sua vida.
Em quarto lugar, quem se torna dizimista por amor, não por obrigação ou por força da religião não desiste mais porque encontram nele uma forma de desapego ao dinheiro.
Em quinto lugar, jamais dê o dízimo entes de alcançar as necessidades financeiras dos seus irmãos. Ofertas e dízimos não devem vir antes do que pessoas. Lembre-se do que Jesus falou: “Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta” - Mateus 5:23-24.
Tanto Deus não quer a oferta e o dízimos de pessoas que têm pendências com seus irmãos, quanto não as quer quando você não consegue ver a necessidade do seu próximo antes de levar dinheiro para a igreja. É claro que muitas igrejas discordam disso, algumas congregações estão mais preocupadas em suprirem suas necessidades de aluguéis, folhas de pagamentos de funcionários do que alcançarem as necessidades dos membros das suas comunidades. Isso deve ser triste para Deus. Ver que as dívidas da igreja foram colocas na frente da fome dos seus membros.
Uma das atitudes primordiais que encontramos na igreja de Atos dos Apóstolos era que eles vendiam suas propriedades e repartiam entre si, não entre a instituição, mas entre as pessoas, de modo que não existiam necessitados entre eles. Não é admissível que uma igreja gaste dinheiro com tijolos e concreto e não com comida para as pessoas que têm fome entre eles “Todos os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum. Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade. Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do templo. Partiam o pão em suas casas, e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração, louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo. E o Senhor lhes acrescentava todos os dias os que iam sendo salvos” Atos 2:44-47. Veja que a igreja não tinha um templo próprio, ela se reunia no pátio do templo judaico e depois compartilhava na casa dos irmãos onde partiam o pão uns com os outros.
Sempre me perguntei como um pastor sente-se chegando na igreja com um carro que custa mais de 50 mil reais e encontra seus membros, irmãos dele, chegando de chinelo, suados, cheios de necessidades financeiras e ainda esse pastor tem coragem de incentivar seus pobres irmãos a darem ofertas e dízimos. Isso acontece quando o coração do pastor está nas regras da religião e não nas ovelhas, nosso coração precisa estar no rebanho, nas vidas, nas almas e não na arrecadação de recursos para comprar carros de luxo, tijolos, concretos, terrenos, jóias para as esposas e conforto para eles mesmos. Porque é isso que eles fazem com os dízimos e ofertas, usam para o seu prazer e não para encontrar a necessidade uns dos outros.
Contribua quando você encontrar uma comunidade que se importa com as pessoas, não com as construções materiais. Um grupo que cuida um dos outros, dos jovens, das crianças, das viúvas, dos idosos, daqueles que participam do pão de Cristo com eles e precisam de pão em suas mesas.
Contribua quando você perceber que no grupo que você participa não tenha enriquecimento da liderança, porque quem contribui com uma liderança corrupta não é a Deus que contribui, mas ao diabo que dá o seu dinheiro. “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo” - Tiago 1:27.
O dízimo hoje tem servido de alívio para muitos religiosos, é um dos frutos da arrogância humana, eles não querem ajudar uns aos outros, não se importam com seus irmãos e tão pouco amam uns aos outros. Questionados eles sempre argumentam: “Eu já dou o meu dízimo e minhas ofertas, já faço a minha parte” Isso é uma maneira hipócrita de comprar a salvação e tirar algum peso dos seus ombros. Trazer ofertas e dízimos para a igreja é uma maneira de dizer: “Vocês oram por mim e eu pago vocês” Mas não é isso que Deus quer, a instituição se mantém feliz com essa postura, porque muitas organizações são bancos, tratam o evangelho de Cristo como um instrumento monetário e não de amor.
O dinheiro não é a moeda do reino de Deus, mas sim no reino do mundo. As únicas pessoas para quem o dinheiro é popular são para os sonegadores, ladrões, traficantes, comerciantes e para as igrejas. Jesus ficaria contente com a maneira que estamos mantendo a igreja e esquecendo nossos irmãos necessitados?
A MORDOMIA
Muitos dizem que somos “mordomos de Deus”. A ideia de sermos guardiões da terra é outro sintoma da arrogância humana. Imagine-se com a tarefa de supervisionar seu corpo. Você se acha capaz de fazer os seus rins funcionarem? Você pode controlar a remoção de resíduos do seu corpo? Você está consciente do fluxo de sangue através das suas artérias? Você está controlando a perda de uma centena de milhares de células da sua pele neste minuto? Você sabe quantos fios de cabelos possui e tem o controle sobre eles? A idéia de que somos conscientes para cuidar de um sistema tão grande e misterioso é ridícula. Imaginem, não podemos controlar nosso corpo, porque achamos que podemos controlar as riquezas da terra em nome de Deus? Como se ele se importasse com essas riquezas, não é o corpo mais do que as roupas? Perguntou Jesus. No entanto, algum pastor que deve ser muito íntimo das riquezas, resolveu inventar um absurdo desses simplesmente para justificar o fato dele estar nadando em dinheiro de dízimos e ofertas.
Se alguém é chamado para ser “mordomo” de Deus, ele é chamado para administrar, para produzir os resultados mais benéficos para a comunidade e não para si mesmo, porque ninguém que lidera para Deus lidera para si, mas para servir aos outros. O primeiro exemplo de um líder levantando por Deus é uma vida íntegra e modesta, que glorifica a Deus e não ostenta as riquezas; aliás que ninguém enriqueça com o Evangelho de Cristo. O primeiro homem a ganhar dinheiro com Jesus foi Judas.
Os pastores comprometidos com o dinheiro me diriam: “Mas a igreja não é uma instituição filantrópica para ajudar os pobres” Eu por outro lado diria a eles: “Então se não é uma instituição de filantropia, porque a igreja não paga impostos ao governo?” Eles rebateriam: “A igreja tem uma missão de tirar as pessoas dos vícios, da morte e levá-las ao encontro de Jesus” Outra vez eu diria: “E quem encontra Jesus e fica sem comida, vocês chamam de irmãos, mas deixam seus irmãos passarem fome, dificuldades, miséria, e preferem comprar carros e casas de luxos para vocês” Eles diriam ainda mais: “Ofertas e dízimos são dadas para a manutenção dos templos” Eu continuaria a afronta: “Não são as pessoas o templo de Deus?”. Eles diriam ainda: “Não podemos ajudar a todos” Eu diria: “Então é justo um irmão passar necessidade enquanto pastores nadam no dinheiro? Que amor é esse que ama e não ajuda?” Eles dirão ainda: “Quem quiser deve ajudar aos necessitados, mas o dinheiro tem que vir para a igreja” Eu ainda digo: “Mas além dos pastores que enriquecem com as ofertas e dízimos, quem mais a igreja ajuda?” A discussão continuaria por horas; mas se existisse amor, o amor que Jesus nos ensinou, as regras das ofertas e dízimos não seriam colocadas na frente das necessidades das pessoas.
Eu creio que os aspectos fundamentais para qualquer doação em igrejas, seja ela dízimo ou ofertas são estas:
- Que seja doado de coração e não por regras;
- Que seja feito em secreto;
- Que seja feito observando se as necessidades dos nossos irmãos e amigos foram alcançadas antes de se doar para a igreja;
- Que não haja impedimento de amor, alegria e comunhão entre as pessoas da mesma comunidade. Se houver, que antes seja resolvido e depois a oferta entregue;
- Quem ninguém que doa se ache “pagador” de nada, mas que tudo seja doado por gratidão e não por retribuição;
- Que ninguém na comunidade enriqueça com os dízimos e as ofertas, mas que sirva para o sustento das suas necessidades com humildade e respeito uns aos outros;
- Que as pessoas sejam alcançadas em suas necessidades, antes de templos e bens materiais serem adquiridos para a instituição;
- Que ninguém deixe de dar por apego ao dinheiro;
- Que ninguém se ache “mordomo” de Deus para cuidar dos bens financeiros dele;
- Que todos cuidem uns dos outros em amor, achando sempre os outros superiores a si mesmos e querendo para os outros, tudo aquilo que desejam para si.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Pérolas da Marcha para Jesus: Palmilhas Apostólicas
Como não era de se admirar, a Marcha para Jesus já nos rende as suas primeiras pérolas. Uma delas é a distribuição de palmilhas apostólicas. Cuma???!!! Sim, você ouviu bem: Palmilhas apostólicas! E com base bíblica e tudo (?).
Veja na integra a matéria extraída do Site oficial da Marcha para Jesus:
Projeto Amar vai para a Marcha com "Palmilhas Apostólicas"
Projeto Amar vai para a Marcha com "Palmilhas Apostólicas"
Vestido de verde e amarelo, com destaque para a camiseta da Marcha para Jesus 2010, o bispo Laércio, conhecido como bispo Lalá, chegou à Vigília Geral do Projeto Amar, na madrugada do dia 29/05 animando todo mundo. Como já virou marca em suas ministrações durante os eventos do PA, o bispo usa vinhetas que anunciam o tema que será abordado. Além disso, sempre entrega um símbolo profético da ocasião. Nesta vigília, cujo tema foi “O Poder da Marcha Apostólica”, foi entregue uma "palmilha apostólica".
A palmilha personalizada com a estampa da Marcha Para Jesus 2010 foi distribuída a todos os presentes. O objetivo, segundo o bispo, é que todos escrevam nelas seus pedidos para a Marcha, que acontece no feriado de Corpus Christi, dia 3 de junho.
Baseado no texto de Êxodo 14.10-15, o bispo ministrou que, quando uma pessoa marcha, ela conquista, prospera, é liberta e reina. “Para Marchar, precisamos vencer os faraós dos dias de hoje”, afirmou bispo e, em seguida, listou as resistências que precisam ser vencidas: a intimidação, o medo, a escravidão, a inferioridade, a limitação, a divisão, a enfermidade, a miséria e a derrota.
“A vigília foi uma bênção, nem vi a hora passar”, declarou Maria Geralda, de 23 anos. Segundo a jovem, ao invés de saírem cansados por terem passado a noite em claro, os jovens foram renovados em suas forças e preparados para marchar até a terra prometida.
Comentário André Sanchez
Fica claro que os propósitos buscados com essa marcha são aqueles pregados pela teologia da prosperidade, além, é claro, de outros que nada tem a ver com Jesus e com o Evangelho:
"Baseado no texto de Êxodo 14.10-15, o bispo ministrou que, quando uma pessoa marcha, ela conquista, prospera, é liberta e reina. “Para Marchar, precisamos vencer os faraós dos dias de hoje”, afirmou bispo e, em seguida, listou as resistências que precisam ser vencidas: a intimidação, o medo, a escravidão, a inferioridade, a limitação, a divisão, a enfermidade, a miséria e a derrota."
Todos propósitos egoístas e que não lembram em nada os principais propósitos ordenados por Jesus aos seus discípulos. Nessa lista não deveriam estar a conversão, o arrependimento, o bom testemunho, a evangelização, os povos não alcançados, a humildade...?
Não, eles não estão marchando para Jesus! Estão marchando para si mesmos, para o seu próprio umbigo e para os seus interesses bizarros.
Quanto a Palmilha Apostólica, o máximo que vão conseguir é um chulé apostólico. Fala sério!!!
Definitivamente, o $how tem que parar!
Fonte:http://www.esbocandoideias.com/
Placas gospil do Brasil 2

"Contribua de acordo com a tua renda, para que Deus não torne a tua renda segundo a tua contribuição". Seria isso um pedido ou uma ameaça?
A Escritura orienta diferente, pois diz: "Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria." (2 Co 9:7)
Eu achei que os doze apóstolos estavam mortos, mas me enganei! Eles estão dando plantão numa igreja, abençoando (?) as pessoas...Menino visita o Além durante cirurgia: 'Fui pro céu e voltei'
Garoto de 4 anos faz viagem espiritual e diz ter visto Jesus Cristo, a irmã abortada e o bisavô já morto
Muitos diziam que foi um sonho. Outros afirmavam que era apenas uma história inventada por um menino de 4 anos. Nem mesmo seus pais acreditaram. Mas a história do pequeno Colton Burpo, que afirmou ter estado no céu, durante um coma, após uma cirurgia de apendicete, virou livro e causou polêmica nos Estados Unidos.
O livro Heaven is a Real Place (O céu é de verdade) está na lista dos mais vendidos dos Estados Unidos. Segundo os pais do menino, Colton passou a relatar sua experiência após passar em frente ao hospital, onde havia sido operado. O garoto narrou a história de sua ida ao céu, dizendo que os anjos teriam cantado para ele.
O menino de 4 anos disse que viu muitas coisas no paraíso: "Fui pro céu e voltei", afirmou várias vezes. Colton narrou, em detalhes, seu encontro com Jesus Cristo. "Eu me lembro de Jesus. Há ruas de ouro e um monte de cores. Eu sentei no colo de Jesus e então eu me senti seguro. Deus, ele é o maior no Céu, ele pode manter o mundo em suas mãos."
Colton disse ainda que viu muitas coisas e conheceu várias pessoas, entre elas seu avô paterno, que morreu 30 anos antes do menino ter nascido. No entanto, a parte mais surpreendente foi quando contou para a mãe que conhecera sua "outra" irmã. Anos antes, a mãe do garoto teve um aborto espontâneo e perdeu o bebê.
‘Somos normais'
Agora, aos 11 anos, Colton Burpo adora cantar, praticar esportes e tocar trompete. Seu pai diz que a experiência no céu não mudou seu filho, mas pelo fato de que o menino era tão novo quando tudo aconteceu, realmente definiu sua vida. "Não sei a razão por que Deus nos escolheu. Somos apenas pessoas normais para quem Deus fez um milagre", disse Todd Burpo.
Alvo de críticas
A imprensa se interessou pela história e o menino Colton foi alvo de reportagens em sites, jornais e revistas. Desde o lançamento do livro, no final de 2010, pai e filho têm percorrido igrejas e sido entrevistados por canais de TV nos EUA. No entanto, não faltam críticas: muitos acreditam que tudo isso tem uma explicação médica ou científica, como inúmeros relatos de experiência de quase morte.
Fonte: Jornal Meia hora
quarta-feira, 4 de maio de 2011
A IGREJA E A BABILÔNIA
São muitos os textos das Escrituras que falam sobre a Babilônia. Ela sempre esteve em competição com a Igreja de nosso Senhor, desde Gênesis (Cap. 11) até Apocalipse (Cap. 18). Mas as Escrituras falam de duas Babilônias, a que é física e visível, e a espiritual.
A Babilônia sempre abrigou todo tipo de iniqüidade, de prostituição. O grande problema talvez para muitos cristãos não seja a Babilônia física - para alguns sim -, mas a espiritual.
A Babilônia espiritual é a mãe das prostituições da terra. Ela durante séculos tem sido cova profunda e poço estreito para os cristãos. Como salteador ela fica a espreita e multiplicam entre os homens os prevaricadores, os adúlteros, os que desobedecem (Prov. 23.28-29). A Babilônia espiritual arrebata o coração dos inocentes, e os prende em suas prostituições, naquilo para o que não foi criado e chamado.
A Babilônia espiritual é sensual. Torna os homens presos às coisas visíveis, à sua beleza: sinais e maravilhas. Os seus perfumes são sedutores e anda a caça da alma preciosa (Prov. 6.26). A sua voz é meiga, encantadora, soa amorosa. Exalta o EU, as obras, a glória humana. A Babilônia espiritual não é visível, está arraigada aos corações, tornando-o uma presa sua, por meio de tradições, sutilezas, rudimentos do mundo e não segundo Cristo (Col. 2.8).
O Senhor nos adverte: "Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, pois, os membros de Cristo, e fá-los-ei membros de uma meretriz? Não, por certo. Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz, faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse, dois numa só carne" I Coríntios 6.15-16. (Paulo neste texto não fala de prostituição física, mas espiritual. Membros de Cristo e membros de uma meretriz. Um só corpo com ela e não com Cristo).
Não pense que por você não estar na Babilônia visível você está livre das seduções da Babilônia espiritual! A Babilônia e as suas prostituições estão arraigadas na grande maioria dos cristãos. Como se livrar de tais laços de morte (Prov. 7.9-22)? O Senhor nos diz: "Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos observem os meus caminhos" Provérbios 23.26.
Somente primeiramente vendo o seu caminho, e depois estando no seu caminho é que podemos estar livres: "...e, quando o ouviram Priscila e Áqüila, o levaram consigo e lhe declararam mais precisamente o caminho de Deus" Atos 18.26.
A Igreja do Senhor Jesus é o livramento. Não a que é visível. Muito do que é chamado de igreja nada mais é do que pura Babilônia espiritual, cheio das suas prostituições. A Igreja do Senhor é livre. Não é um monte palpável, visível, mas que o adora em espírito e em verdade.
Não é algo que é palpável, até aceso em fogo como era o monte, com sonidos de trombetas, e à voz das palavras, a qual os que a ouviram rogaram que não se lhes falasse mais. O que é palpável tem certa glória, pois até o rosto de Moisés resplandecia, mas era uma glória transitória (Heb. 12.18-21).
Babilônia espiritual e física tem uma glória transitória. Ainda que seja Deus que tenha se manifestado sobre ela, é transitória, se desvanecerá. Ficará esquecida pela eternidade; nunca mais se lembrarão dela. Mas a Igreja, à Universal Assembléia, aos espíritos dos justos aperfeiçoados, e principalmente a Deus e a Jesus, cabeça dela, tem a glória que o Senhor lhe deu (João 17.22). É uma glória inextinguível, não se desvanecerá pela eternidade (II Coríntios 3.10).
É, e será uma glória eterna. As nações andarão à sua luz, e os reis da terra trarão para ela a sua glória (Apoc. 21.24). A glória se verá sobre ela. Será uma coroa de adorno e um diadema real na mão do Senhor. Nunca mais será chamada desamparada, mas será chamada de sua esposa, o seu prazer (Isaías 60.3; 62.2-4). Que glória. De glória em glória. Aleluia!
Mas tanto a libertação da Babilônia, seja espiritual ou física, e estar no caminho só é possível por Cristo. Os bem-aventurados são aqueles que vêem e aqueles que ouvem (Mat. 13.16). Não uma dita visão da Igreja, mas os que vêem o Senhor. Não há visão da Igreja sem ver o Senhor, sem que o Senhor viva e se manifeste em nós. A Igreja é o próprio Senhor.
Aqueles os quais os seus olhos estão fixos em Jesus, autor e consumador da fé (Heb. 12.2). Um verdadeiro testemunho pela fé. Andando por fé e não por vista, nas obras que foram preparadas de antemão (Ef. 2.10).
Os ouvidos que ouvem, ouvem o que o Espírito diz à Igreja; aquilo que o Espírito recebe da cabeça (João 16.13). Visão no coração, Vida, realidade. Não somente ouvintes esquecidos, mas executores da obra. Crescendo na graça e no conhecimento dEle com todos os santos, e andando com prudência, edificando sobre a rocha (Mateus 7.24).
O que em nós não é uma realidade da Vida do Senhor Jesus, é Babilônia. A Igreja é a Sua glória, o Seu caminho de glória; a Babilônia, a grande como é chamada, é o seu nojo. Procede da terra, não foi lavada quando nasceu, nem nunca purificada. Ninguém se apiedará dela naquele dia (Ezequiel 16).
Amados irmãos, ofereçamos os nossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. Que as nossas mentes sejam transformadas e experimentemos qual seja a boa, perfeita e agradável vontade de Deus. Demos o nosso coração ao Senhor, e que Ele nos faça andar em seu caminho, porque ainda estamos em muitas coisas ligadas à grande prostituta espiritual e muitos até fisicamente. Que o Senhor tenha misericórdia de nós, e da nossa geração. Mas há aqueles que não se contaminaram, e que andam de branco. Amém.
VIRGINDADE e O CASAMENTO
O Senhor dá muita importância a este assunto, especialmente porque Maria concebeu a Jesus ainda virgem. Na lei o Senhor permitia ao marido rejeitar a mulher se descobrisse defeito (não virgindade) nela. E, finalmente, o Senhor irá apresentar a Igreja virgem a si mesmo.
O que isso pode significar?
O que isso pode significar?
Irmãos, vivemos tempos em que a virgindade é uma vergonha para as moças, quanto mais para os rapazes. Se falarmos abertamente sobre isso seremos zombados, ridicularizados. A exaltação em todo mundo é à impureza, à imundície, à perversidade. Se alguém se guarda puro é ridicularizado; é alguém que não sabe o que é bom(?), etc.
Mas, muito além da necessidade individual de nos guardarmos puros para o Senhor, como vasos que não foram contaminados pelo pecado. Há a realidade do corpo de Cristo, a Igreja.
O Senhor, em seus ensinos quer nos mostrar algo maior do que só a virgindade do corpo físico. Ele quer a realidade da Igreja virgem. O que é a Igreja? A Sua Noiva. Por isso só será aceita, e não rejeitada, se for virgem.
O que podemos entender como uma noiva virgem, quanto à realidade da Igreja?
Virgindade aqui - no caso da Noiva, da Igreja de Cristo -, é espiritual. Trata-se de não ser contaminada por qualquer outro, nem sequer ser tocada por um estranho. A Palavra nos diz que o Espírito arde em ciúmes. O Senhor não permite que a sua Noiva se dê ao desfrute de tocar em ou ser tocada por estranhos.
O que é um estranho?
Estranho é qualquer outro que não Cristo, o Senhor! Se somos dirigidos por uma organização, estamos sendo infiéis, se formos dirigidos por homens, somos infiéis ao Senhor. Se somos participantes de práticas e não de Cristo, somos infiéis. Consultemos o nosso coração: Onde está o nosso amor? No Senhor ou em uma organização chamada "igreja"? Em Cristo, ou em uma ou várias pessoas que achamos espirituais e, por isso, desejáveis e agradáveis exemplos de fé, poder, autoridade...? Em um local de reunião? Em práticas perpetuadas? Em doutrinas?
Uma coisa também séria é o casamento de todos nós. Se perpetuou o costume da noiva se casar de branco, significando que é uma noiva pura (virgem, imaculada). Quando dois jovens, irmãos em Cristo, se casam, deveriam estar dando testemunho da união de Cristo e a Igreja. Assim, o noivo simboliza Cristo e a noiva a Igreja. É muito sério o casamento. Deixemos de pensar em nós quando casarmos. Estamos ou não vivendo para o Senhor?
Tenho sido entristecido por muita infantilidade, quando irmãos se apegam a costumes e às próprias vontades em prejuízo do testemunho.
Quando dois irmãos se casam não sendo mais virgens, qual é o motivo para não serem sinceros? A alegria deve ser pela benção de estarem se casando segundo o propósito de Deus. Se perderam o testemunho da pureza, por que fingir?
O casamento acontece quando os corpos se unem, não por uma cerimônia! Aquilo que chamamos de casamento é apenas a festa do casamento. Por isso, quando fizermos qualquer festa de casamento de irmãos, consideremos para não sermos hipócritas, fingindo algo que simboliza uma coisa tão preciosa que é a união de Cristo e a Igreja, pura e imaculada.
O problema, amados, não é a perda da virgindade, isso o Senhor perdoou, mas a hipocrisia. A hipocrisia é algo detestável para o Senhor. Sejamos sinceros. Somos pobres, desgraçados, miseráveis, cegos e nus (Apocalipse 3:17). Eu sou um filho e um pai, como também um marido e irmão cheio de falhas e defeitos. Qual o motivo para fingir o que não sou. Se as minhas filhas perderem a pureza, eu posso até pregar na festa de casamento, contudo não terão mais o testemunho da união de Cristo e a Igreja para nos alegrarmos e sermos edificados. Assim não poderão entrar com toda a pompa de simbolismos da pureza, beleza e grandiosidade da união de Cristo e da Igreja.
Para que nos levantarmos dando honra a quem já a perdeu? Para que o branco simbolizando a pureza perdida? Para que tantos enfeites, senão para esconder algo?
Criou-se na mente das moças que se não for daquele jeito não é casamento. Irmãos, casamento é a união, festa é algo que faz parte, mas não tem que ser como todo o mundo. Precisamos viver a realidade da nossa condição. Quantos se endividam para querer mostrar ostentação? Quantos cauterizam as suas mentes fingindo uma falsa pureza? Perdão! Creio que posso estar ferindo alguns!
Em nome do Senhor, estou olhando para frente, para os futuros casamentos. Não olhem para ninguém, olhem para o Senhor e não julguemos a ninguém. Quem se casou no ano que se passou não é necessariamente alvo de um comentário aqui exposto. Cada um julgue a si mesmo.
Andemos sinceramente diante do Senhor. Nos sujeitemos a Ele na condição que estamos. Ele vai nos apresentar diante dele sem defeito, sem manchas ou qualquer outra coisa natural do ser humano, inclusive o nosso julgar. Por isso, não tenho objetivo de estar julgando qualquer pessoa, mas de compartilhar o que tenho recebido do Senhor. Alegria por testemunhos reais, tristeza por falta de verdade. Por isso peço que não me entendam mal, mas olhemos por nós mesmo para não cairmos naquilo que condenamos.
Em resumo, a Igreja é que deve ser virgem, no sentido de ter relação somente com o Senhor. Assim o nosso testemunho pessoal deve ser verdadeiro a respeito da nossa condição. Fiquemos como o Senhor nos chamou, se virgem - virgem, se não virgem, amém, mas em pureza! Glórias somente ao Senhor que nos cobriu com o seu sangue e nos perdoou, pois todos pecamos!
As sete maravilhas do mundo "evangélico"
Em julho de 2007, o Cristo Redentor foi eleito uma das sete maravilhas do mundo! O símbolo do Rio de Janeiro, que acolhe a chegada de turistas do mundo todo à chamada cidade maravilhosa, assumiu seu lugar na nova lista de Maravilhas do Mundo ao lado de seis outras obras: a Grande Muralha da China; a cidade helenística de Petra, na Jordânia; a cidade inca de Machu Picchu, no Peru; a pirâmide de Chichen Itzá, no México; o Coliseu, antiga arena de combates em Roma; e o túmulo do Taj Mahal, na Índia.
Mas, você sabia que existem também as sete "maravilhas" do mundo "evangélico", isto é, as que mais fascinam boa parte das pessoas que dizem servir a Deus, na atualidade? Quais são elas?
PROSPERIDADE
Esta, sem dúvida nenhuma, está em primeiro lugar, apesar de o Senhor Jesus ter dito: "Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça..." (Lc 12.13-31). Dizem os super-pregadores e cantores-ídolos: "Muitos criticam quem fala de prosperidade. Mas eu não falo sobre prosperidade; eu vivo prosperidade. Eu não ando mais de fusquinha; tenho tudo do bom e do melhor. Se você quiser ser como eu, passe a ofertar sempre com a maior nota que tiver em sua carteira". Fazer o quê? O povo é manipulável, e muitos líderes não têm coragem de combater esses que mercadejam a Palavra. Mas não se engane. Deus haverá de julgá-los, a menos que se arrependam.
ECUMENISMO
O alvo hoje em dia não é pregar a verdade como ela é, e sim unir forças pelo bem comum. A doutrina divide. Temos de nos unir. Por isso, a cada dia surgem igrejas para todos os gostos... Já existem até igrejas "evangélicas" lideradas por "pastores" que abdicaram do seu chamamento másculo! Sabe qual é o lema deles? "O Senhor é o meu Pastor e me aceita como eu sou". Que "ma-ra-vi-lha", não é mesmo?!
TEOLOGICENTRISMO
O negócio é não abrir mão das convicções teológicas, ainda que elas não tenham apoio da Palavra de Deus! Se Calvino falou, está falado! Ainda que as idéias de algum teólogo sejam contrárias à Palavra de Deus, não importa! Você não acha isso "ma-ra-vi-lho-so"? A Bíblia fica em segundo plano. O que vale é o que os nossos teólogos preferidos dizem!
FARISAÍSMO
Esta "maravilha" também deve estar bem cotada por aqueles que se dizem conservadores, mas são, na verdade, extremistas. Sabemos que ser conservador à luz da Palavra de Deus é correto (Ap 3.11; 2 Tm 1.13; 1 Tm 6.20), porém os pseudo-conservadores apreciam bastante a prática de "coar mosquitos" e "engolir camelos" (Mt 23.24).
ANTROPOCENTRISMO
Canções e falações — tidas como hinos e pregações — da moda colocam o ser humano no centro de todas as coisas. "Determine a sua vitória", "Você nasceu para ser um vencedor", "Profetize para você mesmo e diga isso e aquilo". Estas são algumas das frases preferidas do mundo "evangélico". Não tenho dúvidas de que o humanismo ou antropocentrismo é uma das "maravilhas" daqueles "servos de Deus" que vão aos cultos só para receber, receber, receber... O negócio hoje é buscar a "restituição", invadir o terreno do Inimigo e pegar de volta tudo o que ele roubou, além de quebrar maldições...
EXTRAVAGANCIA
Não há dúvidas de que os shows, com muita dança, diversão, gritos frenéticos, etc, façam parte desta lista de "maravilhas evangélicas". E junto com eles as "baladas" gospel, as festas jesuínas, etc. Mas, como nos dias dos profetas Isaías e Amós, Deus não recebe esse "som dos adoradores extravagantes" (Is 29.13; Am 5.23). John F. MacArthur Jr. disse, acertadamente: "As Escrituras dizem que os primeiros cristãos viraram o mundo de cabeça para baixo (At 17.6). Em nossa geração, o mundo está virando a igreja de cabeça para baixo" (Com Vergonha do Evangelho, Editora Fiel, p.52).
EXPERIENCIALISMO
Numa época em que super-pregadores visitam o "Céu" e falam diretamente com "Deus Pai", "Jesus", "Paulo", "Maria", anjos, etc, ninguém precisa mais ler um livro tão "desatualizado" como a Bíblia, não é? Hoje muitos seguem aos seus impulsos e recebem mensagens "proféticas" de galinhas ou ordem do "Espírito" para andar como um leãozinho, marcam a vinda de Jesus para um sábado de 2007, distribuem dentes de ouro, ministram a unção do riso e o "cair no Espírito"... Que "maravilha"!.
Alguém poderá perguntar: "Em que lugar ficou o evangelho cristocêntrico? E a santificação? E a renúncia? E o culto a Deus em verdadeira adoração, em espírito e em verdade? E os genuínos dons espirituais? E a Escola Bíblica Dominical? E os bons costumes? E a evangelização? E a oração? E o jejum? Será que, pelo menos, entraram na lista?" Bem, como se vê, as "maravilhas" citadas têm um poder de sedução muito maior sobre o mundo "evangélico", e as verdadeiras maravilhas tendem a ser esquecidas...
Mas eu pergunto: Diante dessa flagrante falta de interesse pela Palavra de Deus e da valorização do que não agrada ao Senhor, devemos ficar calados? Devem os servos de Deus, capazes de discernir entre o bem e o mal, ficar quietos? Não podemos julgar? Temos de ficar olhando a banda passar?
Fonte: http://nao-obrigado.blogspot.com/
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